quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Bloco denuncia "abuso de poder" na Madeira rural


A candidatura bloquista às Regionais de 9 de Outubro esteve no norte da Madeira a ouvir queixas dos agricultores. Roberto Almada denunciou o atraso no pagamento dos produtos agrícolas por uma empresa municipal gerida por altos quadros do PSD.
Roberto Almada voltou a apelar à eleição de mais deputados do Bloco para retirar a maioria absoluta a Jardim.
Roberto Almada voltou a apelar à eleição de mais deputados do Bloco para retirar a maioria absoluta a Jardim.
No concelho de Santana, Roberto Almada disse existir uma situação de “abuso de poder, que é uma desconsideração pelo mundo rural, por aqueles que todos os dias dão o melhor de si pela preservação do mundo rural, pelos produtos da terra e produtos regionais”.
“Vários agricultores denunciaram situações de abuso contra os seus direitos: a entrega de produtos agrícolas a uma empresa municipal cujos pagamentos estão atrasados há quatro, cinco e seis meses”, disse o candidato e coordenador do Bloco/Madeira, citado pela agência Lusa.
Roberto Almada chamou a atenção da imprensa para estas pessoas que “vivem do seu trabalho, tiram sustento da terra, têm dificuldades e há uma empresa municipal, gerida por altos quadros do PSD que fazem com que muitos dos agricultores não tenham a tempo e horas o pagamento justo pelo sustento que tiram da terra”.
O candidato bloquista apelou ao voto e à eleição de mais deputados do Bloco de Esquerda e disse que “as pessoas do norte da ilha merecem e precisam também de uma mudança política. Este governo regional autoritário do PSD não tem respeito pelas pessoas e merece ser castigado, derrotado nas urnas”.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Autarquias: proposta do governo é retrocesso, diz o Bloco


Proposta de reforma da Administração Local apresentada pelo primeiro-ministro regressa a medidas que já demonstraram que não funcionam e não auguram nada de bom para as democracias locais.
Pedro Soares: "O que foi apresentado não augura nada de bom para as democracias locais". Foto de Paulete Matos
O Bloco de Esquerda considerou que as medidas apresentadas esta segunda-feira pelo governo significam um retrocesso e não uma reforma e mostrou-se preocupado com os efeitos da possível redução de vereadores nas autarquias.
O “Documento Verde da Reforma da Administração Local”, apresentado pelo primeiro-ministro, Passos Coelho, defende que a aposta no associativismo municipal deve estar focada nas Comunidades Intermunicipais e nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, que deverão receber novas competências tanto do Estado Central como do poder local.
Para Pedro Soares, da comissão política do Bloco de Esquerda, esta medida "não é uma reforma, mas um retrocesso", já que o governo "repete a mesma proposta", apesar de "ter ficado demonstrado que não funciona no território". Na opinião do dirigente bloquista, Pedro Soares o regresso "às comunidades intermunicipais e às áreas metropolitanas põe em causa aquela que devia ser a mãe de todas as reformas: a regionalização".
Quanto à intenção do governo de reduzir em 35% os vereadores eleitos das câmaras municipais e em 31% o número daqueles que exercem o cargo a tempo inteiro, o Bloco mostrou-se muito preocupado, por a medida ter como consequência que os "executivos poderem passar a ser monocolores". Pedro Soares considerou que "o que foi apresentado não augura nada de bom para as democracias locais", já que "o presidente da câmara pode escolher e substituir vereadores como bem lhe convém, o que não vai aumentar a democracia local, mas sim favorecer os caciques locais e auferir poderes totais aos presidentes de câmara".
A proposta do governo é que os 308 municípios portugueses passem a eleger menos 618 vereadores, passando dos actuais 1.770 para 1.152. Já os vereadores que exercem o cargo a tempo inteiro passariam de 836 para 576 (menos 260). Lisboa e Porto passariam a eleger 12 e 10 vereadores, contra os actuais 16 e 12, respectivamente.

Bancos têm 3.000 milhões de casas penhoradas


A banca que actua em Portugal tem 3.000 milhões de euros de casas penhoradas, na sua maioria entregues por promotores imobiliários. Os bancos têm ainda mais 2.000 milhões de euros de crédito mal-parado na habitação, que tem vindo a agravar-se.
A banca tem 3.000 milhões de euros de casas penhoradas, mais 2.000 milhões de crédito mal parado na habitação - Foto de Paulete Matos
A banca tem 3.000 milhões de euros de casas penhoradas, mais 2.000 milhões de crédito mal parado na habitação - Foto de Paulete Matos
No final de Junho, os seis maiores bancos que actuam em Portugal tinham em sua posse casas penhoradas num montante estimado em mais de 3.000 milhões de euros. Em primeiro lugar, destaca-se o BCP que detinha imóveis penhorados num montante avaliado em 1.180 milhões de euros, seguindo-se o BES com 751,9 milhões de euros, a CGD com 549,6 milhões de euros, o Montepio com 282,3 milhões de euros, Santander Totta com 152,6 milhões e BPI com 122,6 milhões de euros.
Segundo a notícia do jornal “Diário Económico” desta segunda feira, estas casas que a banca possui provêm essencialmente de promotores imobiliários. Em declarações ao jornal o presidente da Associação dos profissionais e empresas de mediação imobiliária de Portugal (APEMIP), Luís Lima, realça: “Este crescimento deve-se sobretudo à entrega de imóveis ao banco pelos promotores/construtores e não de particulares. Observamos isso precisamente no primeiro semestre deste ano. Tudo isto deve-se à situação económica do país em que muitos promotores não conseguem nem vender, nem financiar e por isso são cada vez mais obrigados a entregar os imóveis aos bancos”.
Para além das casas penhoradas, existem ainda mais de 2.000 milhões de euros de crédito mal parado na habitação.
Um analista de mercado, sublinha ao jornal: “O mais preocupante não é o número em si [5.000 milhões de euros], mas sim o facto dos bancos incorrerem em perdas quando vendem estes imóveis. E dado o 'stock' que têm, os bancos vão ter de vender mais, o que vai pressionar o preço e aumentar as imparidades”.
Dos 3.000 milhões de euros em casas que tem em sua posse, a banca estima já perdas no montante de 585 milhões de euros. Este valor tende a aumentar significativamente, sobretudo com a falta de pagamento do crédito à habitação, que tende a agravar-se com o aumento do desemprego e o crescimento das dificuldades da maioria das famílias devido à nefasta política de austeridade.

O que vem aí


Esta quinta feira a maioria de direita no parlamento europeu irá aprovar seis relatórios sobre a tão falada governança económica da zona Euro. Merecem uma leitura atenta. Resume-se a um conjunto de malfeitorias que, na prática, vão institucionalizar a Troika como os verdadeiros mandantes desta Europa.
Alguns exemplos: um país que apresente informação orçamental considerada falsa estará sujeito a uma multa de 0,5% do PIB (o que quer dizer que se o buraco de Alberto João Jardim tivesse aparecido mais tarde ainda apanhávamos com mais 500 milhões de multa); se o estado-membro falhar os objectivos do Pacto de Estabilidade e Crescimento (3% de défice e 60% de dívida) estará sujeito a uma multa entre 0,1% e 0,3% do PIB; se as previsões e estatísticas de um orçamento de estado-membro se revelarem repetidamente menos exactas do que as estatísticas da Comissão Europeia o orçamento do estado-membro será sujeito a controlo directo da Comissão Europeia.
Mas vão mais longe: as decisões de impor multas e sanções a um estado-membro acontecem por sugestão da Comissão, sugestão que será considerada adoptada automaticamente pelo Conselho a menos que uma maioria qualificada no Conselho a rejeite no prazo de 10 dias. E a cereja no topo do bolo: o estado-membro sujeito a apreciação não tem direito de voto nessa reunião do Conselho.
Não só se elimina qualquer esperança de um novo enquadramento político para uma agenda de crescimento e criação de emprego, de reequilíbrio macro-económico dentro da própria União Europeia, como qualquer iniciativa de eurobonds será manifestamente incapaz de suster a hecatombe que a ortodoxia financeira europeia está a impor.
Assim não vamos lá.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

737 donos do mundo controlam 80% do valor das empresas mundiais


Um estudo de economistas e estatísticos, publicado na Suíça neste Verão, dá a conhecer as interligações entre as multinacionais mundiais. E revela que um pequeno grupo de actores económicos – sociedades financeiras ou grupos industriais – domina a grande maioria do capital de dezenas de milhares de empresas no mundo. Por Ivan du Roy
Wall Street - Foto de Michael Aston/Flickr
Wall Street - Foto de Michael Aston/Flickr
O seu estudo, na fronteira da economia, da finança, das matemáticas e da estatística, é arrepiante. Três jovens investigadores do Instituto federal de tecnologia de Zurique1 examinaram as interacções financeiras entre multinacionais do mundo inteiro. O seu trabalho - “The network of global corporate control” (“a rede de controlo global das transnacionais”) - examina um painel de 43.000 empresas transnacionais (“transnacional corporations”) seleccionadas na lista da OCDE. Eles dão a conhecer as interligações financeiras complexas entre estas “entidades” económicas: parte do capital detido, inclusive nas filiais ou nas holdings, participação cruzada, participação indirecta no capital...
Resultado: 80% do valor do conjunto das 43.000 multinacionais estudadas é controlado por 737 “entidades”: bancos, companhias de seguros ou grandes grupos industriais. O monopólio da posse capital não fica por aí. “Por uma rede complexa de participações”, 147 multinacionais, controlando-se entre si, possuem 40% do valor económico e financeiro de todas as multinacionais do mundo inteiro.
Uma super entidade de 50 grandes detentores de capitais
Por fim, neste grupo de 147 multinacionais, 50 grandes detentores de capital formam o que os autores chamam uma “super entidade”. Nela encontram-se principalmente bancos: o britânico Barclays à cabeça, assim como as “stars” de Wall Street (JP Morgan, Merrill Lynch, Goldman Sachs, Morgan Stanley...). Mas também seguradoras e grupos bancários franceses: Axa, Natixis, Société générale, o grupo Banque populaire-Caisse d'épargne ou BNP-Paribas. Os principais clientes dos hedge funds e outras carteiras de investimentos geridos por estas instituições são por conseguinte, mecanicamente, os donos do mundo.
Esta concentração levanta questões sérias. Para os autores, “uma rede financeira densamente ligada torna-se muito sensível ao risco sistémico”. Alguns recuam perante esta “super entidade”, e é o mundo que treme, como o provou a crise do subprime. Por outro lado, os autores levantam o problema das graves consequências que põe uma tal concentração. Que um punhado de fundos de investimento e de detentores de capital, situados no coração destas interligações, decidam, por via das assembleias gerais de accionistas ou pela sua presença nos conselhos de administração, impor reestruturações nas empresas que eles controlam... e os efeitos poderão ser devastadores. Por fim, que influência poderão exercer sobre os Estados e as políticas públicas se adoptarem uma estratégia comum? A resposta encontra-se provavelmente nos actuais planos de austeridade.
Artigo de Ivan du Roy, publicado em Basta!, traduzido por Carlos Santos para esquerda.net
O estudo em inglês pode ser descarregado aqui

1 O italiano Stefano Battiston, que passou pelo laboratório de física estatística da École normale supérieure, o suíço James B. Glattfelder, especialista em redes complexas, e a economista italiana Stefania Vitali.

Manifestação de Indignados Madeirenses junta centenas de pessoas


Centenas de pessoas manifestaram-se neste domingo no aterro do Funchal, convocados pelo movimento Indignados Madeirenses, lançado por Raimundo Quintal no Facebook. No protesto, contra a política do Governo Regional e a situação financeira da Madeira, o promotor declarou: "Um povo que fez 1.400 quilómetros de levadas não tem medo".
Centenas de pessoas concentraram-se no aterro do Funchal com bandeiras negras
Centenas de pessoas concentraram-se no aterro do Funchal com bandeiras negras
“Depois de muitos anos em que há uma pessoa a pensar por todos os madeirenses, ou pelo menos a dizer que pensa e a confundir lá fora os madeirenses com uma só mente, o que é importante é que a sociedade civil tome iniciativas”, declarou Raimundo Quintal, geógrafo e investigador, que lançou o movimento Indignados Madeirenses no Facebook e convocou a manifestação que juntou centenas de pessoas na tarde deste domingo.
O protesto realizou-se no aterro construído com os inertes arrastados pelas ribeiras no temporal de 20 de Fevereiro de 2010 e onde, um ano depois, Raimundo Quintal promoveu um cordão humano de protesto contra a construção de um porto naquele local.
O promotor do movimento disse à Lusa que “esta foi, de facto, uma sementeira, agora vamos esperar que as plantas cresçam e dêem bons frutos”, considerando que o momento é de “despertar consciências”.
Raimundo Quintal falou ao megafone para as pessoas que se manifestaram, muitas com bandeiras negras, salientando que "um povo que fez 1.400 quilómetros de levadas não tem medo". O geógrafo e investigador declarou ainda: “Temos de começar a pensar, reflectir e temos de perceber que há um ‘day after’ e há um paradigma seguinte a construir. Esse paradigma tem que ser construído com os valores que esta terra tem, com o seu solo, o seu clima, a sua floresta, os seus jardins”.

Pobreza, Assistencialismo e Estado Social


Nesta entrevista ao esquerda.net, Eduardo José Rodrigues fala na desejada dimensão pública e universal das políticas sociais, no “frenesim fiscal” sobre as prestações sociais, na campanha de estigmatização de algumas medidas de política social e da criação de uma prestação social única.
Considera que, em Portugal, se aposta na dimensão pública e universal das políticas sociais em Portugal?
A dimensão pública das políticas sociais tem sido mais um objectivo do que propriamente uma concretização, uma prática, fruto quer dos nossos antecedentes históricos, que deram pouca relevância ao objectivo de construção de um Estado Providência como objectivo final, quer fruto de algumas condições sócio económicas do momento em que iniciámos esse trajecto de construção de algumas respostas sociais. Tendemos a assumir que a dimensão pública pode ser substituída por lógicas de compromisso público-privadas, sejam elas com a Igreja, com as misericórdias em geral, ou até mesmo com algumas respostas de carácter efectivamente privado, e, mais recentemente, o retorno do discurso da família como locos das respostas de política pública. Claro que, sendo todos estes elementos fundamentais, não podem retirar o carácter central de participação do Estado porque só este, Estado, é que responde, de forma efectiva, ao carácter universal que deve estar subjacente às políticas públicas.
Considera que o “frenesim da confirmação fiscal” no que respeita às prestações sociais, é justificado e adequado?
Este “frenesim” parece-me ser uma resposta de âmbito meramente político àquilo que é uma representação social relativamente abrangente que olha para as políticas sociais como o locos da fraude. E, portanto, quer a partir da condição de recursos, quer a partir, mais recentemente, dos benefícios resultantes da averiguação fiscal da situação contributiva dos indivíduos acabam por tornar as políticas públicas em instrumentos complementares aos rendimentos, às remunerações dos próprios sujeitos. Ora isto se, em alguns domínios, tem toda a razoabilidade, noutros, não faz sentido nenhum e cria uma pressão enorme sobre as classes médias, que são, ao mesmo tempo, aquelas que mais contribuem por via dos impostos para o orçamento social público, mas são também aquelas que, exactamente por esse lado do frenesim da lógica fiscal nos benefícios, aquelas que tradicionalmente menos recebem. Cria-se aqui, portanto, um sentimento de injustiça, de iniquidade, e até alguma exterioridade relativamente às próprias políticas sociais por parte das classes médias. Gera depois um segundo aspecto que não é de menor importância, que é uma relativa rejeição que começa a existir relativamente às políticas mas, mais do que isso, relativamente aos beneficiários das políticas, todos englobados naquela ideia de gente fraudulenta e que só recebe por artifícios da própria existência.
Quais são os efeitos da campanha de estigmatização promovida contra algumas prestações sociais, como o RSI, e contra os seus beneficiários?
É possível averiguar algumas de carácter genérico e depois concretizar em algumas consequências muito práticas no dia-a-dia da vida dos cidadãos, nomeadamente dos cidadãos beneficiários das políticas públicas. É evidente que, de uma forma genérica, as políticas sociais, quando são representadas negativamente, reproduzem factores de estigmatização, factores de vergonha social, factores de desvalorização identitária nos indivíduos e isso, em si mesmo, já são consequências particularmente graves. Mas depois isso tem tradução no dia-a-dia dos cidadãos. Não é à toa que, em Portugal, nós assistimos a um tempo de espera entre o início da necessidade de uma medida de política pública, como por exemplo, o rendimento social de inserção, e a candidatura à medida de política pública efectivamente feita, que é um tempo excessivo, de cinco a seis meses, que significa, não apenas um tempo de espera, um tempo de acomodação à ideia de benefício como único reduto da sobrevivência, mas ao mesmo tempo, de digestão desta vergonha social, deste estigma incorporado com aquilo que é efectiva necessidade. Não estamos, portanto, apenas perante factores subjectivos genéricos mas estamos também consequências muito práticas que incentivam o aumento da vulnerabilidade do indivíduo. Aumentam as identidades desvalorizadas, aumenta a auto-estima reduzida, mas aumenta também a dívida ao talho, a dívida ao supermercado, gerando-se aqui a espécie de bola de neve que, na realidade, é muito produzida por este tempo excessivamente longo que medeia entre a necessidade e a candidatura e que, repito, resulta desta apreensão, desta apropriação negativa das próprias políticas sociais.
Considera necessária uma reconfiguração e maior articulação das prestações sociais ou, até mesmo, a criação de uma prestação social única?
Em países com uma economia informal forte, como existe em Portugal, com valores que não só são particularmente evidentes da informalidade do mercado de trabalho e da actividade económica, mas são também evidentes da forma como isso se repercute na redução da receita do Estado, todos os modelos que visem retirar as medidas de política pública da relação salarial são modelos interessantes. E porquê? Porque isso permite, para já, projectar nos indivíduos mecanismos de maior justiça, de maior eficiência, e permite dar ao Estado um papel menos caritativo, menos assistencialista, e, portanto, invocar quer a noção de direitos, quer a noção de universalidade das prestações. Claro que a prestação única está associada a um conjunto de problemas que têm que ser ultrapassados, nomeadamente em países como Portugal onde a economia informal resultante da actividade económica de gente mais enriquecida, a actividade especulativa, está pouco apanhada pelas malhas fiscais. O que poderia acontecer é exactamente aquilo que acontece em qualquer uma das medida que tem condição de recursos, que é termos gente que, na verdade, não necessitaria, mas que por ter remunerações ainda pouco evidentes à luz do fisco acabariam por beneficiar, criando aqui mais uma vez a ideia de fraude e a ideia de injustiça. A prestação única tem que compatibilizar-se com um efectivo instrumento que permita apanhar a multiplicidade de formas de rendimentos não apanhadas hoje em dia. Agora, de um ponto de vista abstracto, conceptual até, é o caminho. Sobretudo é o caminho para evitar esta pulverização de medidas, algumas das quais sediadas em ministérios e em serviços completamente diferentes e que, na verdade, têm sequência da vida dos indivíduos, mas não têm nenhuma sequência do ponto de vista institucional. Era, por isso, a forma correcta de garantir esta continuidade institucional e esta relação com a justiça e com a universalidade, se forem salvaguardados os perigos que enunciei, naturalmente.       

ILC junta precários, sindicalistas e investigadores


Os movimentos que promovem a recolha de assinaturas por uma lei contra a precariedade organizaram um debate aberto no Largo Camões, em Lisboa, com a presença de Carvalho da Silva, Guadalupe Simões e Elísio Estanque. A Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra já com 25 mil assinaturas.
Iniciativa Legislativa de Cidadãos em debate no centro de Lisboa
Iniciativa Legislativa de Cidadãos em debate no centro de Lisboa
Rui Maia, do movimento Precários Inflexíveis, disse que "esta iniciativa quis ligar movimentos, sindicalistas e investigadores sociais" que desenvolvem trabalho na área da precariedade e assim dar mais força à campanha que já juntou 25 mil assinaturas e está à beira de cumprir o objectivo de entregar uma lei para os deputados votarem na Assembleia da Republica.
"Todas as iniciativas que ponham em relevo este flagelo social e humano, esta negação da democracia na vida e no trabalho que é a precariedade, são muito importantes", afirmou Carvalho da Silva.
O líder da CGTP alertou ainda que "o governo quer subverter a figura do trabalho por conta própria, o que levará à legalização da precariedade. Isto deve ser travado e esta iniciativa pode significar um momento oportuno para realçar este contrasenso"
Guadalupe Simões, do Sindicato dos Enfermeiros, declarou que "esta é uma excelente iniciativa porque nos permite continuar a colocar esta questão na ordem do dia e confrontar os políticos com a forma como vêem esta questão da precariedade e como a querem resolver". "Esperemos que noutras matérias haja outros grupos de cidadãos que possam vir a utilizar esta forma de participação democrática", acrescentou a dirigente sindical.
Elísio Estanque, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra afirmou que esta Iniciativa Legislativa de Cidadãos "é extremamente importante e exprime a força destes grupos de jovens que têm estado a mobilizar-se e a indignar-se contra esta situação que lhes nega  a oportunidade de terem um futuro e um emprego minimamente digno e estável". Para este sociólogo, também "é necessário conseguir a solidariedade das gerações mais velhas, porque hoje a precariedade está a atingir não apenas a camada mais jovem e escolarizada, mas também os trabalhadores mais velhos, quer do sector público quer do privado".
Após o debate, ainda houve concertos com El Sayed e os Caldas Handsaw Massacre, seguido de uma recolha de assinaturas naquela zona de Lisboa. A Iniciativa Legislativa de Cidadãos está a ser promovida pelos movimentos FERVE, Precários Inflexíveis, M12M, GAR-Porto, Intermitentes do Espectáculo e Audiovisusal e a folha de assinaturas para imprimir está disponível aqui.

domingo, 25 de setembro de 2011

Bloco desafia Passos a revelar programa de ajustamento orçamental da Madeira


No final da reunião da Mesa Nacional do Bloco, Francisco Louçã desafiou o primeiro-ministro a apresentar no debate quinzenal da próxima quarta-feira os resultados da auditoria às contas da Madeira, bem como o respectivo programa de ajustamento orçamental. O Bloco diz que Passos Coelho não pode quebrar a promessa de revelar as contas e o plano de austeridade antes dos madeirenses irem a votos.
Passos Coelho tinha prometido revelar programa de austeridade antes das eleições na Madeira, mas a imprensa diz que afinal vai ficar guardado para depois de 9 de Outubro.
Passos Coelho tinha prometido revelar programa de austeridade antes das eleições na Madeira, mas a imprensa diz que afinal vai ficar guardado para depois de 9 de Outubro. Foto Gregório Cunha/Lusa.

“O país não poderia compreender que, perante a gravidade da crise financeira que estamos a viver e perante a dimensão colossal daquilo a que Alberto João Jardim chama um buraquinho na Madeira e com o qual já comprometeu um dívida de 40 mil euros por cada homem e mulher na Madeira, o primeiro-ministro, conhecendo as contas da dívida e tendo desenhado o programa macroeconómico para lhe responder, não o apresentasse ao país de uma forma clara”, declarou o coordenador da Comissão Política do Bloco. Na semana passada, o Diário de Notícias da Madeira dava a conhecer através de uma fonte anónima ligada ao processo que o plano de austeridade para a Madeira só seria conhecido depois de 9 de Outubro, após as eleições na Madeira.
Louçã lembrou que será o governo PSD/CDS a propor "um programa de ajustamento que passará seguramente por aumentos de impostos e do desemprego e a solução para estas dificuldades tem de ser decidida, em primeiro lugar, pelos madeirenses". Por isso, defendeu o dirigente bloquista, os eleitores terão de saber antes das eleições se "o IVA vai aumentar ou não, o que é que vai acontecer nos salários, no emprego, como vão funcionar os hospitais, qual o regime das taxas moderadoras".
O momento político no arquipélago madeirense também esteve em debate na Mesa Nacional, que definiu como prioridade imediata "a participação na campanha eleitoral da Madeira, com o objectivo de retirar a maioria absoluta a Alberto João Jardim. "A evidência do colapso financeiro de um esquema de investimento a défice descontrolado, com desperdício e favorecimento de dimensões inquietantes, leva agora à instituição de uma investigação sobre as contas regionais e a um futuro e desconhecido plano de resgate. Jardim e a sua equipa são os responsáveis por este caos financeiro que estrangula a Madeira", diz a resolução que foi aprovada na reunião.
O Bloco exige uma auditoria completa às contas e a adopção de um regime de incompatibilidade entre os cargos públicos e os interesses privados, "como nunca existiu na Madeira e que, portanto, combata a corrupção que vinga sempre em contextos de obscuridade, de favorecimento e de ocultação das contas".
A reunião da direcção bloquista apelou ainda à participação nas manifestações sindicais de 1 de Outubro em Lisboa e Porto e na jornada internacional de 15 de Outubro. "A única resposta viável às políticas da troika é a mobilização da maioria social, através de fortes movimentos maioritários, de respostas consistentes e de alternativas rigorosas".
Para os próximos meses, o Bloco anunciou "um plano de trabalho exigente", que inclui a realização das jornadas parlamentares, a convocação de um Seminário Internacional sobre a Dívida, de Encontros Nacionais do Trabalho e das Autarquias, de um Encontro sobre Políticas de Género, entre outras iniciativas. O objectivo é a "construção de respostas sociais maioritárias contra a extorsão financeira, o aumento do custo de vida, pela defesa do salário e das pensões, pelo combate à precariedade.
A reunião discutiu ainda o balanço dos três meses do governo, a crise do euro e o colapso do Tratado de Lisboa. O Bloco diz que a aplicação do programa da troika "atira o país para uma depressão prolongada, sem paralelo nos últimos 150 anos, exceptuando os momentos únicos da Segunda Guerra Mundial e o da bancarrota do Estado português no final do século XIX". E voltou a defender alternativas que passam pela renegociação da dívida com uma auditoria que a suporte, pela criação dum fundo nacional de resgate, financiado pela taxação das grandes fortunas, das transferências especulativas de capitais e do património mobiliário, e ainda pelo reforço de capitais da banca pública para estimular o investimento e responder às restrições no crédito. O Bloco defendeu ainda a recusa das privatizações e "a mobilização para a defesa dos quatro pilares fundamentais dos serviços públicos que estão a ser destroçados: o SNS, a escola pública, a segurança social e os transportes públicos".

A espiral do empobrecimento


Por um lado as medidas de austeridade reduzem drasticamente o poder de compra das pessoas e das famílias, por outro existe um ataque, também ele sem precedentes.
A situação do país agrava-se de dia para dia. Aquilo que nos foi apresentado como inevitável e como a única solução – o empréstimo do FMI/BCE/CE, que em contrapartida nos trouxe um plano de austeridade sem precedentes, revela-se na sua verdadeira dimensão: nada ficará como dantes e o empobrecimento progressivo e acelerado da maioria da população é já uma realidade.
Tem duas faces este projecto. Por um lado as medidas de austeridade reduzem drasticamente o poder de compra das pessoas e das famílias, por outro existe um ataque, também ele sem precedentes, aos direitos que pensávamos seriam intocáveis. Ficaremos mais pobres e com menos direitos.
Mas este plano é também realizado dentro de uma lógica conservadora e reaccionária, que questiona e diminui as funções sociais do Estado e, em certa medida, conseguiu colocar trabalhadores contra trabalhadores, remediados contra pobres. É a lógica que diz que os desempregados são preguiçosos e por isso o tempo de subsídio de desemprego tem que ser reduzido, que quem não trabalha e recebe algum tipo de subsídio tem que dar algo em troca, mesmo que seja trabalhar sem receber, que quem tem fome tem que aceitar as sobras dos outros, que quem está doente e não tem dinheiro leva as sobras dos medicamentos, que as mulheres estão melhor em casa e sempre poupam nas creches.
Manter e aprofundar as desigualdades sociais é o resultado destas políticas.
A porta foi aberta pelo governo do PS, liderado por José Sócrates com congelamento dos salários, que precedeu o corte real do seu valor (nunca nenhum governo tinha ido tão longe), tiveram lugar as alterações ao subsídio de desemprego que para além de cortarem no apoio devido aos desempregados e desempregadas, significam também a baixa real do valor dos salários, pois obrigam a que um desempregado quando volta ao mercado de trabalho o faça sempre usufruindo de um salário mais baixo, o ataque aos apoios sociais com a “invenção” da chamada “condição de recurso”, que mais não é do que o fim da universalidade dos direitos e a ideia de um Estado mínimo para os mais pobres, cujos serviços se limitam, também, aos mínimos.
O memorando assinado com a troika aprofunda este caminho e o actual governo quer ir mais longe, porque quer mostrar um servilismo patético, mas também porque a espiral do endividamento vai exigir cada vez mais medidas de austeridade. É o corte no subsídio de Natal, os aumentos dos bens essenciais – transportes, electricidade, gás e quase tudo com o aumento generalizado do IVA. Um trabalhador que ganhe 1.000 euros por mês é “rico”. Este empobrecimento objectivo e progressivo terá repercussões terríveis ao nível da educação, da saúde, da habitação, do acesso à cultura e irá ainda sublinhar mais as desigualdades que já são gritantes.
Se a tudo isto juntarmos as condições de precariedade das gerações mais jovens, percebemos que não sairemos da crise com estas políticas, bem pelo contrário, aprofundamos a crise.
As medidas anunciadas na semana que agora finda, de redução da Taxa Social Única, que pode chegar a 0% (na boca do Primeiro-Ministro) e de alterações ao Código de Trabalho, nomeadamente no que diz respeito à facilitação do despedimento, eliminando a condição da justa causa, são a benesse que o patronato espera, são a desforra final contra os trabalhadores e trabalhadoras.
As medidas de austeridade não são inevitáveis. Eliminar direitos fundamentais à boleia da crise é o objectivo do governo. Se há aqui alguma coisa de inevitável é a necessidade de resistência e de luta dos trabalhadores e trabalhadoras, mais urgente do que nunca.
Também este caminho se faz caminhando e construindo a confiança e o apoio a uma alternativa à política cega e austeritária. Antes que seja tarde de mais.

Comunicado do Bloco de Esquerda sobre a Escola EB2,3 de Minde

Consulte no link abaixo:

Requerimento ao Secretário de Estado do Ambiente

Bloco requereu a vinda do Secretário de Estado do Ambiente

à AR para esclarecer funcionamento da ETAR de Alcanena

O deficiente funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, com mais de 20 anos, tem sido extremamente penalizador para a qualidade de vida e saúde pública das populações deste concelho, além de ser responsável pela poluição de recursos hídricos e solos.

Esta ETAR, destinada a tratar os efluentes da indústria de curtumes, foi desde a sua origem mal concebida, a começar por se situar em leito de cheia. Desde então os problemas são conhecidos e persistem: maus cheiros intensos; incumprimento regular dos valores-limite estabelecidos para o azoto e CQO das descargas de efluente tratado em meio hídrico; célula de lamas não estabilizadas, com deficiente selagem e drenagem de lixiviados e biogás; redes de saneamento corroídas, com fugas de efluentes não tratados para o ambiente; saturação da ETAR devido a escoamento das águas pluviais ser feita nas redes de saneamento.

Desde há muito que estes problemas são conhecidos e nada justifica, ainda mais com todo o avanço tecnológico existente ao nível do funcionamento das ETAR, que se chegue ao final de 2010 com esta situação. E pior se compreende quando é o próprio Ministério do Ambiente a constatar que gastou ao longo dos anos cerca de 50 milhões de euros para tentar responder a estes problemas.

Em Junho de 2009 foi assinado um protocolo para a reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena pela ARH Tejo, o INAG, a Câmara Municipal e a AUSTRA (gestora da ETAR), com investimentos na ordem dos 21 milhões de euros de comparticipação comunitária.

Este protocolo inclui cinco projectos, os mais importantes dos quais com prazo final apenas em 2013, o que significa arrastar os principais problemas identificados até esta data. Como os prazos de início dos estudos destes projectos já sofreram uma derrapagem, dúvidas se colocam sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos, ainda mais quando não há certezas sobre a disponibilização de verbas nacionais para co-financiar os projectos, tendo em conta o contexto de contenção actual.

Considerando a gravidade dos problemas causados pela ETAR de Alcanena para as populações e o ambiente, o deputado José Gusmão e a deputada Rita Calvário do Bloco de Esquerda solicitam uma audiência com o Secretário de Estado do Ambiente, com a finalidade de obter esclarecimentos sobre os investimentos previstos para a reabilitação do sistema de tratamento, as soluções escolhidas, o cumprimento de prazos, e as garantias que os mesmos oferecem para resolver o passivo ambiental existente, os focos de contaminação dos recursos hídricos e solo, os maus cheiros e qualidade do ar respirado pelas populações deste concelho. Seria de todo útil que o presidente ou representantes da ARH-Tejo estivessem presentes nesta audiência.

Lisboa, 17 de Dezembro de 2010.

A Deputada O Deputado

Rita Calvário José Gusmão

Direito a não respirar “podre” – SIM ou NÃO?





No passado domingo, dia 12 de Dezembro, no Auditório Municipal de Alcanena, realizou-se uma conferência, dinamizada pelo Bloco de Esquerda, sobre a poluição em Alcanena.
Esta sessão reuniu um grupo de ‘preocupados’, que primeiramente ouviram as exposições de especialistas sobre o assunto e, no final, trocaram experiências e pontos de vista, baseados na própria vivência, bem como em conhecimentos técnicos e científicos.
Ficou bem patente que se trata de um grave problema de há muito sentido, mas também desvalorizado, do qual até ao momento não se conhecem as verdadeiras implicações para a saúde pública, mas que transtorna a vida de todos os que vivem e trabalham no concelho, tornando desagradável e doentio o seu dia a dia.
Ficou também claro que o Bloco de Esquerda, aliado desta causa, não abandonará a luta, que será levada até onde os direitos das pessoas o exigirem.

Comunicado de Imprensa

Leia em baixo o Comunicado de Imprensa de 3 de Dezembro do Bloco de Esquerda em Alcanena.

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Reclamamos o DIREITO A RESPIRAR

Bloco de Esquerda continua na senda de uma solução para o grave problema de poluição ambiental em Alcanena



Na passada sexta-feira, dia doze de Novembro, uma delegação, composta pelo Deputado do Bloco de Esquerda pelo Distrito de Santarém, José Gusmão, e mais dois elementos do Bloco, foi recebida pela administração da Austra, no sentido de esclarecer alguns pontos relativos ao funcionamento da ETAR e à poluição que de há muito tem afectado Alcanena, com acrescida intensidade nos últimos tempos.

O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento ao Ministério do Ambiente, aguardando resposta.

Após a reunião com a administração da Austra, realizou-se na Sede do Bloco em Alcanena uma Conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação.

Da auscultação da Austra, ficou claro para o Bloco de Esquerda que a ETAR de Alcanena não reúne as condições minimamente exigíveis, quer do ponto de vista do cumprimento da lei, quer da garantia de índices de qualidade do ar compatíveis com a saúde pública e o bem estar das populações.

A delegação do Bloco de Esquerda obteve do presidente da Austra o compromisso da realização de operações de monitorização da qualidade do ar em Alcanena, a realizar o mais tardar em Janeiro. De qualquer forma, o Bloco de Esquerda envidará esforços para que essa monitorização ocorra de forma imediata.

Embora existam planos para a total requalificação dos sistemas de despoluição, registamos com preocupação a incerteza sobre os financiamentos, quer nacional quer comunitário. O Bloco de Esquerda opor-se-á a que estes investimentos possam ser comprometidos por restrições orçamentais, e exigirá junto do Governo garantias a este respeito.

A participação popular foi e continuará a ser um factor decisivo para o acompanhamento e controlo da efectiva resolução do problema da qualidade do ar em Alcanena.

No âmbito da visita do Deputado do Bloco de Esquerda, José Gusmão, ao Concelho de Alcanena, realizou-se um jantar-convívio no Restaurante Mula Russa em Alcanena, ocasião também aproveitada para dialogar sobre assuntos inerentes ao Concelho. Mais tarde, José Gusmão, conviveu com um grupo de jovens simpatizantes num bar deste concelho.

No sábado, dia treze de Novembro, José Gusmão e outros elementos do Bloco de Esquerda estiveram em Minde, no Mercado Municipal, distribuindo jornais do Bloco, ouvindo e conversando com as pessoas.

Neste mesmo dia, junto ao Intermarché de Alcanena, José Gusmão contactou com as pessoas e entregou jornais do Bloco de Esquerda.

Num almoço realizado em Minde, no Restaurante Vedor, com um grupo de aderentes e simpatizantes do Bloco, houve mais uma vez oportunidade para ouvir opiniões, experiências e expectativas, bem como de exprimir pontos de vista.

O Bloco de Esquerda continuará a luta por um direito que parece ser inerente à própria condição humana, mas que vem sendo negado às pessoas que vivem e trabalham em Alcanena – o direito de respirar ar “respirável” e de não ser posta em causa a sua saúde.


A Coordenadora do Bloco de Esquerda de Alcanena

Poluição em Alcanena: Requerimento à Assembleia da República

Pessoas esclarecidas conhecem o seu direito de respirar ar puro e lutam pela sua reconquista já que alguns até isto usurparam.

O Bloco de Esquerda encetou a luta pela despoluição de Alcanena na legislatura anterior e continuará a manifestar-se e a rebelar-se contra esta desagradável e injusta situação até que no nosso concelho possamos respirar de novo.


Veja aqui Requerimento apresentado pelo BE quanto à questão da poluição em Alcanena

Carta à AUSTRA

Carta entregue pelo grupo de cidadãos "Chega de mau cheiro em Alcanena" ao Presidente da Austra e Presidente da Câmara Municipal de Alcanena

INAUGURAÇÃO DA SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA EM ALCANENA

Francisco Louçã inaugurou no passado domingo, dia 31 de Outubro, a Sede do Bloco de Esquerda em Alcanena. Na inauguração esteve também representada a Coordenação Distrital do Partido; estiveram presentes aderentes e convidados. Esta ocasião especial foi uma oportunidade de convívio, acompanhada de um pequeno beberete.
Francisco Louçã falou, como sempre, de forma clara e apelativa, abordando a actual situação crítica do país,apontando as razões, propondo alternativas e caminhos.
Baseando-se no Socialismo Democrático, o Bloco de Esquerda tem sido sempre activo na defesa dos valores da verdadeira Democracia, e propõe-se continuar essa luta. Esta nova Sede é mais um ponto de encontro, de trabalho, de partilha de pontos de vista e de tomada de iniciativas, possibilitando que se ouçam as vozes de todas as pessoas e transmitindo os seus problemas e expectativas.
Trata-se de um pequeno espaço, que representa uma grande vontade de mudança e que espera contar com a presença de todos os que partilhem os ideais de um concelho mais próspero, de uma sociedade mais justa e equilibrada, de um país realmente mais avançado.