CIP propõe redução da TSU de mais de 10 pontos, aumento do horário laboral para 42h, diminuição do período de férias e redução do subsídio de desemprego. Deputado do Bloco José Gusmão defende que «estas propostas revelam bem o extremismo ideológico e a absoluta incompetência das nossas elites económicas».
António Saraiva, presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal.
António Saraiva, presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal defendeu esta quinta-feira que a redução da Taxa Social Única só é relevante se for superior a 10 pontos. A par desta medida propõe o aumento do horário de trabalho para 42 horas na indústria.
No que respeita ao período de férias atribuído aos trabalhadores portugueses, António Saraiva advoga que o mesmo deveria voltar a ser de 22 dias úteis por ano, acabando com a actual possibilidade dos trabalhadores assíduos gozarem mais três dias de férias. "Já quando se decidiu aumentar de 22 para 25 dias úteis, premiando aqueles que não faltam, considerámos a medida errada porque todos nós temos a obrigação de trabalhar mais e melhor", adiantou o responsável da CIP.
A CIP incluiu no rol de medidas a aplicar o fim do subsídio de desemprego mínimo, que hoje equivale a 419,22 euros.
O conjunto de iniciativas apresentado pela confederação centra-se em cinco eixos: sustentabilidade orçamental, financiamento económico, reformas estruturais e desenvolvimento económico, internacionalização, e PME e crescimento económico.
António Saraiva apelou a que, após as eleições, se constitua "uma coligação com ampla base parlamentar", considerando que a mesma permitiria "mais estabilidade" e "mais capacidade" para o país sair da crise em que se encontra.
“Extremismo ideológico” e “incompetência”
O deputado do Bloco de Esquerda José Gusmão considera que “estas propostas revelam bem o extremismo ideológico e a absoluta incompetência das nossas elites económicas”.
Para José Gusmão, num momento “em que é importante discutir as soluções para a competitividade da economia portuguesa, a única coisa de que os nossos grandes empresários se lembram não é da inovação ou da aposta do sector dos bens transaccionáveis”, mas da «redução radical da TSU, que “só poderá acontecer se for compensada por uma acréscimo da carga fiscal sobre quem trabalha”.
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