domingo, 13 de março de 2011

Bloco quer Teixeira dos Santos no Parlamento para explicar medidas de austeridade

“O Governo tem de explicar no Parlamento as novas medidas de austeridade que anunciou ao país”, disse Francisco Louçã, numa conferência de imprensa este sábado de manhã. Na próxima quarta-feira, Bloco irá propor a renegociação das parcerias públicas-privadas.
Bloco quer Teixeira dos Santos no Parlamento para explicar medidas de austeridade
“Já na próxima quarta-feira, o ministro das Finanças e o Governo serão chamados ao Parlamento para uma interpelação” para “discutirem as medidas que apresentaram” e para “sentirem a resposta da esquerda”, afirma Louçã. Foto de Paulo Carriço/LUSA.
Francisco Louçã afirmou que o Bloco está contra as medidas de austeridade e vai convocar o Ministro das Finanças ao Parlamento para explicar as medidas. “Já na próxima quarta-feira, o ministro das Finanças e o Governo serão chamados ao Parlamento para uma interpelação” para “discutirem as medidas que apresentaram” e para “sentirem a resposta da esquerda”, afirma Louçã.
“O Governo gosta de uma direita que o vai acarinhando nas medidas anti-populares e que lhe vai dando a mão”, mas terá à sua frente uma “esquerda que não só exige responsabilidade por estas medidas como apresenta uma resposta fundamental para os próximos 30 anos, que é renegociar as parcerias público-privadas para acabar com o assalto financeiro ao Estado feito pelas construtoras e pelo sistema financeiro”, afirmou Louçã.
Segundo Francisco Louçã “o governo desistiu de responder à chantagem financeira, aumenta a austeridade para perder dinheiro com a extorsão”. 
Louçã apontou um buraco de 1000 milhões no Orçamento de Estado e de outros 2000 milhões, referindo-se ao BPN. “O governo toma medidas que, para 2011-13, são mais de 5% do PIB, além de toda a austeridade já imposta”, disse.
Além disso, “há duas medidas secretas e não anunciadas, mas evidentes”, afirmou Louçã: poupança forçada nos subsídios de Verão e de Natal e entrada dos fundos de pensões da banca na Segurança Social, “aumentando os défices futuros”.
No primeiro dia de debate parlamentar da próxima semana o Bloco exigirá uma resposta em particular: “A renegociação das parcerias público-privadas”. Segundo Francisco Louçã, estas parcerias “comprometem o Estado durante 30 anos, com 48 mil milhões de euros” e por isso considera necessário “corrigir este erro”.
Louçã anunciou também que Bloco realizará ainda este mês umas jornadas parlamentares onde apresentará medidas de investimento para o emprego e para uma reforma fiscal “contra o risco de bancarrota”, e propostas ao nível do SNS, referentes ao acesso ao médico de família.
O chamado PEC4, apresentado pelo Governo de José Sócrates esta sexta-feira incluem cortes nas pensões e no Serviço Nacional de Saúde, aumentos das rendas dos mais idosos, aumento dos preços da electricidade e impostos e ainda a redução para 1/3 de todas as indemnizações de despedimento.
 

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