sábado, 21 de agosto de 2010

“Existe uma falsa crise matrimonial entre o PSD e o PS”

A cidade de Portimão recebeu, esta quinta-feira, o comício do Bloco, na Praça Manuel Teixeira Gomes, num dia que ficou marcado pelo anúncio do Governo do encerramento de 701 escolas do 1º ciclo do ensino básico.
Helena Pinto referiu-se à actual crise económica “que não tem comparação com nenhuma outra” mas em que “os sacrifícios pedidos não são iguais para todos, pois quem ganha milhões em bónus e especulação financeira não está a contribuir para pôr fim à crise”. “Queremos mais justiça na economia e na fiscalidade, e que exista uma efectiva taxação dos bancos que continuam a ter milhões de lucros”, disse.
A deputada fez questão de frisar, a propósito do actual debate em torno do Orçamento de Estado para 2011 que “o Bloco está pronto para discutir este orçamento, tal como sempre esteve noutros orçamentos”.
Ana Drago introduziu o debate em torno no tema do dia, o encerramento de escolas do ensino básico, realçando uma “enorme preocupação sobre esta decisão”, que reflecte mais uma escolha estratégica do governo do PS: a de cortar, cegamente, na Educação.
“Veja-se o caso da escola de Várzea de Abrunhais, em Lamego, inaugurada há meses pelo PM, como uma grande aposta num projecto educativo inovador, e que agora será encerrada”. “Diz-nos a Ministra que quer que o ano lectivo comece com alegria. Para o Bloco o que é necessário é conhecer os critérios que determinaram estes encerramentos, e assegurar que o novo ano lectivo terá inicio com todas as condições”, destacou.
“O que está em causa é um acordo para corroer os pilares da democracia"
A deputada Cecília Honório referiu-se à “crise matrimonial” que existe entre PS e PSD, para explicar que “esta crise política é falsa, é uma armadilha do PSD”. Ironizando, referiu que “o PSD nada mais quer do que dizer ao PS: nós temos uma grande quinta na vossa política económica e agora queremos passar a ter um latifúndio”. “Até Durão Barroso já veio dizer que PS e PSD se têm de entender e fazer as pazes”, disse. “O que está em causa é um acordo para corroer os pilares da democracia, que tem a sua máxima expressão na proposta de revisão constitucional do PSD, como a extinção da saúde ou da educação pública.”
A deputada comentou ainda a situação do desemprego na região do Algarve, que “é hoje uma espécie de paraíso da precariedade, com uma taxa de desemprego acima da média nacional, de cerca de 12 por cento”. “É necessária uma aposta séria no investimento público”, realçou.
Pedro Mota da coordenadora do Bloco de Portimão salientou, por seu turno, a situação de pré-ruptura financeira em que se encontra a Câmara Municipal de Portimão, com um deficit. de cerca de 96 milhões de euros a pagar em 12 anos, gerada em grande parte graças à criação de empresas municipais e aos seus custos associados

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