Usar os dinheiros públicos para garantir lucros privados é a política fundamental dos sucessivos governos do rotativismo PS-PSD-PP.
Na tão falada execução orçamental de Janeiro, a rubrica da despesa relativa à aquisição de bens e serviços aumentou 56,5 por cento, o que decorre de um "efeito de substituição" dos cortes com pessoal. Com as admissões à função pública congeladas, o Estado aumenta a contratação de empresas que lhe forneçam serviços em outsourcing.
Se as prestações sociais e os salários dos funcionários sofrem rude corte, as verbas para as negociatas com outsourcing podem aumentar à vontade.
Assim se promove o trabalho precário, usado amplamente por este tipo de empresas e os salários "quinhentos euristas".
Obviamente que se o Estado paga 1000 à empresa de outsourcing, muitas vezes o trabalhador só recebe 500. O resto é lucro para os empresários… pago pelo dinheiro dos contribuintes.
Um significativo exemplo destas práticas, observa-se em refeitórios de escolas públicas. As antigas funcionárias que cozinhavam as refeições e cuidavam dos alunos, enquadrando os jovens nas horas das refeições, com o saber e experiência de muitos anos de contactos com crianças, foram mandadas embora.
Em seu lugar surgem empresas que muitas vezes trazem refeições pré-fabricadas e funcionários sem qualquer experiência na relação com os alunos. A função educativa da escola cede o passo ao negócio de empresas privadas.
Os cidadãos são melhor servidos por funcionários públicos com carreiras estáveis e experiência no sector, que por funcionários em outsourcing obrigados a um regime de total precaridade e a mudar de emprego frequentemente.
O serviço público deve nortear-se pela defesa do interesse público, não pelo defesa do lucro privado.
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