terça-feira, 18 de maio de 2010

UE abre mais portas aos refugiados

Rui Tavares viu as suas propostas aprovadas por esmagadora maioria no plenário do Parlamento EuropeuO Parlamento Europeu aprovou as propostas contidas no relatório do eurodeputado Rui Tavares que permitem aos Estados-Membros da União receberem até seis mil euros por cada refugiado acolhido e instalado.
 
A decisão, tomada em forma de alteração à proposta legislativa sobre o Fundo Europeu para os Refugiados, foi aprovada por 512 votos a favor, 81 contra e sete abstenções.

Actualmente apenas 10 Estados-Membros, entre os quais Portugal, procedem à reinstalação de refugiados numa base anual. Por esta razão, Rui Tavares tem defendido um maior envolvimento da União Europeia no acolhimento de refugiados considerando que o potencial para o fazer é ainda bastante elevado e a União está aquém de muitas outras situações no mundo.

Nos termos da decisão tomada pelo Parlamento, para incentivar a participação voluntária de um maior número de Estados-Membros em acções de reinstalação, o Parlamento Europeu propõe que seja concedido apoio financeiro adicional àqueles que participem, pela primeira vez, no programa de reinstalação. O valor da assistência financeira deverá ser de seis mil euros no primeiro ano, cinco mil euros no segundo e quatro mil euros nos seguintes. A partir do terceiro ano, o valor da assistência financeira ficará, assim, igualado ao dos restantes Estados-Membros que já têm programas de reinstalação, como é o caso de Portugal. O montante adicional recebido nos dois primeiros anos pelos países que aderirem deverá ser investido no "desenvolvimento de um programa de reinstalação sustentável", sublinham os eurodeputados.

Além de Portugal, os Estados-Membros da UE que já promovem programas de reinstalação são a Suécia, a Dinamarca, a Finlândia, os Países Baixos, o Reino Unido, a Irlanda, a França, a Roménia e a República Checa.

A reinstalação de refugiados é o processo pelo qual os nacionais de países terceiros ou os apátridas são transferidos de um país terceiro para um Estado-Membro da UE, na sequência de um pedido do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) baseado na necessidade de protecção internacional dessas pessoas. A reinstalação é geralmente considerada uma das soluções duráveis para os refugiados cuja protecção não possa ser garantida nos países de primeiro asilo.

Nos relatórios e nas declarações proferidas sobre o assunto, Rui Tavares, eleito como independente pelo Bloco de Esquerda, tem sublinhado que o nível de participação da UE na reinstalação de refugiados à escala global continua a ser muito baixa, sendo, por exemplo, inferior à dos Estados Unidos, Austrália e Canadá.

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