A secção portuguesa da Amnistia Internacional acusou o Governo de "subserviência" à China, por ter sido impedida de se manifestar junto ao local de passagem do presidente chinês, como estava inicialmente previsto. Bloco já questionou Ministro da Administração Interna.
A secção portuguesa da Amnistia Internacional foi avisada na véspera, pelo Governo Civil de Lisboa, que a sua concentração teria de se realizar na zona da Torre de Belém e não em frente aos Jerónimos, por onde iria passar o Presidente chinês.
Cerca de 20 manifestantes, oriundos da Amnistia Internacional, da União Budista Portuguesa e do Grupo de Apoio ao Tibete concentraram-se este sábado, frente à Torre de Belém, em sinal de protesto pacífico contra as violações de direitos humanos na China e exigindo a libertação de presos políticos ou por delito de opinião.
Foi esta a concentração que o Governo Civil de Lisboa esperava ser uma “contra-manifestação”e por isso a proibiu, sugerindo outro espaço que não o já reservado para a recepção ao presidente Chinês.
Assim, em frente ao Mosteiro dos Jerónimos mais de uma centena de cidadãos chineses e também portugueses puderam aguardar a chegada do presidente chinês, Hu Jintao, exibindo bandeiras e faixas com mensagens em chinês a saudar o chefe de Estado.
Num requerimento dirigido ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira, a deputada do Bloco Helena Pinto diz “estranhar esta atitude por parte do Governo Civil, que assim ‘desloca’ um protesto para um local isolado, comprometendo, obviamente, a sua visibilidade e os objectivos dos seus promotores - denunciar as violações dos direitos humanos na China”.
Nesse sentido, questiona o Governo sobre o motivo da mudança de local do protesto por parte do Governo Civil de Lisboa, “porque foi comunicado na véspera da sua realização” e “quais os critérios que determinaram a sua deslocalização para a junto à Torre de Belém.
Helena Pinto lembra que a Amnistia Internacional é uma “organização não governamental que pugna pela defesa dos direitos humanos a nível mundial, cuja actividade é reconhecida e cujas denúncias permitem um maior escrutínio das acções dos estados que violam esses mesmos direitos”.
Além disto, sublinha ainda a deputada, “são conhecidos os diversos atentados à liberdade de expressão, de associação e de manifestação na República Popular da China denunciados pela Amnistia Internacional”.
Sem comentários:
Enviar um comentário