O ministro da Solidariedade e da Segurança Social anunciou nesta sexta feira um plano de emergência social (PES) para os mais pobres, que custará 400 milhões num ano. Para a CGTP, o programa é um conjunto de “medidas paliativas” para “esconder a realidade”. O Bloco de Esquerda diz que o PES não “esconde cortes nos apoios sociais às famílias”.
O ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, apresenta o PES, 5 de Agosto de 2011 – Foto de Miguel A. Lopes/Lusa
Comentando este plano governamental, a deputada do Bloco de Esquerda Mariana Aiveca declarou que o PES não “esconde os cortes nos apoios sociais e às famílias”, exemplificou com os “aumentos dos transportes, da água e da electricidade”, denunciou que “é a facilitação e embaratecimento dos despedimentos, é o aumento do desemprego já anunciado, que sabemos que nos próximos meses vai aumentar, e é a precariedade” e concluiu: “Sem se taxarem os mais ricos não há possibilidade de um verdadeiro plano que responda às dificuldades das pessoas”.
Para a CGTP, o PES é um conjunto de medidas paliativas para esconder a realidade. Maria do Carmo Tavares, da comissão executiva da central sindical, acrescentou ainda à comunicação social que para apoiar os desempregados é “importante a industrialização do país” e “desenvolver o investimento em áreas que criem verdadeiramente emprego”. A dirigente sindical alertou ainda que “à semelhança de planos anteriores”, esta proposta “pode ser uma pescadinha de rabo na boca”, que leva a “situações de falência em vez de apoiar verdadeiramente os trabalhadores e a criação de emprego”.
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