sexta-feira, 27 de maio de 2011

Auto-estradas: Louçã diz que há "indícios de crime"

Coordenador do Bloco cita um relatório preliminar do Tribunal de Contas que, além de apontar o pagamento adicional de 10 mil milhões de euros, fala em “indícios de actividade criminosa”.
Louçã sublinhou que TC vê "indícios de crime" nas verbas adiciionais às concessionárias. Foto de Paulete Matos
No final de uma acção de contactos com a população no centro de Setúbal, o coordenador do Bloco de Esquerda insistiu na denúncia de favorecimento às concessionárias de autoestradas, que, segundo um relatório preliminar do Tribunal de Contas receberam do governo um reforço de dez mil milhões de euros.
Louçã lembrou que já tinha feito esta denúncia no último domingo, no almoço de campanha no Pavilhão Atlântico, e que um ministro depois veio dizer que as contas não estavam certas.
“Foram hoje publicados alguns elementos essenciais do relatório preliminar do Tribunal de Contas que vai muito mais longe ainda", sublinhou, citando o relatório do TC que fala em "indícios de crime" nesses pagamentos.
“Este governo que corta os abonos de família, corta salários e pensões, que aumenta a taxa da electricidade, é o mesmo que agora não se importa de por mais 10 mil milhões de euros nos bolsos destas empresas favorecidas”, apontou Louçã.
Para o coordenador do Bloco, a política do governo de José Sócrates de afundar o país tem pela frente uma esquerda forte que luta pelo emprego.”
Louçã anunciou ainda que o Bloco, no distrito, luta pela eleição do 3º deputado, que
é António Chora, coordenador da CT da Autoeuropa.
Antes, a caravana bloquista visitara a Empresa de Manutenção de Equipamentos Ferroviários (EMEF), no Barreiro, onde insistira numa proposta muito cara aos trabalhadores da empresa: o direito à reforma integral ao fim de 40 anos de descontos. Na Emef, uma boa parte dos trabalhadores começou a trabalhar aos 15 anos, e por isso quando chegarem à idade da reforma já terão 50 ou mais anos de descontos. “Esta é uma questão elementar de justiça”, disse o cabeça-de-lista do Bloco por Lisboa.
Além deste problema, os trabalhadores da Emef vivem na permanente incerteza diante das anunciadas reestruturações. “Todos os trabalhadores que já têm 55 anos foram sondados para rescindir o contrato”, disse um funcionário aos meios de comunicação social, “Mas não dizem em que condições. É uma incerteza muito grande.”

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