quarta-feira, 13 de abril de 2011

FMI: Portugal estará em recessão, pelo menos, até 2012

De acordo com um relatório publicado pelo FMI, Portugal estará em recessão, pelo menos, até 2012. Para 2011, é previsto um recuo da economia portuguesa de 1,5%. A taxa de desemprego vai ascender, no final de 2011, a 11,9% e atingirá os 12,4% em 2012.
Este ano, as previsões do FMI apontam para um recuo da economia portuguesa de 1,5%, o que constitui o valor mais negativo adiantado até ao momento para Portugal. Foto de Paulete Matos.
Este ano, as previsões do FMI apontam para um recuo da economia portuguesa de 1,5%, o que constitui o valor mais negativo adiantado até ao momento para Portugal. Foto de Paulete Matos.
Segundo dados divulgados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), no World Economic Outlook, publicado na passada segunda-feira, Portugal irá continuar em recessão, pelo menos, até 2012.
Este ano, as previsões do FMI apontam para um recuo da economia portuguesa de 1,5%, o que constitui o valor mais negativo adiantado até ao momento para Portugal. Este valor poderá ser, contudo, ainda mais dramático, dado que estas previsões não têm em linha de conta o impacto do programa de austeridade que será exigido pela Comissão Europeia (CE) e pelo próprio Fundo, como contrapartida do pedido de ajuda externa feito pelo governo socialista.
Paralelamente, a taxa de desemprego no nosso país será, no final de 2011, de 11,9% e, em 2012, atingirá os 12,4% em 2012, um dos valores mais altos dentro da zona euro.
O FMI prevê uma redução do défice para 8,5% em 2012, e anuncia uma inflação à volta de 2,4% este ano e de 1,4% para 2012.
Durante uma conferência de imprensa, Olivier Blanchard, economista-chefe do FMI, reconheceu que a recuperação de Portugal, Grécia e Irlanda vai demorar muitos anos. 
"Portugal e a Grécia deverão precisar de ajuda em matéria de financiamento durante algum tempo, enquanto os seus governos tomam duras medidas orçamentais", afirmou Olivier Blanchard, em entrevista à Bloomberg. "Portugal e Grécia] têm de implementar reformas estruturais, que são duras de aplicar. Vai demorar bastante tempo até que funcionem", adiantou ainda.

Sem comentários:

Enviar um comentário