Dados do INE apontam para uma queda de 0,2% no 4º trimestre em relação ao trimestre anterior. Bloco diz que números são dramáticos e exigem "políticas activas de criação e preservação de emprego".
No 4º trimestre de 2009, o Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal caiu 0,2% em relação ao trimestre anterior, invertendo assim dois trimestres sucessivos de ligeira subida (0,6% no 2º trimestre e 0,5% no 3º), avolumando os temores de que a recessão, mesmo técnica, afinal não tenha terminado. Os dados são do Instituto Nacional de Estatística.
Face ao período homólogo de 2008, a variação do PIB foi de -1,0% (variações de -2,5%, -3,4% e -3,8% respectivamente no 3º, 2º e 1º trimestres de 2009).
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, considerou prematuro falar na possibilidade de regresso à recessão técnica: "Penso que é prematuro estarmos a falar nesse cenário, o facto de termos um número em cadeia no final do ano que foi negativo não nos deve precipitar já para cenários dessa natureza", disse, reafirmando as previsões para 2010, que apontam para um crescimento de 0,7%, contra os -2,7% de 2009. Teixeira dos Santos admitiu porém que os dados recém-divulgados "não são simpáticos", mas preferiu salientar que "a queda do PIB atenuou-se ao longo do ano de 2009".
Para o Bloco de Esquerda, os dados do INE são "dramáticos" e exigem "políticas activas de criação e preservação de emprego". A deputada bloquista Cecília Honório disse que os últimos dados divulgados "são a expressão de uma crise profunda que continua. A queda do PIB está acompanhada e é um resultado da crise", apontando para a existência de mais 120 mil desempregados".
Para a deputada do Bloco, estes números exigem políticas activas de criação e preservação de emprego. "Exige uma alternativa muito consistente a um governo que desistiu de manter emprego e criar emprego", defendeu, afirmando que, com a actual política do executivo de José Sócrates, "não há saída da crise, nem há saída da recessão".
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