terça-feira, 29 de março de 2011

2010 foi o "pior ano em termos de pobreza em Portugal"

Segundo um comunicado divulgado esta segunda-feira pela Assistência Médica Internacional 2010 foi, nos registos da fundação, o "pior ano em termos de pobreza em Portugal". O número de pedidos de apoio aumentou 40% nos últimos cinco anos e 24 por cento face a 2009.
Segundo os registos da fundação, 2010 foi o "pior ano em termos de pobreza em Portugal", tendo sido atendidas no ano passado mais de 12.300 pessoas, um "valor sem precedentes". Foto de Paulete Matos.
Segundo os registos da fundação, 2010 foi o "pior ano em termos de pobreza em Portugal", tendo sido atendidas no ano passado mais de 12.300 pessoas, um "valor sem precedentes". Foto de Paulete Matos.
O número de pedidos de apoio recebidos nos nove centros sociais (Chelas, Olaias, Cascais, Almada, Porto, Vila Nova de Gaia, Coimbra, Funchal e Angra do Heroísmo) da Assistência Médica Internacional (AMI) aumentou 40% nos últimos cinco anos. Entre 2009 e 2010 registou-se um acréscimo de 24% nos pedidos de auxílio.
Segundo os registos da fundação, 2010 foi o "pior ano em termos de pobreza em Portugal", tendo sido atendidas no ano passado mais de 12.300 pessoas, um "valor sem precedentes".
As áreas metropolitanas de Lisboa e Porto são as regiões mais afectadas pela pobreza e exclusão social. No ano passado, 45% dos cidadãos que recorreram aos serviços da AMI reside na Grande Lisboa e 40% no Grande Porto.
Os cidadãos em idade activa representam 69 por cento dos que recorreram aos centros sociais enquanto 23% tem menos de 16 anos e 18% tem mais de 65 anos.
São as mulheres "desempregadas, entre os 16 e os 65 anos, residentes nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto", que mais procuram a ajuda da AMI.
O comunicado da fundação alerta para a tendência de aumento do número de sem-abrigo nos dois grandes centros urbanos de Lisboa e Porto. Em 2010, 1821 sem-abrigo recorreram à AMI, das quais 701 fizeram-no pela primeira vez, o que representa um aumento de 12% face a 2009.

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