O deputado do Bloco na Assembleia legislativa da Madeira anunciou, esta quarta-feira, que apresentará em Outubro, no reinício dos trabalhos parlamentares, a proposta de criação de um Plano de Ordenamento Florestal para combater o surgimento de incêndios nestas áreas.
No miradouro turístico do Pico Alto, chegou a ser impossível ver a cidade do Funchal devido ao fumo dos diversos incêndios a sul do Parque Ecológico do Funchal. Foto Homem de Gouveia/LUSA
“A realidade é negra e desoladora nas serras e perdeu-se uma parte da identidade da região”, disse.
Roberto Almada mencionou que esta “catástrofe”, que acontece no Ano Internacional da Biodiversidade, deve contribuir para uma “reflexão sobre o futuro da floresta que constitui uma fonte de riqueza ambiental, económica e social” do arquipélago.
Defendeu ser importante encontrar novos modelos para a reflorestação e sustentação da floresta, pessoas e bens, dado o tipo de orografia da ilha e a ocorrência de catástrofes ser crescente.
“Mas reflorestar não é só plantar árvores, é preciso um plano regional de ordenamento florestal que dê primazia a espécies endémicas e de mais difícil combustão”, sustentou.
Construir caminhos “corta-fogo” e acessibilidades, envolver a sociedade neste projecto e apetrechar a Protecção Civil e bombeiros com meios terrestres e aéreos para lidarem com as situações serão aspectos incluídos na proposta de diploma.
Além disto, o Bloco defende ainda que deverá ser feita uma aposta na limpeza das matas durante a Primavera, recorrendo a guardas florestais, Exército, presidiários e voluntários, e incrementada a vigilância das áreas de maior valor ambiental nos meses de maior susceptibilidade à propagação de fogos.
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