O próprio ministro das Finanças prevê que a taxa de desemprego vai chegar aos 13% em 2013, um valor até agora nunca registado no país. Governo admite contracção do PIB de 2% em 2011 e 2012.
"A quebra do produto nestes dois anos vai traduzir-se num agravamento da taxa de desemprego", diz Teixeira dos Santos. Foto de Paulete Matos
Na conferência de imprensa em que apresentou as linhas gerais do acordo entre o governo português e a 'troika' de representantes do Banco Central Europeu, do FMI e da União Europeia, Teixeira dos Santos previu que a taxa de desemprego vai aumentar até atingir os 13% em 2013.
A previsão é consequência da grande queda do PIB que o governo prevê para 2011 e 2012.
“A quebra do produto nestes dois anos vai traduzir-se num agravamento da taxa de desemprego que, segundo as nossas previsões, atingirá os 13% em 2013, baixando nos anos posteriores”, disse o ministro do governo demissionário.
O governo prevê uma queda de 2% do PIB neste e no próximo ano.
Segundo o último relatório do Eurostat, relativo a Março de 2011, a taxa de desemprego em Portugal está nos 11,1%, ocupando Portugal a sexta posição do 'ranking' dos países da União Europeia.
A previsão de subida do desemprego ocorre justamente quando são anunciadas medidas que deixam ainda mais desprotegidos os desempregados.
O subsídio de desemprego irá ter uma menor duração, passando a ser atribuído por um período máximo de 18 meses, contra os três anos actualmente em vigor, e o montante máximo da prestação também será alvo de reduções. Por outro lado, os despedimentos vão ficar mais fáceis: as causas que justificam o despedimento vão ser alargadas e as indemnizações por despedimento sofrerão reduções.
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