Manuel Alegre anunciou na noite da última sexta-feira a sua disponibilidade para ser candidato a Presidência da República.
A afirmação foi feita durante jantar com apoiantes em Portimão onde Alegre afirmou estar disponível para avançar com uma candidatura à Presidência da República.
Em seu discurso Alegre afirmou que a próxima eleição presidencial já está a condicionar a vida política do país, e que é imperioso afirmar o primado da cidadania sobre a lógica dos interesses, dos egoísmos e da indiferença. Para Alegre os dirigentes mais lúcidos do principal partido da oposição já perceberam que é muito difícil encontrar, a curto prazo, um líder capaz de unir o partido e o centro direita.
Manuel Alegre exprimiu ainda que acredita na possibilidade de construir uma sociedade mais justa e solidária através de serviços públicos geridos pela realização do interesse geral, e através de um novo modelo económico onde se conjuguem planeamento e concorrência, e a iniciativa pública e privada.
Alegre salienta duas questões: A tentação de reagrupar o bloco conservador à volta do actual Presidente da República, Cavaco Silva, para, através da sua eventual reeleição, conseguir o que não se consegue por via partidária, ou “não nos conformarmos e fazer da próxima eleição presidencial uma grande mobilização, não só das esquerdas, mas de todos aqueles, de todos os quadrantes, que desejam a mudança num outro sentido e querem ver renascer a esperança num Portugal sem bloqueios, um Portugal que valha a pena, um Portugal de todos”.
Sobre a candidatura de Manuel Alegre, Francisco Louçã, dirigente do Bloco de Esquerda, afirmou que uma candidatura presidencial nunca é a favor do Governo ou a favor da oposição, e que situa-se no plano das respostas aos grandes problemas nacionais, que são a fractura social, a destruição social e o colapso social que estamos a viver, e que, deste ponto de vista, uma voz de solidariedade de ruptura e de mudança como a de Manuel Alegre é importantíssima para o futuro do país.
Sem comentários:
Enviar um comentário