Américo Amorim, que integra a Comissão de Honra da candidatura de Cavaco Silva, ameaça despedir trabalhadores devido ao seu activismo na mobilização para a Greve Geral. Bloco visitou trabalhadores e denunciou acto de “vingança” que põe em causa direito constitucional à greve.
Américo Amorim, o dono da maior fortuna do país.
Uma delegação do Bloco de Esquerda, na qual participou o deputado Pedro Filipe Soares, esteve esta segunda-feira na Amorim Revestimentos em solidariedade com os trabalhadores que a empresa suspendeu e que agora ameaça despedir.
A empresa Amorim Revestimentos, da qual Américo Amorim, que integra a Comissão de Honra da candidatura de Cavaco Silva, é Presidente do Conselho de Administração, levantou um processo disciplinar para despedimento a 4 trabalhadores, um dos quais é dirigente sindical, na sequência do seu activismo na mobilização para a Greve Geral de 24 de novembro. Dois dos trabalhadores a quem foi levantado o processo disciplinar foram já suspensos.
Em causa está o suposto exercício de violência física e verbal sobre trabalhadores que não aderiram à greve geral, sendo que o deputado do Bloco relembra que estas alegações não estão confirmadas, sendo mesmo que “Os trabalhadores que estão com o processo disciplinar dizem que a violência não partiu deles, defendem que foram provocados e têm testemunhas que os apoiam nisso – inclusive um responsável hierárquico, que confirma que eles não fizeram nada de mal”.
Pedro Filipe Soares acrescentou que “a própria nota de culpa da empresa refere que os factos em questão ocorreram à hora de saída da fábrica, pelo que não teria qualquer lógica haver confrontos nessa altura”.
Para o deputado do Bloco, “o que está em causa é uma vingança por parte de um grande grupo económico, onde a greve foi um sucesso em termos de adesão”.
O Bloco considera que este processo disciplinar coloca em causa o direito à greve, que é um direito inscrito na Constituição da República Portuguesa, sendo que já exigiu uma rápida acção da Autoridade para as Condições no Trabalho (ACT), no sentido de defender os trabalhadores que estão a ser vítimas de perseguição pela sua actividade sindical e cidadã.
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