Segundo os sindicatos que convocaram a jornada de greve geral e protestos contra a reforma das pensões do Governo de Sarkozy, saíram à rua, esta quinta-feira, cerca de 3 milhões de pessoas, em toda a França. Só em Paris, juntaram-se 300 mil manifestantes.
Em Bordéus, a manifestação reuniu 120 mil pessoas. Foto LUSA/EPA/Caroline Blumenberg
Nesta quinta-feria, viveu-se mais uma jornada nacional de luta em França, convocada por sete centrais sindicais (CGT, CFDT, CFTC, CFE-CGC, UNSA, FSU e Solidaires).
Houve greves e manifestações em todo o país contra a reforma do sistema de pensões do Presidente Nicolas Sarkozy, que prevê adiar a idade legal das aposentações dos trabalhadores franceses dos 60 para os 62 anos, por um lado, e de 65 para 67 para os que, não tendo descontado durante um número de anos suficiente queiram reformar-se com direito à pensão máxima.
A onda geral de protesto deixou a França paralisada mais uma vez: em Marselha, participaram 220 mil pessoas na manifestação, em Toulouse 120 mil saíram à rua gritando “Eu não quero morrer a trabalhar”, em Bordéus 120 mil, em Rouen 65 mil e em Estrasburgo 25 mil.
Só a manifestação em Paris reuniu 300 mil manifestantes, segundo os sindicatos, e 65 mil, de acordo com a polícia.
O Ministério do Interior francês, muito pelo contrário, fornece números bastante mais modestos, de cerca de 60 mil participantes na capital e a Presidência da República, citando esses números, declarou ter havido “uma baixa sensível de manifestantes e de grevistas”.
Mas para os sindicatos, “o desafio está ganho”, com uma participação que, segundo os responsáveis das grandes confederações, atingiu 3 milhões de pessoas em manifestações por todo o país, “mais do que há duas semanas”, dizem. No início deste mês mobilizaram-se 2,7 milhões de pessoas, segundo os sindicatos, em 190 manifestações em todo o país.
No entanto, os líderes das principais centrais sindicais já prometeram, em todo o caso, “outras iniciativas se Nicolas Sarkozy se mantiver numa posição intransigente. É o nosso dever e a nossa responsabilidade como organização sindical”, sintetizou Bernard Thibault, o presidente da CGT, entre os manifestantes na Bastilha.
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