sábado, 16 de abril de 2011

Carvalho da Silva: nova greve geral está “na ordem do dia”

Secretário-geral da CGTP teceu críticas ao governo socialista, a quem atribui responsabilidades pela actual situação do país, ao PSD e CDS. Carvalho da Silva apelou “à mobilização de todos trabalhadores” e afirmou que a CGTP tudo fará “para rejeitar as receitas do FMI e UE”.
Carvalho da Silva - Foto de José Sena Goulão/Lusa.
Carvalho da Silva - Foto de José Sena Goulão/Lusa.
Em entrevista à Reuters na passada quinta-feira, o secretário-geral da CGTP afirmou que o aprofundamento das medidas de austeridades impostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e União Europeia (UE) vão acentuar a crise e aumentar a pobreza. Carvalho da Silva não afasta a possibilidade de ser marcada uma nova greve geral contra os cortes nos apoios sociais e o plano de privatizações, entre outros.
O representante da CGTP dirigiu duras críticas ao governo português, “que é em grande parte culpado pela actual situação do país” e que “está a jogar um jogo perigoso de tácticas políticas para se manter no poder”.
O PSD e o CDS, que garantem o apoio ao governo, também mereceram as críticas de Carvalho da Silva, assim como Cavaco Silva por não ter actuado num momento de crise profunda.
O secretário-geral da CGTP alerta para as consequências sociais das actuais políticas governamentais. “Tirar 10 ou 15 euros àqueles que vivem no limite é colocá-los numa posição que não podem aguentar mais”, o que poderá causar uma “situação social muito perigosa”, avançou Carvalho da Silva.
No que respeita a um alargamento do plano de privatizações, que deverá ser incluído no plano de resgate, Carvalho da Silva defende que esta medida irá ser prejudicial para o erário público.
No actual contexto, a greve geral é, segundo este dirigente sindical, "um instrumento que claro que está na ordem do dia", sendo que "o tempo não é de medos, nem de silêncios. O tempo tem de ser de protesto, de acção, de resposta".
Apesar de não se comprometer com nenhuma data, o secretário-geral da intersindical realçou que "o 1 de Maio vai ser o início de uma caminhada" até às eleições legislativas de 5 Junho e frisou que "temos um cenário temporal que importa observar: existem eleições em 5 de Junho e, portanto, este período entre o 1 de Maio e as eleições é um período de intervenção política, para introduzirmos a conteúdo social na agenda política".
Carvalho da Silva deixou um apelo “à mobilização de todos trabalhadores” e afirmou que a a CGTP tudo fará “para rejeitar as receitas da FMI e EU”. “Não pode haver qualquer hesitação, é preciso rechaçar estas medidas",  rematou.

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