quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Escândalo nº1: A Televisão Digital Terrestre portuguesa é a pior da Europa

A TDT poderia e deveria significar uma ampliação significativa da oferta de canais abertos a toda a população. Em Portugal não foi isso que aconteceu. Mais uma vez, ficamos na cauda da Europa.
Portugal fica na cauda da Europa, como um dos países que menos canais oferece à sua população. Foto de LOPE - www.lphoto.es
A passagem da emissão analógica de televisão para a emissão digital poderia – e deveria – significar um enorme aumento de oferta de canais gratuitos a toda a população. Isto é assim porque a tecnologia da TDT permite um aproveitamento imensamente superior do espaço radioelétrico. A emissão analógica tinha graves limitações tecnológicas, permitindo a existência de muito poucos canais de televisão; com a passagem para o digital, tornou-se possível transmitir até seis canais digitais no mesmo espaço de frequências radioelétricas que antes era usado por um só canal analógico.
Em toda a Europa, a passagem para a TDT significou, assim, a multiplicação de canais nacionais, regionais e temáticos gratuitos. Para não ir mais longe, em Espanha são emitidos pela TDT, em sistema aberto, oito canais de TV pública, 29 canais privados, quatro canais de alta definição, 22 canais de rádio, além de existirem canais regionais e locais. E ainda há três canais de TDT paga.
Nem rádio digital, nem 5º canal, nem HD
Em Portugal, nada mais é oferecido além dos mesmíssimos quatro canais transmitidos pelo sistema analógico. Nem sequer há oferta de rádio digital. Em abril do ano passado, a RTP anunciou que iria encerrar a rede de radiodifusão sonora digital terrestre (T-DAB), argumentando com os "avultados custos que esta operação comporta". A emissora consolou os ouvintes lesados por já terem adquirido equipamentos de receção digitais argumentando que "a esmagadora maioria dos equipamentos que servem para ouvir rádio pelo sistema T-DAB também rececionam FM". O que equivale a dizer que os donos de aparelhos que não têm recetor FM podem deitá-los no lixo.
Havia a decisão de abrir um 5º canal generalista. Este canal foi muito contestado pela SIC e pela TVI, que nunca gostaram da ideia de ter mais concorrência. Ao concurso aberto pela Entidade Reguladora da Comunicação, porém, apenas se apresentaram duas candidaturas, da Zon e da Telecinco, que foram ambas chumbadas em 2009. A ERC alegou que a candidatura da Zon tinha falta de meios técnicos e humanos e que a da Telecinco tinha falta de viabilidade económico-financeira.
O caso arrastou-se em tribunal, até que em abril de 2010, quando um tribunal negou uma providência cautelar da Telecinco, o governo ficou livre para abrir novo concurso; mas nunca o fez.
Havia também o projeto de criar um canal de alta definição a ser administrado conjuntamente pela RTP, SIC e TVI, que foi igualmente abandonado.
Na cauda da Europa
O lançamento da TDT coloca assim, mais uma vez, Portugal na cauda da Europa, como um dos países que menos canais oferece à sua população. Somando os canais abertos e TDT paga (que não existe para já em Portugal), Portugal e a Irlanda têm a oferta mais pobre. Segue-se a Bélgica, a Áustria, a Eslovénia e a Eslováquia. Os países que mais oferta têm são a Itália (90 canais), a Grã-Bretanha (72), Malta e Lituânia, segundo dados do Observatório Europeu do Audiovisual.
No que se refere à oferta de canais públicos na TDT, Portugal tem dois e passará a ter um se forem para a frente os planos de privatização da RTP. O Reino Unido tem 16 canais públicos, a Alemanha 14, a Itália 13, a Grécia 9, incluindo um canal de filmes!, a Dinamarca tem oito (dados de um estudo do investigador Sérgio Denicoli)
Note-se ainda que sequer o canal Parlamento é oferecido em sinal aberto, o que significa que este canal é pago duas vezes pelos portugueses: por todos, através dos seus impostos, que pagam o orçamento da Assembleia da República, e pelos espetadores das redes de cabo, que pagam para o poder ver.

Dossier

A TDT poderia e deveria significar uma ampliação significativa da oferta de canais abertos a toda a população. Em Portugal não foi isso que aconteceu. Mais uma vez, ficamos na cauda da Europa. Ler dossier "Os escândalos da TDT".
Os portugueses que vêem os quatro canais de TV aberta terão de pagar para ver a mesmíssima programação. “É um absurdo técnico e uma chantagem económica sobre a população”, denuncia a deputada Catarina Martins, do Bloco de Esquerda.
Deu-se à raposa o galinheiro, ao entregar-se à PT a licença da TDT e deixando que se mantivesse como operadora na TV Cabo, denuncia a Comissão de Trabalhadores da RTP.
Sinal terrestre da TDT chega a menos lugares que o sinal analógico. PT procura economizar nos emissores e a cobertura é muito menor que em Espanha.
O Reino Unido tem 16 canais públicos – sendo um especialmente criado para a TDT, com interatividade –, a Alemanha 14, a Itália 13, a Grécia 9, incluindo um canal de filmes! Por que a RTP memória, a RTP Informação e o Canal Parlamento não estão na TDT?
Francisco Louçã afirmou no  sábado 7 de janeiro em Oliveira do Hospital que o processo de transição para a TDT é uma “oportunidade tecnológica”, que não pode ser transformada “num assalto à bolsa das pessoas”, e desafiou a PT a “cumprir já” a recomendação aprovada, na véspera, pela Assembleia da República.
A TDT não trouxe novos canais, nem novos serviços; em contrapartida, deixou cerca de 1 milhão de portugueses excluídos da TV aberta, em “zonas de sombra”. Tudo isto beneficia os interesses das TVs privadas, diz o investigador brasileiro Sérgio Denicoli, professor da Universidade do Minho. A seguir, a entrevista que concedeu ao Esquerda.net.
Há falta de equidade a nível nacional no processo de implementação da TV Digital Terrestre, já que “todos pagamos a taxa de audiovisual, mas nem todos vão ter acesso da mesma forma e ao mesmo preço à televisão”.
O sociólogo Paquete de Oliveira, antigo Provedor do Telespectador da RTP afirma que forçar a população a pagar para não ter a televisão em branco é um “crime social”.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Germanobonds

Esta semana, Angela Merkel tomou uma decisão curiosa: apoiou a emissão de obrigações de dívida pública alemã destinada aos Länder, os Estados regionais que compõem o Estado Federal Alemão. Com esta aprovação a mensagem é clara. Mão-de-ferro no que à Europa toca, mas dentro de portas as contas são outras.
Em setembro de 2011, o Tribunal Constitucional alemão decretou que os eurobonds iam contra a legislação europeia. Esta decisão veio, assim, dar cobertura legal à teimosa posição de Angela Merkel que, como sabemos, sempre se opôs à emissão de obrigações públicas europeias. Essa possibilidade permitiria baixar muito a pressão que existe atualmente sobre os países sob resgate, como é o caso de Portugal. A mutualização das dívidas soberanas seria ainda uma materialização da tão falada mas pouco praticada 'solidariedade europeia'. Nesse mesmo mês de setembro, Passos Coelho veio reforçar a sua proximidade de pensamento com a senhora Merkel, afirmando que “não podemos olhar para um princípio de obrigações europeias como uma forma de resolvermos os problemas que temos agora de excesso de divida”. Já íamos nós em Dezembro e para a chanceler alemã a emissão de eurobonds continuava a não contribuir "para a resolução da crise".
Este recordar dos factos pode parecer até desnecessário, conhecemo-los bem. Acontece que esta semana a senhora Merkel tomou uma decisão curiosa: apoiou a emissão de obrigações de dívida pública alemã destinada aos Länder, os Estados regionais que compõem o Estado Federal Alemão. Com esta aprovação a mensagem é clara. Mão-de-ferro no que à Europa toca, mas dentro de portas as contas são outras. Traduzido por miúdos, a emissão de bonds aplicável aos Länder alemães permitirá reduzir as suas disparidades internas, procurando ainda garantir que todas as regiões fiquem abaixo dos 60% de dívida face ao PIB nacional.
Há, de facto, muitas Alemanhas dentro da Alemanha. Essa fortaleza que se impõe e sobrepõe aos interesses da União Europeia é feita de retalhos. A austeridade também lá vive e as desigualdades entre os Länder são por demais conhecidas. Vista de dentro, a Alemanha não é assim tão diferente da Europa no seu conjunto. O gigante também tem os seus liliputianos. Numa altura em que qualquer pessoa conhece bem o rosto da senhora Merkel, e a ele nada associa de bom, na Alemanha ela parece renascer, com nova subida nas sondagens, recorrendo a medidas como esta. A Alemanha é novamente exceção e a senhora Merkel pode dar-se ao luxo de uma solidariedade seletiva porque sabe que nós nunca lhe poderemos pedir contas diretamente. Ou será que podemos?
Artigo publicado no jornal “As Beiras” a 21 de janeiro de 2012

A esquerda mundial depois de 2011

Por qualquer ângulo que escolhamos, 2011 foi um bom ano para a esquerda mundial – seja qual for a abrangência da definição que façamos dela.
A razão fundamental foram as condições económicas negativas que atingem a maior parte do mundo. O desemprego, que era alto, cresceu ainda mais. A maioria dos governos enfrentou altos níveis de endividamento e redução da receita. A resposta que deram foi a da imposição de medidas de austeridade às suas populações, ao mesmo tempo em que tentavam proteger os bancos.
O resultado disso foi uma revolta mundial dos “99%”, seguindo a designação dada pelos movimentos Occuppy Wall Street (OWS). A revolta foi contra a excessiva polarização da riqueza, os governos corruptos e a natureza essencialmente antidemocrática desses governos – tenham ou não sistemas multipartidários.
Não que o OWS, a Primavera Árabe ou os Indignados tenham alcançado tudo o que esperavam. Mas conseguiram alterar o discurso mundial, afastando-o dos credos ideológicos do neoliberalismo para temas como a desigualdade, a injustiça e a descolonização. Pela primeira vez em muito tempo, pessoas comuns discutiram a própria natureza do sistema em que vivem; deixaram de o ver como um dado adquirido e imutável.
Para a esquerda mundial, a questão, agora, é como avançar e converter o sucesso do discurso inicial em transformação política. O problema pode ser formulado de forma muito simples. Ainda que exista, em termos económicos, um abismo claro e crescente entre um grupo muito pequeno (1%) e outro muito grande (os 99%), a divisão política não segue o mesmo padrão. Em todo o mundo, as forças de centro-direita ainda comandam aproximadamente metade da população mundial, ou pelo menos daqueles que são politicamente ativos de alguma forma.
Portanto, para transformar o mundo, a esquerda mundial precisará de um grau de unidade política que ainda não tem. Há profundos desacordos tanto sobre objetivos de longo prazo quanto sobre táticas a curto prazo. Não é que esses problemas não estejam a ser debatidos. Ao contrário, são discutidos acaloradamente, e pouco progresso tem sido feito para superar essas divisões.
Essas divergências não são novas. Isso não as torna mais fáceis de resolver. Existem duas grandes divisões. A primeira é em relação a eleições. Não existem duas, mas três posições a respeito. Existe um grupo que suspeita profundamente de eleições, argumentando que participar delas não é apenas politicamente ineficaz, mas reforça a legitimidade do sistema-mundo existente.
Os outros acham que é crucial participar de processos eleitorais. Mas esse grupo divide-se em dois. Por um lado, existem aqueles que afirmam ser pragmáticos. Eles querem trabalhar de dentro – dentro dos maiores partidos de centro-esquerda quando existe um sistema multipartidário a funcionar, ou dentro do partido único de facto quando a alternância parlamentar não é permitida.
E existem, é claro, os que condenam esta política de escolher o chamado mal menor. Insistem que não há diferenças significativas entre os principais partidos e são a favor de votar nalgum que esteja “genuinamente” na esquerda.
Todos estamos familiarizados com este debate e já ouvimos os argumentos muitas vezes. No entanto, está claro, pelo menos para mim, que se não houver alguma ação comum entre esses três grupos em relação às táticas eleitorais, a esquerda mundial não tem muitas hipóteses de prevalecer a curto ou a longo prazo.
Acredito que exista uma forma de conciliação. Consiste em fazer uma distinção entre as táticas de curto prazo e a estratégia de longo prazo. Concordo muito com os que argumentam que obter poder estatal é irrelevante, e possivelmente põe em perigo as possibilidades de transformação a longo prazo do sistema-mundo. Como estratégia de transformação, foi tentada diversas vezes e falhou.
Isso não significa que participar nas eleições seja uma perda de tempo. É preciso considerar que uma grande parte dos 99% está em grande sofrimento no curto prazo. E é este sofrimento a sua preocupação principal. Tentam sobreviver e ajudar as suas famílias e amigos a fazer o mesmo. Se pensarmos nos governos não como agentes potenciais de transformação social, mas como estruturas que podem afetar o sofrimento a curto prazo, por meio de decisões políticas imediatas, então a esquerda mundial ver-se-á obrigada a fazer o que puder para obter deles medidas capazes de minimizar a dor.
Agir para minimizar a dor exige participação eleitoral. E o debate entre os que propõem o mal menor e os que propõem apoiar partidos genuinamente de esquerda? Isso torna-se uma decisão de tática local, que varia enormemente de acordo com muitos fatores: o tamanho do país, a estrutura política formal, a demografia, a posição geopolítica, a história política. Não há uma resposta padrão, nem pode haver. Nem a resposta para 2012 vai necessariamente servir para 2014 ou 2016. Não é, pelo menos para mim, um debate de princípios, mas sim de uma situação tática em cada país.
O segundo debate fundamental presente na esquerda é entre o que chamo de “desenvolvimentismo” e o que pode ser chamado de prioridade à mudança da civilização. Podemos observar esse debate em muitas partes do mundo. Ele está presente na América Latina, nos debates acesos que decorrem atualmente entre governos de esquerda e movimentos indígenas – por exemplo na Bolívia, no Equador, na Venezuela. Também pode ser acompanhado na América do Norte e na Europa, nos debates entre ambientalistas/verdes e os sindicatos, que priorizam a manutenção dos empregos existentes e a expansão da oferta de emprego.
De um lado, a opção “desenvolvimentista”, apoiada por governos de esquerda ou por sindicatos, sustenta que, sem crescimento económico, não é possível enfrentar os desequilíbrios económicos do mundo de hoje, quer sejam as polarizações no interior de cada país, quanto às que existem entre países. Este grupo acusa os seus oponentes de apoiar, pelo menos objetivamente e talvez subjetivamente, os interesses das forças de direita.
Os que apoiam a opção antidesenvolvimentista dizem que priorizar o crescimento económico está errado em dois aspetos. É uma política que simplesmente continua as piores características do sistema capitalista. E é uma política que causa danos irreparáveis – sociais e ecológicos.
Essa divisão é ainda mais apaixonada, se é que é possível, do que a divergência sobre a participação eleitoral. A única forma de resolvê-la é com compromissos, caso-a-caso. Para torná-lo possível, cada grupo precisa acreditar na boa fé e nas credenciais de esquerda do outro. Não será fácil.
Essas diferenças poderão ser superadas nos próximos cinco ou dez anos? Não tenho a certeza. Mas se não forem, não acredito que a esquerda mundial possa ganhar, nos próximos 20 ou 40 anos, a batalha em torno do tipo de sistema que teremos quando o sistema capitalista entrar definitivamente em colapso.
Tradução, revista pelo autor, de Luis Leiria para o Esquerda.net.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Um milhão de pessoas serão notificadas para devolver prestações sociais

No final da reunião do Bloco com a Presidente do Instituto da Segurança Social, que teve lugar esta segunda-feira de manhã, Francisco Louçã apelou à "sensatez" e ao fim da “perseguição” no caso das prestações sociais pagas indevidamente, antecipando que a Segurança Social pretende notificar ainda mais beneficiários, até um milhão.
Bloco quer travar devolução de prestações sociais pagas indevidamente
No total, a Segurança Social pretende reaver 570 milhões de euros, num processo que envolverá a notificação de um milhão de beneficiários. Foto de Paulete Matos.
"As pessoas não podem pagar por erros do Estado", defendeu Francisco Louçã em declarações aos jornalistas à saída de um encontro com a Presidente do Instituto de Segurança Social, esta segunda-feira de manhã em Lisboa. Segundo o dirigente bloquista, no encontro que se prolongou por cerca de uma hora, foram debatidos o caso dos 15 mil pensionistas notificados no final de dezembro sobre o corte de uma parte da sua pensão e o caso das 117 mil pessoas a quem foi pedida a devolução de uma parte das prestações sociais pagas indevidamente pelo Estado.
Relativamente ao primeiro caso, Francisco Louçã adiantou que por causa da pressão feita pelo Bloco, "a Segurança Social reconheceu que procedeu indevidamente na informação" prestada aos pensionistas e irá fazer uma segunda carta "justificando, fundamentando e dando informações" às pessoas.
"É uma resposta importante", sublinhou Francisco Louça, vincando a possibilidade dos pensionistas serem informados sobre o que se está a passar e puderem reclamar quando for caso disso.
Um milhão de beneficiários serão notificados para reaver 570 milhões de euros
No caso das prestações sociais pagas indevidamente pelo Estado, o Bloco transmitiu as informações recebidas na reunião que indicam que a Segurança Social está empenhada nesta ‘caça’ a quem recebe prestações sociais. Assim, durante o primeiro trimestre serão realizadas três fases de notificações: a que já teve lugar no início do mês (117 mil pessoas notificadas para pedir a devolução de 60 milhões de euros); segue-se uma nova leva de notificações a pessoas para outras prestações sociais (a mesma pessoa poderá vir a ser notificada várias vezes); e, por fim, também as entidades empregadoras serão chamadas a pagar.
No total, a Segurança Social pretende reaver 570 milhões de euros, num processo que envolverá a notificação de um milhão de beneficiários.
Contudo, sublinhou o Francisco Louçã, “é preciso que a sensatez impere contra esta visão de perseguir os reformados ou de reduzir os seus direitos ou de os perseguir".
Louçã insurgiu-se ainda contra o limite mínimo de 50 euros mensais que está a ser imposto para as devoluções de prestações sociais pagas indevidamente, lembrando que se está a falar de pessoas que têm 300 euros para viver por mês.

"Quem tem 300 euros ou pouco mais não pode pagar 50 euros por mês, ninguém pode viver com 200 euros ou com 250 euros", disse, chamando a atenção para a dívida de cinco mil milhões de euros que empresas têm para com a Segurança Social.
O Bloco continuará a "bater-se para assegurar os direitos de quem descontou ao longo da sua vida", disse Francisco Louçã, destacando a discussão do projeto de resolução bloquista que será debatido esta semana na Assembleia da República, no qual o Bloco recomenda ao Governo a "cessação imediata da cobrança de prestações sociais indevidamente pagas pelo Instituto de Segurança Social".
Se foi notificado/a pela Segurança Social, poderá reclamar utilizando a minuta disponilizada pelo Bloco aqui.
 

Transportes: estudantes e idosos vão pagar mais 82% em Fevereiro

Os valores anunciados pelo Governo para os aumentos médios de 4% e 5% nos preços dos transportes não incluem as atualizações mais penalizadoras que entram em vigor em Fevereiro. Passes com 50% de desconto vão custar mais entre 5,5% e 21,3%. O Metro de Lisboa terá a maior subida.
Transportes: estudantes e idosos vão pagar mais 82% em Fevereiro
O Metro de Lisboa terá a maior subida (21,3 por cento). Foto de Paulete Matos.
A medida, anunciada por despacho do Governo no final da passada sexta-feira às empresas públicas e privadas de transportes públicos, prevê um aumento médio dos preços dos títulos de transportes entre 4 por cento (privados) e 5 por cento (públicos). O Metro de Lisboa terá a maior subida (21,3 por cento). Mas os valores anunciados pelo Governo para os aumentos médios não incluem as atualizações mais penalizadoras. Entre estas estão, por exemplo, o passe monomodal do Metro de Lisboa, que sobe 21,3 por cento em Fevereiro – e que custará mais 20,7 por cento em 2013 – , ou os preços cobrados a estudantes e reformados, cujo salto varia entre 55 por cento e 82 por cento, segundo avança o jornal I.
Segundo decisão do Governo, os passes monomodais serão agora 'atualizados', ou seja, vão sofrer um aumento considerável, e vão acabar em 2013. Até dezembro, quem já tem os passes do Metro de Lisboa ou da Carris, por exemplo, poderá continuar a comprá-los, mas quem não tem, já não o poderá fazer e pagará mais 21,3 por cento no caso do Metro e mais 5,5 por cento no caso da Carris – estes títulos de transporte passarão para 23,9 e 27,5 euros, respetivamente.
Em 2013, os passes monomodais desaparecem e serão substituídos de vez pelo passe que nasce no próximo mês, o Navegante. Esta alteração representa para os utentes do metro de Lisboa e da Carris um aumento de cerca de 20 por cento em janeiro do próximo ano.
Passe social passa a Passe 'caridade'
Além disto, a conjugação do aumentos dos tarifários com a redução dos descontos para jovens, estudantes e idosos – de 50 para 25 por cento – vai fazer com que estas tarifas disparem até 82 por cento já em fevereiro, segundo as contas feitas pelo jornal I.
Na prática, só pobres dos pobres terão direito à redução de 50 por cento e, ainda assim, não escaparão aos aumentos devido às 'atualizações' que entram em vigor já daqui a uma semana.

Cavaco recebe mais 2900 euros por mês só para gastos pessoais

Além das duas reformas, o Presidente da República, que se queixou de não ter dinheiro para despesas, ganha 2900 euros para gastos de representação. "Os portugueses percebem que deste Governo ou de quem preside ao país, temos uma gravíssima crise de confiança: quem tem mais poder neste país é quem mais pensa em si próprio e menos pensa nos outros", afirmou Francisco Louçã, esta manhã, em Lisboa.
Cavaco recebe mais 2900 euros por mês só para gastos pessoais
Segundo a declaração de rendimentos de 2009 entregue no Tribunal Constitucional, a soma das pensões recebidas por Cavaco Silva relativas ao trabalho universitário e ao Banco de Portugal somaram 140.601,81 euros, ou seja, 11.716 euros por cada um dos doze meses do ano. Foto maiqui maiqui/Flickr
Cavaco Silva não suscitou compaixão com as suas declarações sobre a sua alegada dificuldade em pagar todas as suas despesas, antes contestação. Mas podemos sempre perguntar: afinal que despesas tem o Presidente da República para que dez mil euros por mês brutos não cheguem? Mas é que afinal não são dez mil, são quase 13 mil euros brutos. Fora os outros rendimentos (Ler mais aqui).
Além das reformas de quase dez mil euros, o Presidente da República recebe ainda 2900 euros por mês para despesas de representação pelo cargo que ocupa. Assim, a Presidência assegura a Cavaco, durante os próximos quatro anos, os gastos com alimentação, habitação, médico e outras despesas pessoais.
O Orçamento da Presidência da República prevê uma verba de 4,5 milhões de euros para 2012 na rubrica representação da República. Um valor que diminuiu desde 2009 e que inclui, além das despesas de representação do Presidente, as remunerações com o gabinete de Cavaco e as Casas Civil e Militar e ainda as remunerações pagas ao pessoal dos gabinetes dos anteriores presidentes da República. Uma benesse que também Cavaco irá ter depois de sair de Belém.
A dias de terminar o primeiro ano do segundo mandato na Presidência da República, Cavaco Silva cometeu o erro que levou até Marcelo Rebelo de Sousa dizer, a propósito, que "Há dias em que uma pessoa não é feliz".
Em Guimarães, onde esteve para o arranque da Cidade Europeia da Cultura, o Presidente foi vaiado (ler mais aqui) e conheceu o sabor amargo da contestação social como não se lembrava desde o buzinão da ponte em 1994. Se nos anos 90 respondia a críticas com a célebre frase: "Deixem-me trabalhar", desta vez a Presidência da República opta pela estratégia do silêncio... envergonhado?
Cavaco queixa-se mas assinou o Orçamento que “tira a quem tem uma pensão de 600€, dois meses do seu salário para o qual descontou a vida inteira”
O coordenador da Comissão Política do Bloco, Francisco Louçã, lamentou esta manhã a "falta de espessura e estatura" para resolver os problemas das pessoas demonstrada pelos governantes portugueses.
"Os portugueses percebem que deste Governo ou de quem preside ao país, temos uma gravíssima crise de confiança: quem tem mais poder neste país é quem mais pensa em si próprio e menos pensa nos outros", afirmou Louçã, quando questionado sobre o primeiro aniversário da reeleição de Cavaco Silva para a Presidência da República.
Louçã assinalou que o início do segundo ano do segundo mandato de Cavaco Silva está já muito marcado pelas declarações que fez na sexta-feira sobre as suas pensões, "que são contraditórias com a sua campanha eleitoral".
"Na campanha eleitoral Cavaco Silva pediu o voto dos portugueses lembrando aos reformados que tinha sido ele a decidir na altura em que era primeiro-ministro o estabelecimento do 14º mês pago aos reformados", lembrou Francisco Louçã, que falava aos jornalistas à saída de uma reunião com a presidente do Instituto de Segurança Social.
"Um presidente, que acha que com 10 mil euros não pode pagar as suas contas, não se coibiu de assinar um Orçamento que o Governo lhe apresentou para tirar a quem tem 600 euros por mês, dois meses do seu salário para o qual descontou a vida inteira", frisou Louçã.
"O mais importante da política portuguesa é que todos percebemos que quem decide sobre o país, quem governa e quem preside ao país, tem um enorme menosprezo pelas dificuldades das pessoas e pela vida das pessoas", constatou.

Bloco propõe que grandes distribuidoras sejam proibidas de pagar abaixo do custo aos produtores

No encerramento da conferência “Agricultura e Mundo Rural - o futuro da PAC", em Lisboa, Francisco Louçã acusou os poderosos do país de só pensarem em si e anunciou que o Bloco vai propor também “a obrigatoriedade da consagração do contrato entre as grandes distribuidoras e os produtores”.
Bloco propõe que grandes distribuidoras sejam proibidas de pagar abaixo do custo aos produtores
Marisa Matias e Francisco Louçã encerraram a conferência promovida pelo Bloco de Esquerda sobre “Agricultura e mundo rural - o futuro da Política Agrícola Comum (PAC)”. Foto de Nelson Peralta.
Na sessão de encerramento da conferência promovida pelo Bloco de Esquerda sobre “Agricultura e mundo rural - o futuro da Política Agrícola Comum (PAC)”, que decorreu neste domingo, o coordenador da comissão política do Bloco anunciou que o partido vai propor no parlamento que as grandes distribuidoras não possam pagar aos produtores abaixo do custo de produção. Francisco Louçã disse ainda que “também não poderá haver contratos sem se especificar os prazos de pagamento”, referindo que se trata de “um desafio direto a quem manda na economia do país” e citou os casos de Belmiro de Azevedo e Soares dos Santos, “que atuam em Portugal com os pseudónimos Continente e Pingo Doce, respetivamente”.
Francisco Louçã garantiu ainda que o Bloco voltará a apresentar a proposta para a criação de um banco de terras, lembrando que as pequenas explorações agrícolas mobilizam 50 por cento da produção e 90 por cento do emprego e que “as pequenas produções provam que são mais eficientes que as grandes explorações”. Para Louçã, é necessário mobilizar as terras paradas e que estão disponíveis, com a vantagem para os jovens agricultores, para os proprietários e para a produção nacional.
"Na União Europeia, em cada ano, deitamos foram 89 milhões de toneladas comida não utilizada"
A eurodeputada do Bloco, Marisa Matias, colocou em destaque os desperdícios na cadeia agrícola. “50 por cento da produção agrícola é deitada fora, vai parar ao lixo. Na União Europeia, em cada ano, deitamos foram 89 milhões de toneladas comida não utilizada numa Europa onde 79 milhões de cidadãos não têm acesso a alimentação suficiente”. A eurodeputada propôs a dupla etiquetagem dos produtos, contendo a data limite de venda e data limite de consumo para além de reduções de preços em produtos que se aproximam da data final de venda. “O desperdício está intimamente ligado com o mau funcionamento da cadeia agro-alimentar, concentrada e dominada pela grande indústria e que não funciona.
“Não se pode discutir a Política Agrícola Comum sem falar da distribuição”, defende, “estamos a falar de respostas aos problemas das pessoas”. Existe já a proibição de auto-cultivo de sementes próprias por parte de produtores nalgumas áreas que se vêm obrigados a compra-las às três empresas que dominam o mercado. “Não é este o tipo de resposta que queremos, tem que ser dada resposta a quem passa fome”.
Ao longo da conferência surgiu e foi discutida ainda a ideia de criação de uma Comissão Internacional contra a especulação nos preços agrícolas.
Redator do programa do PSD beneficia do "melhor part-time de Portugal": Cem mil euros por reunião 
Segundo a agência Lusa, Francisco Louçã, referindo-se indiretamente às queixas de Cavaco sobre a sua reforma, afirmou: “Nos últimos dias sentimos que há dois portugais, um deles tão pequeno e tão poderoso, dos de cima, que se preocupa somente consigo próprio, de pessoas que só pensam em si”.
E, referindo-se à nomeação de Catroga para a presidência do Conselho de Supervisão da EDP, salientou: “Nestes dias, já assistimos ao redator do programa económico do partido que ganhou as eleições [o PSD] beneficiar do melhor part-time de Portugal: Cem mil euros por reunião e 700 mil euros por ano, vá ou não vá à sua reunião. Sucessivamente, outras declarações foram demonstrando que quem tem hoje o poder, quem está em cima nesta sociedade, nada se preocupa com os que estão em baixo”.
O coordenador da comissão política do Bloco criticou ainda Passos Coelho: "O primeiro-ministro, com aquele tom afável que o carateriza, virou-se para os representantes da troika, funcionários de segunda ordem do Banco Central Europeu (BCE), da Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI), e disse-lhes: Não estamos aqui por vós, senhores da troika, estamos aqui por nós. Mas o que verificamos na economia portuguesa e no primeiro-ministro é que há uma proteção da oligarquia económica que vive do privilégio e que, por isso, acentua a austeridade e a recessão”.

Cavaco vaiado em Guimarães

O Presidente da República foi fortemente vaiado em Guimarães, à entrada e à saída do jantar de inauguração da Capital Europeia da Cultura 2012. Cavaco Silva foi a única figura política a ser largamente vaiada, porém... Passos Coelho não passou pelo mesmo local.
Cavaco Silva foi a única figura política a ser largamente vaiada
Cavaco Silva foi a única figura política a ser largamente vaiada - vídeo: http://www.youtube.com/watch?&v=5aI00UzbTkU
A indignação popular às declarações de Cavaco Silva queixando-se de que a reforma não dá para as despesas, sabendo-se que ganha mais de 12.000 euros por mês, fez-se sentir na inauguração da Capital Europeia da Cultura 2012. Uma senhora responde (ver no vídeo) ao ora diga de quem filma: “Digo ao Cavaco para trocar a reforma dele pela minha féria”.
O blogue Aventar salienta... “não viu este vídeo nas TV’s, pois não?”
O autor do filme refere que “quem o POVO QUERIA era o Coelho – Bem esperaram mas não saiu” e questiona: “Se estava lá dentro [no jantar] de que teve medo ?!!!”

Bloco contra aumentos brutais dos transportes

A deputada Catarina Martins salienta que num ano os passes dos transportes públicos aumentam 25%, em média, e que para crianças, jovens e idosos os aumentos são de 75%.
Num ano os passes dos transportes aumentam 75% para crianças, jovens e idosos – Foto Paulete Matos
Num ano os passes dos transportes aumentam 75% para crianças, jovens e idosos – Foto Paulete Matos
A deputada do Bloco de Esquerda Catarina Martins declarou à agência Lusa: “Os transportes já aumentaram 20 por cento em 2011 e no início de 2012 vão ter mais um aumento de cinco por cento. Isto é um aumento brutal de 25 por cento dos preços dos passes em apenas um ano”.
Catarina Martins sublinhou que a redução para metade dos descontos atribuídos às crianças (passe 4_18), aos jovens (sub23) e aos idosos (sénior) representa um “aumento brutal”: “Isto quer dizer que, ao todo ao longo destes 12 meses, as crianças, jovens e idosos veem o passe mais caro quase 75 por cento”.
Catarina Martins exemplifica dizendo que antes um passe de 100 euros tinha uma redução de 50 por cento e agora, ao ter apenas um corte de 25 por cento, significa que "o utente vai pagar 75 euros e não 50 como pagava antes, ou seja tem um aumento de 50 por cento”. Somando a este valor os aumentos de cerca de 25 por cento do custo dos transportes (20 por cento do ano passado e cerca de 5 por cento deste ano) “são mais 75 por cento”.
A deputada do Bloco criticou também o “Passe Social Mais”, porque “deixa de fora muitas famílias”, pelo que “só quem tem escalões muito baixos é que tem acesso”. Salientou ainda que “nas contas para ter acesso ao passe não contam os dependentes nem o número de filhos. O Passe Social + prejudica as famílias onde há filhos, dependentes ou ascendentes, como um avô”.
“Os cálculos são altamente perversos porque contam os rendimentos de toda a gente, até a pensão do avô, mas na hora de dividir pelos membros do agregados familiares para saber se têm aceso ao passe só se divide pelos sujeitos passivos, que são no máximo dois”, explicou Catarina Martins.
Em conclusão, Catarina Martins destaca que os aumentos dos preços dos transportes públicos são “uma injustiça terrível, extraordinariamente penalizadora para as famílias portuguesas, e que penalizam muito especialmente aqueles que estão mais frágeis”.

“FMI fora daqui”

Milhares de pessoas participaram na manifestação promovida pela plataforma 15 de Outubro em Lisboa, gritando palavras de ordem como “FMI, fora daqui” e transportando cartazes onde se podia ler inscrições como “Esta dívida não é nossa”.
Foto de Paulete Matos
Foto de Paulete Matos
Ao som de bombos, os participantes na manifestação promovida pela plataforma 15 de Outubro gritaram “Espanha, Grécia, Irlanda e Portugal, a nossa luta é internacional”, “Fora, fora já daqui, a fome a miséria e o FMI” e “Para aumentar o meu salário vou ser revolucionário”.
Segundo a agência Lusa, os manifestantes brandiram cartazes com inscrições como “Esta dívida não é nossa”, “Não somos lixo – protesto dos professores” e “35 mil contra a precariedade”.
À Lusa, Filipa Roque disse que a Plataforma 15 de Outubro exige “a suspensão imediata da dívida” e está na rua para dizer “basta!” de cortes na saúde e na educação, de austeridade, de pobreza e de fome.
Os manifestantes protestaram também contra o acordo de concertação social, considerando que é um “verdadeiro ataque” aos direitos laborais dos portugueses.
Outros movimentos associaram-se à manifestação, como a Comissão dos Utentes da Via do Infante e professores.
Um pequeno grupo de extrema direita, do autodenominado Movimento da Oposição Nacional, lançou um "very light" e provocou conflito com manifestantes mobilizados pela Plataforma, levando a que se ouvisse a palavra de ordem “25 de Abril Sempre! Fascismo Nunca Mais”.
Depois da manifestação, realizou-se uma assembleia popular junto à Assembleia da República.

Comunicado do Bloco de Esquerda sobre a Escola EB2,3 de Minde

Consulte no link abaixo:

Requerimento ao Secretário de Estado do Ambiente

Bloco requereu a vinda do Secretário de Estado do Ambiente

à AR para esclarecer funcionamento da ETAR de Alcanena

O deficiente funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, com mais de 20 anos, tem sido extremamente penalizador para a qualidade de vida e saúde pública das populações deste concelho, além de ser responsável pela poluição de recursos hídricos e solos.

Esta ETAR, destinada a tratar os efluentes da indústria de curtumes, foi desde a sua origem mal concebida, a começar por se situar em leito de cheia. Desde então os problemas são conhecidos e persistem: maus cheiros intensos; incumprimento regular dos valores-limite estabelecidos para o azoto e CQO das descargas de efluente tratado em meio hídrico; célula de lamas não estabilizadas, com deficiente selagem e drenagem de lixiviados e biogás; redes de saneamento corroídas, com fugas de efluentes não tratados para o ambiente; saturação da ETAR devido a escoamento das águas pluviais ser feita nas redes de saneamento.

Desde há muito que estes problemas são conhecidos e nada justifica, ainda mais com todo o avanço tecnológico existente ao nível do funcionamento das ETAR, que se chegue ao final de 2010 com esta situação. E pior se compreende quando é o próprio Ministério do Ambiente a constatar que gastou ao longo dos anos cerca de 50 milhões de euros para tentar responder a estes problemas.

Em Junho de 2009 foi assinado um protocolo para a reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena pela ARH Tejo, o INAG, a Câmara Municipal e a AUSTRA (gestora da ETAR), com investimentos na ordem dos 21 milhões de euros de comparticipação comunitária.

Este protocolo inclui cinco projectos, os mais importantes dos quais com prazo final apenas em 2013, o que significa arrastar os principais problemas identificados até esta data. Como os prazos de início dos estudos destes projectos já sofreram uma derrapagem, dúvidas se colocam sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos, ainda mais quando não há certezas sobre a disponibilização de verbas nacionais para co-financiar os projectos, tendo em conta o contexto de contenção actual.

Considerando a gravidade dos problemas causados pela ETAR de Alcanena para as populações e o ambiente, o deputado José Gusmão e a deputada Rita Calvário do Bloco de Esquerda solicitam uma audiência com o Secretário de Estado do Ambiente, com a finalidade de obter esclarecimentos sobre os investimentos previstos para a reabilitação do sistema de tratamento, as soluções escolhidas, o cumprimento de prazos, e as garantias que os mesmos oferecem para resolver o passivo ambiental existente, os focos de contaminação dos recursos hídricos e solo, os maus cheiros e qualidade do ar respirado pelas populações deste concelho. Seria de todo útil que o presidente ou representantes da ARH-Tejo estivessem presentes nesta audiência.

Lisboa, 17 de Dezembro de 2010.

A Deputada O Deputado

Rita Calvário José Gusmão

Direito a não respirar “podre” – SIM ou NÃO?





No passado domingo, dia 12 de Dezembro, no Auditório Municipal de Alcanena, realizou-se uma conferência, dinamizada pelo Bloco de Esquerda, sobre a poluição em Alcanena.
Esta sessão reuniu um grupo de ‘preocupados’, que primeiramente ouviram as exposições de especialistas sobre o assunto e, no final, trocaram experiências e pontos de vista, baseados na própria vivência, bem como em conhecimentos técnicos e científicos.
Ficou bem patente que se trata de um grave problema de há muito sentido, mas também desvalorizado, do qual até ao momento não se conhecem as verdadeiras implicações para a saúde pública, mas que transtorna a vida de todos os que vivem e trabalham no concelho, tornando desagradável e doentio o seu dia a dia.
Ficou também claro que o Bloco de Esquerda, aliado desta causa, não abandonará a luta, que será levada até onde os direitos das pessoas o exigirem.

Comunicado de Imprensa

Leia em baixo o Comunicado de Imprensa de 3 de Dezembro do Bloco de Esquerda em Alcanena.

Clique aqui para ler

Reclamamos o DIREITO A RESPIRAR

Bloco de Esquerda continua na senda de uma solução para o grave problema de poluição ambiental em Alcanena



Na passada sexta-feira, dia doze de Novembro, uma delegação, composta pelo Deputado do Bloco de Esquerda pelo Distrito de Santarém, José Gusmão, e mais dois elementos do Bloco, foi recebida pela administração da Austra, no sentido de esclarecer alguns pontos relativos ao funcionamento da ETAR e à poluição que de há muito tem afectado Alcanena, com acrescida intensidade nos últimos tempos.

O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento ao Ministério do Ambiente, aguardando resposta.

Após a reunião com a administração da Austra, realizou-se na Sede do Bloco em Alcanena uma Conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação.

Da auscultação da Austra, ficou claro para o Bloco de Esquerda que a ETAR de Alcanena não reúne as condições minimamente exigíveis, quer do ponto de vista do cumprimento da lei, quer da garantia de índices de qualidade do ar compatíveis com a saúde pública e o bem estar das populações.

A delegação do Bloco de Esquerda obteve do presidente da Austra o compromisso da realização de operações de monitorização da qualidade do ar em Alcanena, a realizar o mais tardar em Janeiro. De qualquer forma, o Bloco de Esquerda envidará esforços para que essa monitorização ocorra de forma imediata.

Embora existam planos para a total requalificação dos sistemas de despoluição, registamos com preocupação a incerteza sobre os financiamentos, quer nacional quer comunitário. O Bloco de Esquerda opor-se-á a que estes investimentos possam ser comprometidos por restrições orçamentais, e exigirá junto do Governo garantias a este respeito.

A participação popular foi e continuará a ser um factor decisivo para o acompanhamento e controlo da efectiva resolução do problema da qualidade do ar em Alcanena.

No âmbito da visita do Deputado do Bloco de Esquerda, José Gusmão, ao Concelho de Alcanena, realizou-se um jantar-convívio no Restaurante Mula Russa em Alcanena, ocasião também aproveitada para dialogar sobre assuntos inerentes ao Concelho. Mais tarde, José Gusmão, conviveu com um grupo de jovens simpatizantes num bar deste concelho.

No sábado, dia treze de Novembro, José Gusmão e outros elementos do Bloco de Esquerda estiveram em Minde, no Mercado Municipal, distribuindo jornais do Bloco, ouvindo e conversando com as pessoas.

Neste mesmo dia, junto ao Intermarché de Alcanena, José Gusmão contactou com as pessoas e entregou jornais do Bloco de Esquerda.

Num almoço realizado em Minde, no Restaurante Vedor, com um grupo de aderentes e simpatizantes do Bloco, houve mais uma vez oportunidade para ouvir opiniões, experiências e expectativas, bem como de exprimir pontos de vista.

O Bloco de Esquerda continuará a luta por um direito que parece ser inerente à própria condição humana, mas que vem sendo negado às pessoas que vivem e trabalham em Alcanena – o direito de respirar ar “respirável” e de não ser posta em causa a sua saúde.


A Coordenadora do Bloco de Esquerda de Alcanena

Poluição em Alcanena: Requerimento à Assembleia da República

Pessoas esclarecidas conhecem o seu direito de respirar ar puro e lutam pela sua reconquista já que alguns até isto usurparam.

O Bloco de Esquerda encetou a luta pela despoluição de Alcanena na legislatura anterior e continuará a manifestar-se e a rebelar-se contra esta desagradável e injusta situação até que no nosso concelho possamos respirar de novo.


Veja aqui Requerimento apresentado pelo BE quanto à questão da poluição em Alcanena

Carta à AUSTRA

Carta entregue pelo grupo de cidadãos "Chega de mau cheiro em Alcanena" ao Presidente da Austra e Presidente da Câmara Municipal de Alcanena

INAUGURAÇÃO DA SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA EM ALCANENA

Francisco Louçã inaugurou no passado domingo, dia 31 de Outubro, a Sede do Bloco de Esquerda em Alcanena. Na inauguração esteve também representada a Coordenação Distrital do Partido; estiveram presentes aderentes e convidados. Esta ocasião especial foi uma oportunidade de convívio, acompanhada de um pequeno beberete.
Francisco Louçã falou, como sempre, de forma clara e apelativa, abordando a actual situação crítica do país,apontando as razões, propondo alternativas e caminhos.
Baseando-se no Socialismo Democrático, o Bloco de Esquerda tem sido sempre activo na defesa dos valores da verdadeira Democracia, e propõe-se continuar essa luta. Esta nova Sede é mais um ponto de encontro, de trabalho, de partilha de pontos de vista e de tomada de iniciativas, possibilitando que se ouçam as vozes de todas as pessoas e transmitindo os seus problemas e expectativas.
Trata-se de um pequeno espaço, que representa uma grande vontade de mudança e que espera contar com a presença de todos os que partilhem os ideais de um concelho mais próspero, de uma sociedade mais justa e equilibrada, de um país realmente mais avançado.