Cerca de 60 docentes da Escola Profissional e Artística da Marinha Grande (EPAMG) têm salários em atraso há quatro meses. Sindicato apela à intervenção do Governo.
O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) denunciou a situação, nesta quarta feira, informando também que os professores internos não recebem há dois meses e que os formadores externos só receberam o vencimento de Fevereiro há duas semanas.
O SPRC apelou ainda à intervenção do Governo, para que, através do Ministério do Trabalho e da Educação, desbloqueie verbas que ajudem a recuperar a situação económica da EPAMG.
“Tudo faremos para que os salários dos docentes da EPAMG sejam pagos. Sabemos que a escola já não tem acesso à banca. O Ministério da Educação e o Ministério do Trabalho podem desbloquear verbas para situações de excepção”, disse Ana Rita Carvalhais, coordenadora do SPRC, à agência Lusa.
A direcção do SPRC denunciou também o “clima de pressão e intimidação” que a direcção da escola tenta impor. Segundo a dirigente sindical Anabela Sotaia, a directora da EPAMG não deu qualquer garantia de quando os salários serão pagos e ameaçou: “se fizerem alguma coisa será pior para vós e para todos”. Anabela Sotaia destacou ainda que há ilegalidades na escola: “Há professores sem contrato de trabalho, outros que trabalham há 12 anos a recibos verdes e com horário completo”.
O SPRC alerta para o risco que existe de a escola vir a encerrar, tendo Ana Carvalhais salientado à Lusa: “Além dos docentes e funcionários da escola, os alunos também podem ter o seu futuro hipotecado”.
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