Louçã afirmou que “todas as medidas que tenham uma feição de ajuste de contas ou de agravamento da vida social e da vida económica”, nomeadamente a alteração do princípio de justa causa em caso de despedimento, merecerão a oposição do Bloco de Esquerda.
Foto de Paulete Matos.
Após a reunião com o presidente da República, que teve lugar esta terça-feira e se prolongou por cerca de 45 minutos, Francisco Louçã deixou um aviso ao próximo executivo composto pelo PSD e CDS, afirmando que o Bloco de Esquerda se oporá frontalmente a uma proposta de revisão constitucional para “alterar o princípio da justa causa e promover a facilitação dos despedimentos”.
“Uma revisão constitucional para criar um despedimento sem justa causa, de qualquer forma que isso seja apresentado, seria um péssimo sinal de instabilidade política, de perseguição a direitos, de diminuição de democracia”, adiantou o coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda.
O dirigente do Bloco defendeu também que espera que não se verifique “nenhum incidente no apuramento de resultados e na publicação de resultados que possa atrasar os passos constitucionais seguintes” e que “o primeiro-ministro deve ser indigitado em face aos resultados eleitorais no prazo mais curto possível para que Portugal possa ter o debate parlamentar do programa do Governo tão depressa quanto necessário”.
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