segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Bloco contra a venda de parte do porto de Sines a empresa chinesa

Francisco Louçã rejeitou a venda de uma parte do porto de Sines a uma empresa chinesa e apelou ao envolvimento dos estudantes na mobilização para a greve geral do dia 24.
Encontro nacional de activistas estudantis do Bloco de Esquerda decorreu este fim de semana na Escola Secundária José Falcão em Coimbra
Encontro nacional de activistas estudantis do Bloco de Esquerda decorreu este fim de semana na Escola Secundária José Falcão em Coimbra
Realizou-se durante este fim de semana o Encontro nacional de activistas estudantis do Bloco de Esquerda na Escola Secundária José Falcão em Coimbra. Francisco Louçã interveio na sessão de encerramento do encontro, debruçando-se nomeadamente sobre as privatizações e a greve geral.
"Agora há uma empresa chinesa quer parece que quer comprar uma parte do porto de Sines", referiu o coordenador da comissão política do Bloco.
"Já sabemos por que é que a ideia surge. A Grécia, quando estava estrangulada, foi aceitar vender a uma empresa chinesa uma parte maioritária dos seus portos, que são os maiores portos do Mediterrâneo", afirmou Louçã, salientando que "agora a ideia é copiada, para que o Governo português proponha que empresas chinesas comprem uma parte do porto de Sines, ou seja, que destruam a capacidade do país e da sua economia de fazer escolhas sobre o seu trânsito e as suas ligações internacionais".
"Vai ser muito interessante saber de todos os candidatos à Presidência da República, todos sem excepção, o que é que pensam da privatização do porto de Sines", realçou o coordenador da comissão política do Bloco.
Francisco Louçã rejeitou também a entrada de uma empresa chinesa no capital da EDP: "Uma privatização destrói a EDP, prejudica a energia do país", disse, acrescentando "não somos daqueles que pensam que a privatização prejudica uma estratégia de desenvolvimento da energia, mas passa a ser boa se for uma empresa capitalista chinesa. Não pensamos que seja assim".
Francisco Louçã apelou ainda ao envolvimento dos estudantes e das suas organizações, do ensino secundário e superior, na mobilização para a greve geral do dia 24, sublinhando que “a greve geral é agora a única possibilidade que temos de enfrentar a decomposição política, económica e social".

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