O protesto contra a privatização dos transportes serviu também para alertar os utentes da Linha de Cascais para as desvantagens de uma gestão privada da CP. “O programa de privatização previsto no PEC não acabou, porque apesar de ter sido apresentado pelo PS teve também o apoio do PSD”, afirmou o deputado Heitor de Sousa.
Os grupos concelhios de Cascais, Oeiras e Lisboa concentraram-se nas estações terminais de cada concelho para uma “campanha de informação e esclarecimento contra a possível privatização das linhas suburbanas de transporte da CP”.
Segundo o deputado bloquista Heitor de Sousa, que se reuniu com os utentes em Oeiras, disse à agência Lusa que o objectivo da acção de protesto é “mostrar às pessoas os inúmeros prejuízos que uma potencial privatização poderá trazer”.
“Já se percebeu que no caso de uma gestão privada, que provavelmente é o que vai acontecer, o passe social vai ser posto em causa e o preço do transporte vai aumentar”, sustentou.
Depois de o plano de investimento de 80 milhões de euros para modernizar a Linha de Cascais ter sido cancelado devido aos cortes orçamentais exigidos pela crise, Heitor de Sousa disse que a única previsão é “a entrega de mão beijada da gestão da CP aos privados”.
“O programa de privatização previsto no Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) não acabou, porque apesar de ter sido apresentado pelo PS teve também o apoio do PSD”, acrescentou.
A acção de protesto começou na estação de Cascais, seguindo-se uma viagem de comboio até ao Cais do Sodré, terminando na estação de Oeiras, onde Heitor de Sousa falou com algumas pessoas.
Os bloquistas prometem continuar a lutar contra a política de privatização dos transportes, que, segundo dizem, poderá abranger as linhas suburbanas da CP em Lisboa e no Porto.
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