Comboios pararam em todo o país, em protesto contra os cortes salariais. Sindicatos dizem que serviços mínimos não têm qualquer fundamento legal porque não estão em causa necessidades sociais impreteríveis.
Os protestos foram convocados por sindicatos da CGTP, UGT e independentes e visam contestar os cortes salariais.. Foto de Paulete Matos
O Sindicato Nacional do Sector dos Transportes Ferroviários (SNSTF) afirmou que a greve da CP teve uma adesão de 95% dos trabalhadores. “Ao contrário do que foi informado, a CP não está a conseguir realizar o número de comboios que estavam anunciados como serviços mínimos", disse José Manuel Oliveira, presidente do sindicato.
O sindicalista afirmou que na linha de Sintra "apenas chegou um comboio". A linha de Cascais "ficou certamente por metade do que estava anunciado, com a agravante de que na maioria das estações os comboios nem sequer pararam", o mesmo ocorrendo na da Azambuja.
"No Sado não se fez nenhum comboio e no Porto a informação que temos é que a maioria dos comboios que estavam anunciados como serviços mínimos também não se realizou", acrescentou.
Sindicatos contestam serviços mínimos
José Manuel Oliveira afirmou que os serviços mínimos não estão a ser cumpridos, porque nenhuma necessidade social impreterível estava posta em causa com esta greve.
“Os sindicatos contestam esta decisão de serviços mínimos e há trabalhadores que têm resistido, a nosso ver bem, à situação de algo que pensamos não ter qualquer fundamento legal do ponto de vista de dizer quais são as necessidades sociais impreteríveis que estão em causa. E o acórdão do tribunal não justificou qualquer necessidade social”, justificou.
A greve dos ferroviários é parte do plano de greves do sector dos transporte, que tem hoje o terceiro dia. Estão em greve os trabalhadores da CP, da CP Carga, da Refer – Rede Ferroviária Nacional e EMEF - Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário durante todo o período de trabalho, com exceção dos trabalhadores de tracção (onde se incluem os maquinistas), que paralisaram entre as 5h e as 9h.
Os protestos foram convocados por sindicatos da CGTP, UGT e independentes e visam contestar os cortes salariais.
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