Francisco Louçã rejeitou a venda de uma parte do porto de Sines a uma empresa chinesa e apelou ao envolvimento dos estudantes na mobilização para a greve geral do dia 24.
Encontro nacional de activistas estudantis do Bloco de Esquerda decorreu este fim de semana na Escola Secundária José Falcão em Coimbra
Realizou-se durante este fim de semana o Encontro nacional de activistas estudantis do Bloco de Esquerda na Escola Secundária José Falcão em Coimbra. Francisco Louçã interveio na sessão de encerramento do encontro, debruçando-se nomeadamente sobre as privatizações e a greve geral.
"Agora há uma empresa chinesa quer parece que quer comprar uma parte do porto de Sines", referiu o coordenador da comissão política do Bloco.
"Já sabemos por que é que a ideia surge. A Grécia, quando estava estrangulada, foi aceitar vender a uma empresa chinesa uma parte maioritária dos seus portos, que são os maiores portos do Mediterrâneo", afirmou Louçã, salientando que "agora a ideia é copiada, para que o Governo português proponha que empresas chinesas comprem uma parte do porto de Sines, ou seja, que destruam a capacidade do país e da sua economia de fazer escolhas sobre o seu trânsito e as suas ligações internacionais".
"Vai ser muito interessante saber de todos os candidatos à Presidência da República, todos sem excepção, o que é que pensam da privatização do porto de Sines", realçou o coordenador da comissão política do Bloco.
Francisco Louçã rejeitou também a entrada de uma empresa chinesa no capital da EDP: "Uma privatização destrói a EDP, prejudica a energia do país", disse, acrescentando "não somos daqueles que pensam que a privatização prejudica uma estratégia de desenvolvimento da energia, mas passa a ser boa se for uma empresa capitalista chinesa. Não pensamos que seja assim".
Francisco Louçã apelou ainda ao envolvimento dos estudantes e das suas organizações, do ensino secundário e superior, na mobilização para a greve geral do dia 24, sublinhando que “a greve geral é agora a única possibilidade que temos de enfrentar a decomposição política, económica e social".
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