COMUNICADO DE IMPRENSA
Em 9 de Dezembro de 2010 o deputado José Gusmão dirigiu algumas perguntas ao governo, sobre os maus cheiros que infernizam a vida de moradores no concelho de Alcanena (ver texto anexo, na íntegra).
A resposta agora recebida (em anexo, na íntegra) não passa de uma peça de retórica quase vazia de conteúdo , sem apontar datas para a solução do problema.
De facto, o texto pouco diz de concreto, para além do que já se sabia.
Limita-se a lembrar a exigência de dessulfuração por parte dos industriais do efluente gerado na laboração das unidades, quando, no final do ano passado, os protestos das populações começaram a ouvir-se com mais força e ameaçaram vir para a rua
.
E recorda que a não resolução “do problema ambiental que afecta Alcanena há mais de 50 anos”, continuará a afectar negativamente “a vida na região de Alcanena, linhas de água, aquíferos e ambiente no seu todo.”
Por um lado, o governo afirma que uma sua intervenção pontual já permitiu reduzir os maus cheiros. Mas, logo de seguida, resigna-se com uma suposta inevitabilidade do mal, durante mais uns quantos anos, enquanto prosseguem os trabalhos de requalificação de todo o sistema..
Afinal, para eles, tudo não deverá passar de hipersensibilidade olfactiva por parte das pessoas de Alcanena.
Para o governo, a “importância atribuída pelas populações aos odores” apenas estará relacionada com o facto de, “sem fundamento”, ao odor estar “associada uma noção de toxicidade”.
Desta forma, o governo além de chamar ignorantes às pessoas, menospreza o incómodo terrível que é viver todos os dias no meio de um cheiro pestilento
Como é possível imputar a uma suposta propensão para detectar os maus cheiros o enegrecimento de fachadas de edifícios? E a transformação de objectos metálicos dourados em utensílios cor de tição?
Será apenas hipersensibilidade aos odores acordar de manhã com o sistema respiratório completamente envenenado pelos ‘vapores’ que silenciosa e obscuramente invadiram o ar respirável pela calada da noite?
É necessário deixar a retórica e o marasmo e passar à acção.
Para quando as análises ao ar prometidas para o passado mês de Janeiro e ainda não concretizadas?
Se não há valores limite para a qualidade do ar, então que os fixem e controlem. É essa a obrigação do Estado, cujo cumprimento os cidadãos há muito vêm reclamando.
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