A estratégia EU2020, com que a União Europeia pretende combater a crise económica até ao final da década, foi o alvo principal das críticas na reunião entre eurodeputados da Esquerda Unitária e dirigentes sindicais europeus realizada em Bruxelas.
O eurodeputado Rui Tavares participou na reunião do GUE/NGL com sindicalistas europeus. Foto GUE/NGL
Na reunião ficou estabelecido que o grupo GUE/NGL no Parlamento Europeu vai promover uma acção conjunta sobre as medidas de combate à crise em vários países europeus entre 21 e 26 de Junho.
A Estratégia 2020, afirmou a eurodeputada alemã Gabi Zimmer, "assenta na continuação das políticas de privatização e liberalização que não podem resolver esta crise". Além disso, não proporciona "uma resposta conjunta para a população com critérios coerentes e comuns aos vários Estados-membros".
A eurodeputada sueca Eva Brit-Svensson sublinhou, por seu lado, que a Estratégia 2020 se esquece "de metade da população europeia, as mulheres" e do facto de "os dois géneros serem afectados politicamente de maneiras diferentes".
"Os trabalhadores não deverão pagar nem mais um tostão, de modo a quebrar a ditadura dos mercados, que só prejudica o povo", declarou durante o debate o eurodeputado irlandês Joe Higgins, que propôs uma resposta laboral conjunta ao nível dos países da União..
Para Sabine Wils, eurodeputada alemã da Comissão do Ambiente, as medidas contidas na Estratégia 2020 "não são mais do que a continuação da Estratégia de Lisboa - não oferecem medidas ecológicas sustentáveis e tendo em vista a criação de emprego". Os objectivos climáticos desta estratégia, acrescentou, "são um escândalo".
Artigo publicado no portal do Bloco no Parlamento Europeu
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