Francisco Louçã afirma em Atenas que a Grécia é o único país em toda a Europa cujas medidas de austeridade são mais gravosas que as agora anunciadas pelo governo português.
Louçã em Atenas
Os planos de austeridade que, com maior ou menor dimensão, têm sido aprovados em toda a Europa, representam a “política da terra queimada” que está a agravar a recessão nos países em crise e a diminuir os direitos sociais e democráticos dos cidadãos.
Numa intervenção no comício do festival da juventude do Synaspismos, o maior partido da coligação de esquerda Syriza da Grécia, Francisco Louçã recordou que este país é o único em toda a Europa cujas medidas de austeridade são mais gravosas que as agora anunciadas pelo governo português.
Para o coordenador do BE, medidas como o aumento de sanções contra os países incumpridores e a criação do visto prévio aos orçamentos nacionais «destroem a Europa como espaço de responsabilidade económica partilhada».
Denunciando a espiral para o abismo que, em nome do combate à recessão, defende novas medidas recessivas como a descida dos salários e o aumento dos impostos, Louçã recordou o dia de protesto europeu como um dos exemplos da “crescente necessidade de uma resposta conjugada da esquerda europeia a uma crise europeia que tem conduzido à acentuada diminuição do poder de compra dos trabalhadores e à degradação dos serviços públicos”.
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