terça-feira, 12 de julho de 2011

UE quer impedir agências de avaliar países sob intervenção

O Comissário Europeu para os Mercados Financeiros propõe que na agenda da próxima reunião do Ecofin esteja a proibição das agências de notação financeira avaliarem o ‘rating’ dos países sujeitos aos empréstimos da troika. Entretanto, os alemães querem mais rapidez no novo empréstimo à Grécia.
"Portugal não será vendido", diz uma das mensagens junto aos sacos de lixo deixados à porta da entrada da agência Moody's em Paris.
"Portugal não será vendido", diz uma das mensagens junto aos sacos de lixo deixados à porta da entrada da agência Moody's em Paris.
“É minha intenção pedir à presidência polaca da União Europeia (UE) para colocar este assunto na agenda do próximo Ecofin”, revelou Michel Barnier num discurso em Paris, transmitido pelo seu gabinete em Bruxelas, notando porém que “ainda falta estudar a viabilidade da proibição e de que forma se processaria”.
As declarações de Barnier surgem na sequência de outras críticas da comissária europeia da Justiça, que sugeriu o desmantelamento das três agências norte-americanas que controlam o mercado da notação: Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch.
“A Europa não pode permitir que o euro seja destruído por três empresas privadas norte-americanas”, disse Viviane Reding ao jornal alemão Die Welt. “Só vejo duas soluções, ou os Estados do G-20 decidem desmantelar o cartel das três agências de rating norte-americanas, e de três agências fazer seis, por exemplo, ou criar agências de rating independentes na Europa e na Ásia”, acrescentou a comissária luxemburguesa.
Enquanto decorria a reunião de emergência dos ministros das Finanças europeus para discutirem um segundo plano de empréstimo à Grécia, a chanceler alemã Angela Merkel declarou que ele terá de avançar "a muito curto prazo". O seu ministro das Finanças Wolfgang Schäuble, na reunião em Bruxelas, foi mais longe e disse mesmo que "se só estivesse a Alemanha, já teríamos um novo programa para a Grécia, mas mais ninguém estava pronto".
A situação das finanças italianas também está em cima da mesa da reunião de Bruxelas, após os juros a 10 anos terem subido para 5,4% e a Itália aparecer como o mais que provável quarto país a recorrer ao empréstimo da troika. O problema é que o montante deste resgate financeiro estaria muito para além da capacidade do fundo de estabilização actual.

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