quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Trabalhadores da RTP aderem à Greve Geral

A decisão foi tomada esta quarta-feira. Jornalistas manifestam desta forma o seu protesto "contra o corte nos salários" e "outras cláusulas de expressão pecuniária que o Governo pretende impor".
Jornalistas da RTP recomendam “realização de um plenário conjunto para concertar uma acção comum relativamente ao dia da greve”.
Jornalistas da RTP recomendam “realização de um plenário conjunto para concertar uma acção comum relativamente ao dia da greve”.
Os jornalistas da RTP juntam-se aos trabalhadores da Lusa, que já haviam declarado a sua adesão à greve geral de 24 de Novembro. O STT (Sindicato dos Trabalhadores das Telecomunicações e Comunicação Audiovisual) e o SMAV (Sindicato dos Meios Audiovisuais), os dois mais representativos da RTP, já tinham, segundo divulgou o Correio da Manhã, anunciado também a sua adesão e a sua pretensão de deixar a "RTP em stand-by".
Na resolução aprovada em plenário, os trabalhadores esclarecem que aderem à greve como forma de manifestarem o seu "repúdio pela política de gestão da empresa, que tem contribuído para a degradação das condições de vida dos trabalhadores" e em "rejeição do corte nos salários" previsto no Orçamento do Estado para 2011, e reclamam a “defesa intransigente do serviço público de Rádio e Televisão de Portugal”.
O comunicado, divulgado à comunicação social, denúncia o “agravamento de disparidades remuneratórias na empresa” e “o incumprimento de cláusulas de expressão pecuniária acordadas com a anterior administração, como é o caso do subsídio de condução para os jornalistas”.
Na opinião dos trabalhadores, “As recentes medidas anunciadas pelo Governo, além de acentuarem a degradação das condições de vida resultante do aumento de impostos e congelamento de salários, representam uma ameaça acrescida para os trabalhadores da RTP.SA que estão confrontados com cortes nos salários e noutras rubricas de carácter pecuniário, como o subsídio de refeição, ao mesmo tempo que vêem reduzidas comparticipações sociais como o abono de família, pensões de reforma, medicamentos e outras”.
Neste contexto, os trabalhadores decidem aderir à greve geral e “recomendar à direcção do Sindicato dos Jornalistas que proponha aos restantes sindicatos representados na empresa a realização de um plenário conjunto para concertar uma acção comum relativamente ao dia da greve”.

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