terça-feira, 24 de agosto de 2010

"PS e PSD não podem fazer 'filmes de Verão' depois de assinarem juntos o PEC 1 e o PEC 2"

Tavira recebeu este Domingo o comício do Bloco de Esquerda com uma praça cheia, onde foram destacadas as responsabilidades do Governo PS e do PSD na pobreza, desemprego e precariedade.
Cecília Honório abriu o comício referindo-se ao "joguete de ameaças" entre PS e PSD na última semana, que não reflecte a realidade dramática vivida em Portugal, "continuando o país sem uma resposta para enfrentar o desemprego e a pobreza".
Esta falta de uma resposta à crise tem levado a vários problemas como a degradação da escola pública e do Serviço Nacional de Saúde, a um ataque aos salários e a outras medidas transcritas no PEC 1 e no PEC 2 "com porta aberta para um acordo do PS e PSD para um PEC 3", disse a deputada.
Cecília Honório apelou ainda à necessidade de resistência e de criação de alternativa do povo algarvio para combater problemas que afectam particularmente a região, como a precariedade, os impactos ambientais dos projectos de Potencial Interesse Nacional (PIN) e a falta de investimento público, por exemplo, na requalificação da linha férrea.
De seguida, Pedro Filipe Soares falou da contradição entre o argumento de "vivermos acima das nossas possibildades" e dos enormes prémios pagos aos gestores de empresas que possuem monopólios naturais, como a EDP. "António Mexia, administrador da EDP, recebeu em 2009 um prémio de 3,1 milhões de euros graças à conta da luz paga por todos nós". "Este é o resultado da privatização de empresas essenciais à economia portuguesa, e querem agora privatizar ainda mais" como os CTT.
O deputado eleito pelo círculo de Aveiro referiu-se ainda à irrelevância dos testes de stress recentemente realizados à banca. "Não é possível que a banca, que lucra 4 milhões de euros por dia, sinta algum tipo de stress. Se testassem o stress na população, certamente chegariam a outro resultado".
Por último, José Gusmão mostrou como "em Agosto muitos políticos falam daquilo que não fizeram no resto do ano", referindo-se ao enfraquecimento do Estado Social por parte do Governo Sócrates, mas que tem sido referido agora nos seus discursos de Verão. "É nestas alturas de crise que o Governo tem que decidir quem quer proteger, mas agora é quem vive na precariedade, no desemprego ou na pobreza que paga a factura mais cara". José Gusmão insurgiu-se ainda contra a injustiça no IRC, que para a banca é inferior a 5% mas que para qualquer outra actividade comercial é de 25%, terminando a sua intervenção com uma referência à prioridade das políticas de criação de emprego defendidas pelo Bloco de Esquerda "para acabar, inclusivé, com o desperdício que custa à economia portuguesa cerca de 15 a 20 milhões de euros por ano".

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