sábado, 18 de dezembro de 2010

Défice na saúde poderá estar próximo dos 2 mil milhões de euro

Segundo apurou o jornal Sol, o défice acumulado na saúde pode chegar aos 2 mil milhões de euros. Ministra Ana Jorge desmente esta informação, mas não avança novos valores. Bloco denuncia subfinanciamento da saúde e o elevado preço dos medicamentos.
O valor agora divulgado pelo jornal Sol (2 milhões de euros) corresponde ao dobro do valor já anunciado por Teixeira dos Santos. Foto de Manuel Moura, Lusa.
O valor agora divulgado pelo jornal Sol (2 milhões de euros) corresponde ao dobro do valor já anunciado por Teixeira dos Santos. Foto de Manuel Moura, Lusa.
Segundo noticia o jornal Sol, o secretário de Estado adjunto da Saúde, Óscar Gaspar, já estará consciente da verdadeira dimensão do défice na área da saúde, mas ainda não transmitiu essa informação ao Ministério das Finanças.
A Ministra da Saúde, Ana Jorge, afirmou que só se conhecerá a dívida real depois do fecho das contas no final do ano, mas frisou que o valor “não está próximo” dos dois mil milhões de euros.
A confirmar-se um défice acumulado de 2 mil milhões, este valor será bastante superior aos valores avançados por Teixeira dos Santos. O Ministro das Finanças já havia anunciado uma derrapagem orçamental, em 2010, de 500 milhões, que, a serem somados aos 600 milhões de défice acumulado em 2009, perfaziam um défice acumulado para 2010 de cerca de 1100 milhões de euros. O valor agora divulgado pelo jornal Sol equivale a quase o dobro do que já havia sido estimado.
Bloco denuncia subfinanciamento e elevado preço dos medicamentos
O coordenador do Bloco de Esquerda em visita esta sexta-feira ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, denunciou o financiamento crónico no Serviço Nacional de Saúde.
Para Francisco Louçã, é necessário “um serviço que seja mais competente na resposta aos problemas fundamentais, que possa melhorar o atendimento às pessoas, que possa reduzir o desperdício e, em primeiro lugar, dizer à indústria farmacêutica que os medicamentos devem ser mais acessíveis com a promoção de genéricos de qualidade”. O deputado adiantou ainda que o Bloco de Esquerda nunca aceitou “que os preços dos medicamentos tivessem subido em Novembro com a diminuição das comparticipações e voltem a subir em Janeiro, porque em Janeiro vão subir as taxas moderadoras, multas sobre as pessoas, ou seja, um negócio imposto na saúde contra a saúde, que é o direito democrático mais importante”.
Francisco Louçã relembrou ainda que cerca de um milhão de portugueses não têm médico de família”, e defendeu que é necessário fazer “uma grande mudança” nos cuidados primários, para que “um médico de família possa responder com confiança a cada família, uma medicina mais próxima, um cuidado mais atento, maior profissionalismo”.

Sem comentários:

Enviar um comentário