terça-feira, 11 de maio de 2010

FMI quer ajuste fiscal maior em Portugal

Fundo Monetário Internacional. Foto de brunosan, FlickR
Fundo quer que Portugal e Espanha promovam um ajuste fiscal maior do que o previsto. Governo cogita nova subida de IVA e tributação extraordinária do 14º salário.
John Lipsky, número dois do Fundo Monetário Internacional, defendeu esta terça-feira que Portugal e Espanha devem promover um ajuste fiscal maior do que o previsto. Lipsky considerou que o novo mecanismo de estabilização europeu, um fundo de 750 mil milhões de euros, resolve a "ambiguidade" sobre como a Zona Euro responderá a uma crise, mas não resolve o problema dos défices elevados.
"Simplesmente dar financiamento não vai permitir uma solução", afirmou o economista norte-americano, acrescentando que é necessário "um ajuste de política adicional em muitos países da Zona Euro".
Questionado sobre se Portugal e Espanha deveriam fazer uma redução adicional do seu défice, o responsável respondeu: "Sim, mas não são só Portugal e Espanha. Vai ser preciso um ajuste fiscal nos próximos anos, de forma sustentada, em todas as economias avançadas."
Subida de IVA e tributação extraordinária do subsídio de Natal
Recorde-se que o primeiro ministro, José Sócrates, anunciou na sexta-feira, em Bruxelas, que o governo decidiu reduzir a meta do défice para este ano dos 8,3% previstos no Programa de Estabilidade e Crescimento para 7,3%. Para conseguir este corte adicional, o governo, segundo admitiu o ministro Teixeira dos Santos, está a aventar uma nova subida de IVA e a tributação extraordinária do subsídio de Natal de toda a população, medidas que podem gerar, segundo o Público,  uma receita adicional para o Estado de mais de 3.000 milhões de euros.
Já o governo espanhol prevê que o seu défice chegue aos 9,3% do PIB este ano e aos 6,5% em 2011.
FMI em Espanha
Esta semana, uma delegação de peritos do Fundo começa em Madrid uma análise das medidas do governo espanhol para reduzir o défice. A equipa, chefiada por James Daniel, deverá ficar no país durante duas semanas, mantendo reuniões com os responsáveis pela política económica do governo espanhol e do Banco Central de Espanha.
Posteriormente, os especialistas do FMI vão elaborar um relatório para o conselho executivo do FMI, um órgão com 24 diretores (um deles espanhol), que representam os 186 países-membros e que vão dedicar uma reunião a Espanha nos próximos meses.
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