Num momento de profunda crise económica e social, o Estado português gastou menos 6,12% com prestações e apoios sociais. Subsídio de desemprego sofreu cortes de 8,7%, abono de família caiu 30% e os gastos com o Rendimento Social de Inserção registaram uma queda de 51 milhões de euros.
645 mil crianças já foram excluídas de receber abono de família, devido aos cortes do PEC. Foto Rosa Pomar.
Até Abril de 2011, e apesar de nos encontrarmos num momento de recessão e de diminuição do rendimento das famílias e de aumento exponencial do desemprego, o Estado português poupou 184 milhões de euros em prestações e apoios sociais em comparação com o mesmo período de 2010.
De acordo com os dados da execução orçamental divulgados pela Direcção-Geral do Orçamento (DGO), o subsídio de desemprego, em resultado da redução do valor desta prestação e da introdução da nova lei de condição de recursos, registou uma quebra de 8,7%.
A limitação do acesso ao abono de família, através da eliminação dos dois escalões mais elevados, e o fim da majoração desta prestação, resultou numa diminuição do número de crianças abrangidas. Em seis meses, 645 mil crianças e jovens deixaram de receber o abono, sendo que, nos primeiros três meses do ano, o governo gastou menos 30% face ao mesmo período do ano passado.
No que concerne ao Rendimento Social de Inserção, a verba despendida sofreu um corte de 51 milhões de euros.
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