terça-feira, 11 de outubro de 2011

Ministro avisa sindicatos que podem esperar despedimentos


A reunião dos sindicalistas dos transportes com o ministro Álvaro Santos Pereira confirmou as piores expectativas dos trabalhadores. No dia 20, há concentração em frente ao Ministério da Economia.
O ministro confirma: com a fusão das empresas de transporte, muitos trabalhadores serão empurrados para o desemprego.
O ministro confirma: com a fusão das empresas de transporte, muitos trabalhadores serão empurrados para o desemprego. Foto Paulete Matos/Flickr
"Traçou-nos um quadro negro da situação do país e disse-nos que é preciso grandes sacrifícios", disse Amável Alves, coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes (FECTRANS), no fim da reunião com o ministro Álvaro Santos Pereira. A agência Lusa diz que os sindicatos dos transportes irão reunir-se hoje com representantes da CGTP e da UGT para debater novas formas de luta, sendo que já está marcada uma concentração para 20 de Outubro frente às instalações do Ministério.
Os sindicalistas de empresas como a Carris, Metro, Soflusa e REFER estiveram na segunda-feira a ocupar a entrada do Ministério, exigindo conhecer o conteúdo do Plano Estratégico de Transportes que o governo deve aprovar em Conselho de Ministros. A reunião foi marcada para a manhã de terça-feira e segundo a agência Lusa, o ministro terá admitido fazer despedimentos na sequência da fusão da Carris e do Metro de Lisboa, do Metro do Porto com os STCP e da Transtejo com a Soflusa.
"Informamos os sindicatos que teremos de ir mais além do que inicialmente pensávamos", disse o ministro que tutela os transportes, quando questionado sobre se estas fusões poderiam trazer mais despedimentos no sector.
Os jornalistas quiseram também saber junto de Álvaro Santos Pereira quanto é que os portugueses vão pagar a mais com o anunciado aumento do preço da electricidade. O ministro prometeu uma resposta para o próximo dia 15 e diz esperar que "um aumento 30 por cento para particulares e de 55 por cento para empresas não aconteça".

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