Chanceler alemã lamenta que o Parlamento português tenha recusado o PEC 4. Chefe do gabinete de estudos económicos do Deutsche Bank volta a pressionar Portugal para que recorra ao FMI.
Merkel disse estar "grata a José Sócrates" por ter assumido a responsabilidade pelas finanças de Portugal e por ter defendido o princípio de redução da dívida
A chefe do governo alemão, Ângela Merkel, disse estar "grata a José Sócrates" por ter assumido a responsabilidade pelas finanças de Portugal e por ter defendido o princípio de redução da dívida, estabelecendo um programa de reformas de longo alcance, que, lembrou, foram apoiadas pelo Banco Central Europeu e pela União Europeia.
A chanceler lamentou que o Parlamento português tenha recusado o PEC 4, e considerou que a decisão de José Sócrates de levar o programa ao Parlamento português foi "acertada" e "corajosa".
Entretanto, aumentam as pressões para que Portugal recorra a ajuda externa. Thomas Meyer, chefe do gabinete de estudos económicos do Deutsche Bank, em declarações divulgadas pelo jornal alemão Frankfurter Allgemeine, voltou a dizer que Portugal devia ter recorrido à ajuda externa há muito tempo. "Tem de se pôr em dúvida se um governo de gestão terá força para negociar um programa de resgate ou se será aceite nas negociações sobre créditos de emergência pelo Banco Central Europeu e pelo FMI", disse.
Para Meyer, o BCE "pode ver-se obrigado na actual situação a comprar títulos da dívida publica portuguesa para evitar um incumprimento desordenado de Portugal, dado que o fundo de resgate europeu não tem mandato para tal".
Segundo Jacques Cailloux, economista do Royal Bank of Scotland, citado pela agência Bloomberg, especializada em noticiário económico, Portugal poderá necessitar de um pacote de resgate até 80 mil milhões de euros. Recorde-se que o resgate da Irlanda envolveu cerca de 85 mil milhões de euros, e o da Grécia, 110 mil milhões. Ambos os países estão mergulhados em profunda recessão.
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