segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Concentração da Amnistia foi “afastada” de Hu Jintao

A secção portuguesa da Amnistia Internacional acusou o Governo de "subserviência" à China, por ter sido impedida de se manifestar junto ao local de passagem do presidente chinês, como estava inicialmente previsto. Bloco já questionou Ministro da Administração Interna.
Concentração da Amnistia foi “afastada” de Hu Jintao
A secção portuguesa da Amnistia Internacional foi avisada na véspera, pelo Governo Civil de Lisboa, que a sua concentração teria de se realizar na zona da Torre de Belém e não em frente aos Jerónimos, por onde iria passar o Presidente chinês.
Cerca de 20 manifestantes, oriundos da Amnistia Internacional, da União Budista Portuguesa e do Grupo de Apoio ao Tibete concentraram-se este sábado, frente à Torre de Belém, em sinal de protesto pacífico contra as violações de direitos humanos na China e exigindo a libertação de presos políticos ou por delito de opinião.
Foi esta a concentração que o Governo Civil de Lisboa esperava ser uma “contra-manifestação”e por isso a proibiu, sugerindo outro espaço que não o já reservado para a recepção ao presidente Chinês.
Assim, em frente ao Mosteiro dos Jerónimos mais de uma centena de cidadãos chineses e também portugueses puderam aguardar a chegada do presidente chinês, Hu Jintao, exibindo bandeiras e faixas com mensagens em chinês a saudar o chefe de Estado. 
Num requerimento dirigido ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira, a deputada do Bloco Helena Pinto diz “estranhar esta atitude por parte do Governo Civil, que assim ‘desloca’ um protesto para um local isolado, comprometendo, obviamente, a sua visibilidade e os objectivos dos seus promotores - denunciar as violações dos direitos humanos na China”. 
Nesse sentido, questiona o Governo sobre o motivo da mudança de local do protesto por parte do Governo Civil de Lisboa, “porque foi comunicado na véspera da sua realização” e “quais os critérios que determinaram a sua deslocalização para a junto à Torre de Belém. 
Helena Pinto lembra que a Amnistia Internacional é uma “organização não governamental que pugna pela defesa dos direitos humanos a nível mundial, cuja actividade é reconhecida e cujas denúncias permitem um maior escrutínio das acções dos estados que violam esses mesmos direitos”. 
Além disto, sublinha ainda a deputada, “são conhecidos os diversos atentados à liberdade de expressão, de associação e de manifestação na República Popular da China denunciados pela Amnistia Internacional”.
 

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