Cerca de duas mil pessoas marcharam este sábado pelas ruas de Lisboa, até à Assembleia da República, para exigir uma nova Lei de Protecção dos animais, numa iniciativa promovida Associação Animal.
Os manifestantes desfilaram empunhando cartazes e gritando palavras de ordem, essencialmente, contra a realização de touradas e espectáculos circenses com animais.
O ponto de partida do protesto foi a praça de touros do Campo Pequeno, tendo seguido depois até à Assembleia da República.
O protesto foi convocado pela Associação Animal, através da rede social Facebook, e insere-se no âmbito de uma campanha lançada o ano passado que pretende recolher assinaturas para levar ao Parlamento a proposta de uma nova Lei de Protecção dos Animais - mais informações aqui. Trata-se de uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos e por isso terão de ser recolhidas 35 mil assinaturas para levar a proposta de lei à discussão na Assembleia da República.
“Aquilo que pretendemos é uma legislação mais justa, moderna e mais correcta. Portugal ainda trata muito mal os animais”, afirmou à Lusa a presidente da Animal, Rita Silva.
A activista manifestou-se satisfeita com a “forte” adesão ao protesto, que no seu entender, “foi a prova que há muita gente preocupada” com os direitos dos animais.
A presidente da Animal tem consciência de que atingir a meta das 35 mil assinaturas “é um objectivo muito difícil, mas alcançável”.
A recolha de assinaturas durará até Setembro, que marca o início da próxima sessão parlamentar. “É uma campanha longa, é um processo moroso”, afirmou Rita Silva.
Uma manifestante, Paula Barata, disse de forma indignada, em declarações à Lusa, que “os cães e os gatos não são lixo urbano”, e que por isso “merecem ter uma lei que os proteja”.
A Lei de Protecção dos Animais vigente data de 1995.
Na proposta da nova lei, as associações de defesa dos direitos dos animais pretendem, entre outras coisas, a “alteração do estatuto jurídico dos animais, a inclusão de despesas médico veterinárias e de alimentação com animais, no IRS, a proibição de touradas, de circos com animais, de tiros a alvos vivos, de rodeos e dos carrosséis com animais, assim como a criminalização dos maus tratos a animais”.
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