sábado, 26 de novembro de 2011

Marcha pelo fim da Violência Contra as Mulheres

Nesta sexta-feira, no Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, várias organizações promoveram uma marcha nas ruas de Lisboa para reclamar o fim da impunidade dos agressores.
“Com esta marcha pretendemos sensibilizar a sociedade para este fenómeno”, afirma o manifesto que convocou a marcha e que foi lido no Rossio. “É imperativo que se comecem a adotar, de forma rigorosa e generalizada, os mecanismos necessários para combater as opressões de género, articuladas com opressões económico-sociais, de etnia, nacionalidade, orientação sexual e outras.”
E concluiu: “Enquanto o provérbio popular diz que: Entre marido e mulher ninguém mete a colher. Nós dizemos: Entre marido e mulher alguém meta a colher. Se possível, cidadãos e cidadãs intolerantes com a violência, polícias capazes de identificar a natureza do crime e, por conseguinte, capazes de acionar as medidas que este tipo de crime requer, e juízas e juízes que tenham presente que não são admissíveis atenuantes arreigadas em valores patriarcais, porque o patriarcado parte da desigualdade e a lei diz que somos iguais.”
Para a dirigente do Bloco de Esquerda Helena Pinto, o Bloco sempre se bateu pela causa da eliminação da violência contra as mulheres , “como uma causa de mulheres e de homens”. Helena Pinto recordou que foi o Bloco de Esquerda que no ano 2000 apresentou o projeto do que viria a ser a lei que tornou crime público a violência contra as mulheres, um passo fundamental para este combate que “infelizmente continua a ser de todos os dias”.

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