O Bloco de Esquerda pergunta ao Governo se confirma a existência do crédito por liquidar da Amorim Energia ao BPN e considera que, a confirmar-se, acrescenta “mais um episódio inaceitável de falta de transparência associada a todo o processo de reprivatização do BPN”.
"A venda do BPN, com os seus créditos, ao BIC, poderá implicar que o crédito de 1600 milhões de euros seja pago pela Amorim Energia a um banco que tem como principal accionista a própria devedora” - Foto de Paulete Matos
O deputado João Semedo perguntou, nesta segunda feira ao Governo, através do ministério das Finanças, se confirma “a existência de um crédito, por liquidar, da Amorim Energia ao BPN” e, “em caso afirmativo, qual o seu valor”. (aceda ao texto integral do requerimento)
O Bloco diz no requerimento que tomou conhecimento por notícia do jornal “I” que "o crédito, na ordem dos 1.600 milhões de euros, teria sido concedido pelo BPN à Amorim Energia em 2006" e nunca teria sido pago pela “holding”, que é detida por Américo Amorim e por outros accionistas, nomeadamente a Santoro Holding Financial, de Isabel dos Santos, e a Sonangol.
O requerimento, referindo que a Santoro é accionista maioritária do banco BIC a quem o Governo vai vender o BPN, sublinha: “Desta forma, a venda do BPN, com os seus créditos, ao BIC, poderá implicar que o crédito de 1600 milhões de euros seja pago pela Amorim Energia a um banco que tem como principal accionista a própria devedora”.
O Bloco requer o esclarecimento “em nome da transparência e do direito à informação que assiste a todos os contribuintes que pagaram e estão a pagar o prejuízo do BPN”, que representa já 1.000 euros por contribuinte e, pelo menos, 2.400 milhões de euros ao Estado.
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