domingo, 9 de maio de 2010

Obras: Louçã concorda com adiamento, mas propõe reabilitação

Lisboa. Foto de Ramón Peco, FlickRCoordenador do Bloco de Esquerda diz que se impõe o esforço de um projecto de investimento na reabilitação de 200 mil casas degradadas.
O coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, manifestou-se no sábado a favor do adiamento da construção do novo aeroporto e da terceira travessia do Tejo, mas insistiu no plano de reabilitação de 200 mil casas.
Louçã lembrou que o Bloco de Esquerda "já tinha sugerido o adiamento, para 2017, da construção do novo aeroporto, dado que o da Portela" ficará "esgotado nessa altura". Mas Louçã voltou a defender a necessidade de grandes investimentos públicos, porque é a sua ausência que causa o enorme desemprego. "Impõe-se o esforço de um projecto de investimento na reabilitação de 200 mil casas degradadas", defendeu. Esse plano, já apresentado, permitiria "criar emprego, estimularia a economia, desenvolveria as encomendas, permitiria reduzir o valor das rendas" e faria com que "os jovens pudessem voltar a viver nas cidades", sustentou.
Louçã reafirmou o apoio do Bloco ao TGV, recordando que o projecto de alta velocidade depende de um acordo internacional, que "tem de ser cumprido". O coordenador do Bloco considerou "espantoso que o CDS e o PSD tenham assinado cinco linhas de TGV e agora queiram que não se cumpra um contrato internacional".
Ao mesmo tempo, Louçã acusou os mercados de especularem contra Portugal: "Querem uma economia que corte tudo o que é possibilidade de desenvolvimento".
E recordou que Portugal "tem um problema de défice, é verdade, mas a Espanha tem um défice maior"; a dívida portuguesa também é um problema, "mas a da França é maior", frisando que "o que Portugal tem maior que todos é a estagnação" e a falta de emprego.
Para resolver a situação é necessário investir e como não há investimento privado tem de existir investimento público, defend

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