quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Trabalhadores dos Impostos em greve

90 a 95% dos trabalhadores dos impostos aderiram esta quarta-feira a greve contra congelamento dos concursos e da avaliação permanente. Durante 19 dias cada uma das repartições distritais parará um dia. No dia 24 de Novembro, aderem à Greve Geral.
Em Lisboa fecharam, pelo menos, quatro repartições, e estima-se que 90% dos trabalhadores tenham aderido à greve. Foto de anabananasplit, Flickr.
Em Lisboa fecharam, pelo menos, quatro repartições, e estima-se que 90% dos trabalhadores tenham aderido à greve. Foto de anabananasplit, Flickr.
O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) marcou para esta quarta-feira uma greve a nível nacional e agendou, para este mesmo dia, uma concentração dos trabalhadores em frente à Assembleia da República.
A partir de quinta-feira, e durante 19 dias, cada uma das repartições dos 18 distritos parará um dia, sendo que, no dia 24 de Novembro, todas as repartições aderem à Greve Geral.
O STI apelou ainda aos trabalhadores para não fazerem horas extraordinárias. Em declarações à TSF, Hélder Ferreira, representante deste sindicato, solicitou “a todos os colegas para que a partir das 17:30 desliguem todo o sistema informático deixando logicamente de produzir». O dirigente sindical considera que «partindo do princípio que cobramos 80 por cento da receita do Orçamento de Estado e que a maior parte do trabalho em termos coercivos é efectuado após o horário normal de trabalho deixará de haver arrecadação de imposto».
Os trabalhadores e seus representantes protestam desta forma contra o congelamento dos concursos e da avaliação permanente, imposta pelo governo do Partido Socialista.
O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos interpôs uma providência cautelar contra estas medidas, sendo que, segundo o Sindicato, a sentença do Tribunal Administrativo é "clara quanto à suspensão imediata do despacho de cancelamento dos concursos e quanto à obrigação do ministro de tomar as providências necessárias ao normal desenvolvimento dos concursos".
Forte adesão à greve
Em declarações à TSF, Hélder Ferreira, declarou que «há uma adesão por parte dos trabalhadores dos serviços de Finanças na ordem dos 90 a 95 por cento, apesar de estarem por contabilizar muitos serviços».
Em Aveiro, o encerramento dos serviços é de 80% e a adesão dos funcionários é de 90%. Em Coimbra e em Leiria, todas as repartições estavam encerradas, estimando-se que 90% dos trabalhadores tenham aderido à greve. Em Braga, fecharam 75% dos serviços, 85% dos trabalhadores aderiram à greve. Em Viana do Castelo, a adesão entre trabalhadores é de 85%, encerraram 80% das repartições. Na capital, fecharam, pelo menos, quatro repartições, e estima-se que 90% dos trabalhadores tenham aderido à greve. Estes são os dados avançados pelo STI.

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