sexta-feira, 23 de abril de 2010

Clima: Acordo dos Povos quer justiça climática

Cochabamba quer ver soluções discutidas na cimeira do México. Foto
 The City Project/FlickrCerca de 35 mil pessoas participaram na Conferência de Cochabamba, que deixou propostas para travar as alterações climáticas e responsabilizar os países poluidores.
 
"Se aplicarmos as conclusões, daremos esperança aos povos", afirmou o presidente boliviano, na apresentação das conclusões de quatro dias de debates. "Estamos todos unidos pela mesma causa, salvar a vida", disse ainda Evo Morales no encerramento do encontro.

O êxito da Conferência foi realçado na cerimónia, a começar pelo número de participantes vindos de 142 países. O resumo das conclusões foi lido por quatro representantes de diferentes continentes, assinalando a oposição ao "ilegítimo 'Entendimento de Copenhaga'" proposto pelos países mais desenvolvidos, e defendendo que a próxima cimeira do México, no quadro das Nações Unidas, aponte para 2020 a meta de reduzir as emissões de gases poluentes em 50% em relação a 1990.

Foi igualmente aprovada a proposta de uma consulta mundial, a efectuar no dia 22 de Abril de 2011, organizada pelos movimentos sociais em cada país, sobre a criação dum Tribunal de Justiça Climática e a transferência das despesas militares para o investimento na defesa da Terra, entre outras questões.

"Que a próxima cimeira no México não seja em vão, que se tomem decisões para todos e todas", reclamou Evo Morales, que convocou esta conferência internacional após o fracasso de Copenhaga. Já a representante da ONU na Conferência, Alicia Bárcena, concluiu que as Nações Unidas terão de se "abrir muito mais para escutar, dialogar e trabalhar com todos os sectores das sociedades de todos os países".

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