sábado, 5 de fevereiro de 2011

Jorge Lacão é “franco-atirador” do governo

Bloco considera “anedótica” discordância entre José Sócrates e Jorge Lacão, relativamente à redução do número de deputados e rejeita “categoricamente” consagração do limite ao défice na Constituição, medida que torna a economia “estúpida e incompetente”.
O coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda afirmou à Lusa que “Jorge Lacão está com rédea solta, a fazer a sua própria agenda em nome do Governo” e que não percebe “como é que ele pode ser simultaneamente ministro do Governo e franco-atirador do mesmo Governo”. Foto José Sena Goulão, EPA/Lusa.
O coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda afirmou à Lusa que “Jorge Lacão está com rédea solta, a fazer a sua própria agenda em nome do Governo” e que não percebe “como é que ele pode ser simultaneamente ministro do Governo e franco-atirador do mesmo Governo”. Foto José Sena Goulão, EPA/Lusa.
O coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda participou, na sexta-feira à noite, no debate “A Crise em Portugal e a Rendição ao FMI”, no Palácio Marqueses da Praia e Monforte, em Loures.
Francisco Louçã relembrou o resultado catastrófico da intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) nos Países da África Sul e sublinhou que as políticas do FMI já estão a ser aplicadas em Portugal através da redução salarial, dos cortes no subsídio de desemprego, acordados entre Passos Coelho e Sócrates, e da proposta que visa facilitar os despedimento.
Discordância entre o primeiro-ministro José Sócrates e Jorge Lacão é “anedótica”
Questionado pela Agência Lusa sobre a posição do ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, relativamente à redução do número de deputados, Francisco Louçã afirmou que a discordância entre o primeiro-ministro José Sócrates e Jorge Lacão é “anedótica”.
O coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda afirmou à Lusa que “Jorge Lacão está com rédea solta, a fazer a sua própria agenda em nome do Governo” e que não percebe “como é que ele pode ser simultaneamente ministro do Governo e franco-atirador do mesmo Governo”. O Bloco de Esquerda pretende que esta situação seja clarificada, esclareceu Francisco Louçã.
Consagração do limite ao défice na Constituição torna a economia “estúpida e incompetente”
No que concerne à hipótese de introdução na Constituição de um limite ao défice, à semelhança daquilo que sucedeu na Alemanha, e do que é preconizado por Angela Merkel, Francisco Louçã defendeu que “a medida é contra a acção dos Estados, do investimento público e da defesa do emprego” e que retira aos Estados “capacidade de resposta” e torna a economia “estúpida e incompetente”.
Para Francisco Louçã, “a senhora Angela Merkel devia era preocupar-se em ajudar a Europa e não a estrangular economicamente, como aconteceu na Irlanda e na Grécia”.
Contestação popular no Egipto é “mancha de liberdade”
Francisco Louçã afirmou considerar a contestação popular no Egipto uma “mancha de liberdade” que espera alastrar-se a outros países e confirmou a solidariedade do Bloco de Esquerda para com essas populações.
O deputado comentou ainda o chumbo do PS e do PSD ao voto de solidariedade com as manifestações no Egipto apresentado pelo Bloco, relembrando que “Hosni Mubarak era, até há pouco tempo, membro da Internacional Socialista, tal como o Partido Socialista português”, sublinhando que “se calhar é por isso que o PS não admite que se critique este regime”.

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