quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Juros da dívida de Itália ultrapassam 7%, Krugman diz que “este é o caminho para o fim do euro”

Os juros das dívidas de Itália, Espanha e França dispararam. As bolsas estão a afundar em todo o mundo. O economista Paul Krugman, prémio Nobel da Economia em 2008, diz que “este é o caminho para o fim do euro” e defende que a “salvação do euro depende de uma mudança radical na política do BCE”.
Bolsa de Frankfurt, índice Dax caiu quase 3% - Foto de Arne Dedert/Epa/Lusa
Bolsa de Frankfurt, índice Dax caiu quase 3% - Foto de Arne Dedert/Epa/Lusa
Juros das dívidas de Itália ultrapassaram a barreira dos 7%, mas a subida atingiu significativamente também os juros das dívidas de Espanha e França. Krugman numanota publicada nesta quarta feira no jornal “The New York Times”, responsabiliza os “líderes europeus” pela política errada que têm vindo a seguir e diz que actualmente “parecem veados encadeados pelos faróis”.
Os juros da dívida de Itália ultrapassaram os 7%, chegando até a 7,6%, enquanto os da dívida espanhola atingiram os 5,84%, aproximando-se da barreira dos 6%. A diferença entre os juros da dívida francesa e da dívida alemã bateram também um recorde, atingindo pela primeira vez 148 pontos base (1,48 em percentagem). A diferença dos juros da dívida espanhola em relação à alemã atingiram os 400 pontos base (4%), enquanto os da dívida italiana chegaram aos 500 pontos.
Os índices bolsistas caíram igualmente em toda a Europa e também em Nova Iorque. Em Lisboa, o índice bolsista PSI-20 voltou a cair 1,25%, com as acções dos bancos a atingirem novos mínimos históricos.
Krugman na sua nota considera ainda que a política que tem vindo a ser seguida este ano pelo Banco Central Europeu vai ficar para a história como um “exemplo clássico de idiotice política”. E, a concluir, diz que ainda acha difícil de acreditar que o euro falhe, mas considera igualmente difícil que a Europa faça o que “é necessário para evitar a falência”. Krugman defende que a “salvação do euro depende de uma mudança radical na política do BCE”.

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