O ministro dos Negócios Estrangeiros lembrou, nesta Sexta feira, que a Alemanha constitucionalizou o limite do défice alemão, considerando que foi um sinal muito positivo dado aos mercados.
Luís Amado fez estas declarações na sua intervenção no Colóquio Integração Europeia e Democracia, que nesta Sexta feira decorre no Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa.
A constitucionalização de um limite para o défice público já tinha sido defendida por Luís Amado e fora recusada pelo primeiro-ministro, José Sócrates, na Assembleia da República. A agência Lusa e o site do jornal Público salientam que questionado pela comunicação social, Luís Amado disse que não quis defender a medida, mas “suscitar um debate”.
“A Alemanha decidiu-se por reforçar o seu mecanismo interno de autodisciplina constitucionalizando o limite do défice”, disse o ministro e acrescentou: “Do meu ponto de vista todos os estados vão ter de fazer movimentos semelhantes. Não tem de ser necessariamente reproduzindo a norma da constituição alemã, suscitei esse debate, há outros instrumentos e há outras opiniões.”
Luís Amado disse ainda que Sócrates não o acompanhou na sua ideia e referiu que ao insistir quis apenas “fazer uma sugestão para um debate que o país tem de travar” pela necessidade de “acompanhar os estados do centro da zona euro relativamente à disciplina fiscal e orçamental” em nome da estabilidade do euro.
Comentários