sexta-feira, 15 de abril de 2011

Bahrain: mulher em greve de fome pela libertação da família

Uma mulher do Bahrain, Zainab al-Khawaja encontra-se em greve de fome pela libertação de familiares, espancados e presos pelas forças do regime.
Zainab al-Khawaja encontra-se em greve de fome pela libertação de familiares, espancados e presos pelas forças do Bahrain
Zainab al-Khawaja encontra-se em greve de fome pela libertação de familiares, espancados e presos pelas forças do Bahrain
Abdulhadi al-Khawaja, pai de Zainab al-Khawaja, foi espancado e preso por soldados de cara tapada, juntamente com o marido, Wafi Almajed, e o cunhado, Hussein Ahmed, de Zainab. Abdulhadi é um reconhecido activista dos Direitos Humanos.
Às duas da manhã do passado sábado elementos que, possivelmente, pertencem às forças especiais do Bahrain forçaram a entrada no apartamento de Abdulhadi na capital do país, Manama, espancando e levando para parte incerta os três familiares. Antes, Abdulhadi havia pedido que o Rei do Bahrain respondesse perante a Justiça por crimes de homicídio, tortura e corrupção.
Após várias tentativas para perceber o que tinha acontecido e onde estavam os familiares, todas sem resultados, a jovem de 27 anos e que reside na Dinamarca decidiu, na passada segunda-feira, entrar em greve de fome.
O regime do Bahrain tem acentuado a repressão a todos os activistas pró-democracia, tendo apenas neste mês morrido três activistas nas mãos da polícia do regime. Com efeito, no funeral de uma das últimas vítimas da repressão, os familiares mostraram as marcas de tortura presentes no corpo da vítima pertencente à Wifaq, grupo da oposição Shia.
A situação que ocorre no Bahrain já levou a Human Rights Watch a pedir ao Ministério Público do Bahrain que abra um inquérito oficial às mortes dos vários activistas. Também uma coligação de 19 organizações de defesa dos Direitos Humanos do Médio Oriente fizeram idênticos pedidos às autoridades do Bahrain.
A Amnistia Internacional estima que o regime do Bahrain tenha detido mais de 400 pessoas desde que se iniciaram as manifestações pró-democracia, a 14 de Fevereiro. Segundo o Centro para os Direitos Humanos do Bahrain, os números serão na ordem das 600 pessoas.

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