O Governo, em conjunto com a troika, prepara-se para formalizar a constituição de um fundo de contingência para garantir a capitalização dos bancos portugueses, avança esta quinta-feira o Jornal de Negócios.
Dia 4 de Abril, líderes dos maiores bancos reuniram secretamente com o Banco de Portugal e anunciaram em coro, em jeito de ultimato, que não iriam comprar mais dívida pública nos próximos meses, pressionando para que Portugal pedisse ajuda intercalar à UE, no valor de 15 mil milhões de euros.
O Governo vai avançar com a constituição de um fundo de contingência para garantir a capitalização dos bancos portugueses. O objectivo é criar garantias que assegurem o sucesso nos testes de stress europeus, cujos resultados serão conhecidos em Junho.
Percebe-se agora porque é os banqueiros portugueses fizeram um ultimato ao Governo português - dizendo que não emprestariam mais dinheiro ao Estado – para que este avançasse com o pedido de ajuda externa.
As negociações com a Troika ainda agora começaram, mas o trabalho para a sustentabilidade do sistema financeiro tem vindo a ser preparado há meses pela banca com o Ministério das Finanças e Banco de Portugal, adianta esta quinta-feira o Jornal de Negócios, na sua edição impressa.
Em cima da mesa estão medidas como a venda de activos (caso do BES), restrição na concessão do crédito (como no BPI) e aumento de capital (que foi esta semana aprovado no BCP).
De acordo com o jornal, estas medidas visam reforçar as condições de capital e de liquidez do sistema financeiro nacional que enfrenta situações como a descidas do rating, dificuldades de acesso ao financiamento.
Perante estas dificuldades, os testes que serão realizados vão ser mais duros que os anteriores. Por isso mesmo, parte do dinheiro do empréstimo externo será canalizado para um fundo de contingência de capitalização dos bancos que pode ser accionado em caso de necessidade. Isso significa que, se os bancos portugueses precisarem de aumentos de capital e os investidores privados não estiveram disponíveis, existirá uma linha de capital público disponível.
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