A CGIL, principal central sindical, paralisa o país e enche as praças de cerca de cem cidades. Acusa Berlusconi de decretar mais impostos aos trabalhadores e reformados e fazer cortes na Saúde, sem garantir o equilíbrio das contas públicas nem favorecer o crescimento nem o emprego.
Manifestação em Bolonha durante a greve geral. Foto de Il Fatto Quotidiano
Ao fim da tarde, a CGIL calculou a adesão à greve em cerca de 60%. As manifestações, convocadas em mais de cem cidades, levaram muitos milhares de trabalhadores às ruas.
A mobilização é um protesto contra o plano de ajuste aprovado pelo governo em 12 de Agosto, e realiza-se no mesmo dia em que o Senado o discute. Se aprovado – e a expectativa é que seja – passará para o Congresso, cuja votação final está prevista para 20 de Setembro.
A CGIL acusa o governo de Silvio Berlusconi de decretar mais impostos aos trabalhadores e reformados e de promover cortes na Saúde, sem garantir o equilíbrio das contas públicas nem favorecer o crescimento nem o emprego.
O plano já teve várias alterações desde que foi aprovado. Entre outras medidas, o governo desistiu do chamado imposto de solidariedade, que seria pago pelas pessoas de rendimentos anuais superiores a 90 mil euros. Também caiu a exigência de 40 anos de trabalho para acesso à reforma.
Em Roma, a secretária-geral da CGIL, Susanna Camusso, advertiu que o país está "à beira do precipício" e que é preciso dar um passo atrás. Um dos cartazes exibido na manifestação tinha escrito: “Finanças irresponsáveis, política desaparecida”.
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