quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Estudantes mobilizam-se contra o PEC

Os alunos da Fac. de Ciências de Lisboa estarão na manifestação nacional em Lisboa, esta quarta-feira, promovida pela Associação Académica de Coimbra, à qual se juntarão estudantes de vários pontos do país. E vão aderir à Greve Geral, anunciou a AEFCUL.
Manifestação de Estudantes do Ensino Superior, 17 de Novembro de 2009. Foto Ana Candeias.
Manifestação de Estudantes do Ensino Superior, 17 de Novembro de 2009. Foto Ana Candeias.
Num comunicado enviado à imprensa, a Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (AEFCL) manifesta a sua solidariedade para com a Greve Geral de 24 de Novembro, convocada pela CGTP e a UGT, anunciando que participará activamente através da denúncia da precariedade laboral e desemprego que afectam recém-licenciados e bolseiros de investigação científica.
Além disto, os estudantes somam forças na reivindicação de que as bolsas de investigação científica sejam equiparadas a contratos de trabalho, uma exigência destes trabalhadores já tornada pública em vários protestos promovidos pela ABIC – Associação de Bolseiros de Investigação Científica.
Os estudantes também aprovaram, na sua Reunião Geral de Alunos, um pelo dirigido a todos os estudantes do Ensino Superior e respectivas estruturas representativas para “que se juntem na participação e mobilização para estes dois importantes momentos da democracia nacional”.
Contra a austeridade anunciada, contra a austeridade que já se sente
A Greve Geral será o segundo momento, pois o primeiro acontecerá já esta quarta-feira e será uma manifestação nacional, a realizar-se em Lisboa, com o ponto de encontro marcado para a praça do Marquês de Pombal, às 15h.
No comunicado, a AEFCL anuncia que os alunos se vão juntar à manifestação para reivindicar igualdade de acesso à Acção Social Escolar, e por isso pedem a revogação do Decreto-Lei 70/2010, a redução imediata das propinas, mais financiamento para o Ensino Superior e também a possibilidade de efectuar matrícula na Instituição de Ensino Superior independentemente de dívidas decorrentes de atrasos no pagamento de propinas. 
A não devolução das bolsas de 98 euros já atribuídas a todos os ex-bolseiros que venham a ser excluídos com a aplicação das novas regras técnicas, é outro dos pedidos dos estudantes.
“A diminuição do investimento público no Ensino Superior nos últimos anos tem conduzido por um lado à degradação da qualidade do ensino e, por outro, a um acesso cada vez mais restrito à formação superior”, diz a AEFCUL, lembrando que “nos últimos 10 anos um terço dos alunos mais carenciados abandonaram o Ensino Superior e as propinas, que aumentaram consecutivamente desde a sua introdução, são hoje as terceiras mais altas da Europa”. Por causa desta situação, esta Associação de Estudantes irá promover um abaixo-assinado a entregar ao Governo e à Assembleia da República.
De acordo sobre estas críticas ao acesso e funcionamento do Ensino Superior estão várias federações e associações de estudantes, espalhadas pelo país. Espera-se, portanto, uma boa mobilização para uma manifestação convocada inicialmente pela Associação Académica de Coimbra.
 

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