domingo, 25 de setembro de 2011

O muro da inevitabilidade


A inevitabilidade é um muro de Berlim que nos impede ver o horizonte e o futuro, que não nos deixa ver caminhos alternativos. Ela é a narrativa mais poderosa de um sistema económico decadente.
O muro da inevitabilidade afirma-se, ele próprio, como duro horizonte e sentido único para o beco sem saída que é a austeridade. Quem quiser escalar o muro e ver para além, ver mais adiante, encontra sempre o arame farpado do autoritarismo que cresce para tapar as brechas.
Como bem me lembrou um amigo há pouco tempo, o “presente contínuo” é a visão limitada pela opressão dos muros1. Contra esse presente alienado e sem futuro, essa inevitabilidade, há que erguer a memória como arma. Entre as coisas que a memória nos diz, há duas que estão entre as principais chaves para um futuro para lá do muro. A primeira é que “tudo o que é sólido se dissolve no ar”. E se do entulho dos muros do passado se fizeram os caminhos para o hoje, também o inevitável e imponente muro que hoje nos barra a passagem virá a ser o pavimento dos caminhos a construir para além dele.
A segunda é que também para quem ergueu a opressão dos muros “não há situações sem saída” e, portanto, “esperar não é saber, quem sabe faz a hora”. Contra a inevitabilidade de um presente viciado, reside também na força da memória a arma desta continua disputa pela hegemonia ideológica. Há que acumular memória, receber depósitos de protesto, investir em luta, lucrar em experiência. A experiência é memória activa e gera a unidade necessária para, com avanços e recuos, sermos a nossa própria libertação.
E é o muro que define as fronteiras e as alianças fundamentais. De um lado, quem está contra o muro, quem quer resgatar as vidas sequestradas pelo "resgate". Do outro, quem está com as cláusulas pétreas do memorando, de má memória, em que o inevitável muro se funda e em que afunda a esperança e a vida. Se uns fizeram outrora murais à liberdade mas hoje capitularam rendidos ou vendidos aos muros contra a liberdade, foram eles quem escolheu colocar-se no caminho a impedir novos caminhos.
Em nome dessa memória activa e do que ela nos ensina para as rupturas do presente recusamos os humpty dumptys da Historia que ao tentar o precário equilíbrio no muro têm sempre o mesmo destino:
Humpty Dumpty sat on a wall,
Humpty Dumpty had a great fall.
All the king's horses and all the king's men
Couldn't put Humpty together again.
Se somos ainda poucos e a imensa maioria não age de acordo com os interesses da imensa maioria, ou pensando atender ao presente (contínuo) trai o passado e o futuro, trai a sua vida; se somos ainda poucos ou se somos menos do que fomos, o nosso caminho é fazer maiorias com propósitos claros e horizontes precisos. E todos os caminhos passam por derrubar o muro troika.

1 Eric Hobsbawn: "Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem."

Emissões de carbono cresceram 45% entre 1990 e 2010


Um relatório europeu afirma que a emissão de gases de efeito de estufa na atmosfera atingiu 33 bilhões de toneladas no ano passado e destaca que o Protocolo de Quioto corre o risco de ser considerado ineficaz por não limitar as emissões dos países emergentes. Por Jéssica Lipinski, do CarbonoBrasil
A emissão de GEE caiu na União Europeia, onde o valor per capita é metade do dos Estados Unidos.
A emissão de GEE caiu na União Europeia, onde o valor per capita é metade do dos Estados Unidos. Foto Vic Sharp/Flickr
De acordo com um novo levantamento do Centro Comum de Investigação da União Europeia (Joint Research Centre – JRC), a libertação de carbono nunca foi tão grande, devido principalmente ao aumento das emissões das nações em desenvolvimento. Esta constatação pode enfraquecer as possibilidades de extenção do Protocolo de Quioto, que expira em 2012 e obriga apenas os países mais ricos a terem metas.
O estudo do JRC, intitulado Tendências de longo prazo nas emissões globais de CO2, aponta que a emissão de gases do efeito estufa (GEEs) cresceu 45% entre 1990 e 2010, e atingiu um recorde de 33 bilhões de toneladas de dióxido de carbono no último ano.
Apesar disso, as emissões dos países da União Europeia, bloco que reúne algumas das maiores economias do mundo, não seguiram essa tendência: elas foram reduzidas em média 7% no mesmo período, o que significa que a meta de diminuição de emissões de 5,2% até 2012 fixada pelo Protocolo de Quioto foi alcançada. Outros países industrializados também atingiram cortes notáveis: a Rússia, por exemplo, reduziu suas emissões em 28% nas últimas duas décadas.
E essa redução teve um efeito relevante sobre as emissões mundiais. Para se ter uma ideia, em 1990 a liberação de dióxido de carbono europeia e norte-americana totalizava cerca de dois terços das emissões mundiais. Hoje, essa porcentagem caiu para menos da metade do total.
Outro fator que ajudou a mitigar as emissões de GEEs foi a recessão econômica ocorrida em 2008 e 2009. Só na Europa, a crise financeira diminuiu a liberação de um total absoluto de 4,2 bilhões de toneladas de CO2 em 2007 para quatro bilhões em 2010.
Então, segundo a pesquisa, a principal causa desse crescimento tão acentuado foi o desenvolvimento da economia de países emergentes como a China e a Índia. Os dados do JRC mostram que só entre 2009 e 2010, as emissões chinesas aumentaram 10% e as indianas, 9%. Em outras nações emergentes como o Brasil, o México e a Coreia do Sul, a liberação de CO2 cresceu em média 5% neste período.
Mas outros países industrializados fora da Europa ou que não assinaram o Protocolo de Quioto também contribuíram para a alta das emissões globais. Os Estados Unidos, por exemplo, aumentaram suas emissões em 5%, enquanto o Japão manteve sua liberação de dióxido de carbono relativamente estabilizada.
Em absoluto, no entanto, as emissões dos países emergentes ainda tendem a ser menores que as dos desenvolvidos. Atualmente, a emissão de GEEs per capita nos EUA está em 16,9 toneladas por ano. A da União Europeia é menos da metade da norte-americana, chegando a 8,1 toneladas por ano. Já os chineses, cujas emissões vêm crescendo rapidamente, ainda não atingiram os índices europeus, chegando a 6,8 toneladas de CO2 anuais per capita.
Os setores que mais liberam dióxido de carbono na atmosfera continuam a ser a geração de energia e o transporte, que totalizam respectivamente 40% e 15% das emissões mundiais de carbono. E estima-se que esse domínio irá continuar, já que as taxas de crescimento destes setores se mantêm entre 2,5% e 5% por ano.
A produção energética, porém, tem apostado mais nas fontes de energias mais limpas, e tem abandonado gradualmente os combustíveis fósseis. Nos últimos 20 anos, a dependência no carvão na geração de eletricidade caiu de 25% para 20%, e no petróleo, de 38% para 36,5%.
Já as fontes mais limpas tiveram um crescimento de 23% para 27% no gás natural, 8% para 9% na energia nuclear e 6,5% para 8% nas renováveis. A eficiência energética também contribui para a economia de eletricidade com a criação, desenvolvimento e aplicação de tecnologias como eficiência de combustíveis e mecanismos, isolamento térmico em construções etc. infelizmente, tais iniciativas não estão sendo suficiente para mitigar as emissões de CO2.
O relatório da JRC alerta que não há um jeito único nem uma fórmula mágica para reduzir a dependência nos combustíveis fósseis e diminuir as emissões de GEEs em um curto período de tempo “Quando se olha a introdução em larga escala as energias renováveis em países como a Alemanha, a França e a Espanha na última década, fica claro que grandes mudanças nas fontes de energia não podem ser feitas de um dia para outro e levam pelo menos uma década”.
Para o documento, é necessário desenvolver programas e politicas de longo prazo para investir em opções de baixo carbono, particularmente no transporte e na geração de eletricidade. “Pode-se concluir que politicas fortes visando a introdução de novas tecnologias renováveis como a politica francesa em energias nucleares e a politica alemã em energias renováveis podem ter um impacto considerável em uma década se forem mantidas consistentemente”.
O estudo termina dizendo que apesar das contribuições do Protocolo de Quioto serem limitadas, elas ajudaram a estimular muitos desenvolvimentos econômicos e tecnológicos na mitigação das emissões.
* Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.

CGTP propõe sistema para pagar indemnizações por despedimento


A central sindical considera que o Fundo de Compensação do Trabalho do governo "é apenas uma forma de injectar dinheiro no mercado de capitais" e de acabar com as indemnizações. E propõe um sistema que garanta realmente o pagamento das indemnizações que muitos trabalhadores hoje acabam por não conseguir receber.
Carvalho da Silva apresentou a proposta da CGTP para que nenhum trabalhador fique sem indemnização, como agora acontece frequentemente.
Carvalho da Silva apresentou a proposta da CGTP para que nenhum trabalhador fique sem indemnização, como agora acontece frequentemente.
Este seria um "sistema subsidiário" com o objectivo exclusivo de "assegurar o pagamento das indemnizações ou compensações por cessação do contrato de trabalho por iniciativa do empregador". Inteiramente financiado por contribuições dos empregadores, o sistema proposto pela CGTP deve ser gerido por uma entidade pública e também "prever a responsabilidade subsidiária do empregador pelo pagamento das indemnizações dos respectivos trabalhadores em caso de insuficiência do sistema".
Em conferência de imprensa, Carvalho da Silva afirmou que este sistema é necessário na situação de crise que o país atravessa, para acudir a "situações excepcionais", dando o exemplo dos trabalhadores despedidos após o encerramento de empresas totalmente descapitalizadas. Quanto ao Fundo de Compensação proposto pelo governo, o líder da CGTP diz que ele é uma “forma encapotada” de tentar passar uma revisão da legislação do trabalho e que serve de “instrumento à eliminação do conceito de indemnização por cessação de contrato de trabalho e tem como finalidade injectar fundos no mercado de capitais”.
Carvalho da Silva apelou ainda à participação nas manifestações de 1 de Outubro em Lisboa e Porto para lutar contra as políticas que pretendem trazer “a eliminação da indemnização por despedimento, a liberalização dos despedimentos e a redução dos salários”. Este caminho em direcção ao “fim dos direitos conquistados, fruto de uma luta de século e meios” motivou um apelo do sindicalista aos jovens para que se “mobilizem e forcem a reconstrução da solidariedade na sociedade”.

Dívida de 30 milhões aos advogados vai para tribunal


A Ordem dos Advogados reuniu a Assembleia Geral para decidir levar o Estado a tribunal por causa da dívida aos advogados oficiosos. O bastonário Marinho Pinto diz que não vai perdoar um centavo e acusa a ministra da Justiça de ter mudado de posição quando chegou ao Governo.
Marinho Pinto diz que o Ministério da Justiça se transformou numa "coutada de familiares e amigos” de Paula Teixeira da Cruz.
Marinho Pinto diz que o Ministério da Justiça se transformou numa "coutada de familiares e amigos” de Paula Teixeira da Cruz.. Foto rtppt/Flickr
“Vamos tomar ações judiciais contra o Estado e não vamos perdoar nem um centavo de juros. Nem que o Estado leve 100 anos a pagar aquilo que deve”, afirmou Marinho Pinto, perante uma plateia de cerca de 600 advogados, segundo a agência Lusa. O bastonário revelou ainda que já escreveu ao FMI, à Comissão Europeia, ao Banco Central Europeu e já pediu audiências junto do Parlamento Europeu.
A proposta aprovada no sentido de exigir judicialmente os cerca de 30 milhões diz ainda que “a situação da dívida por parte do Ministério da Justiça aos advogados que integram o sistema de apoio judiciário, é deveras insustentável, por violação flagrante e injustificada, da contraprestação a que está obrigado”.
A ministra Paula Teixeira da Cruz tinha dito que na auditoria que está a fazer a essa dívida tinham sido encontradas "muitas irregularidades". Mas a vice-presidente da Ordem dos Advogados diz que “apenas chegaram 1.752 processos irregulares e não 3.500 como avançou o Ministério da Justiça” e “só 10 a 20 por cento representam irregularidades materiais”. Elina Fraga explicou quais os três tipos de irregularidades encontradas nesses processos: “As dolosas, em que há advogados que pedem para receber mais do que aquilo a que tinham direito, e nesses casos têm de ser punidos. As negligentes, onde os próprios advogados são prejudicados com as irregularidades. E, surpreendentemente, há casos em que os advogados pedem para receber menos, contabilizando apenas parte das sessões”.
Marinho Pinto desafiou a ministra a “revelar quanto paga às grandes sociedades de advogados de Lisboa e Porto”, a divulgar “qual o valor dos subsídios de residência pagos aos magistrados mesmo depois de reformados” e a “anular os contratos leoninos a favor dos senhorios”. “Mas isso a senhora ministra não o vai fazer porque alguns dos beneficiados são do seu partido”, acrescentou o bastonário.
No seu estilo contundente, Marinho Pinto disse ainda na Assembleia Geral que o Ministério da Justiça é gerido “por uma coutada de familiares e amigos” de Paula Teixeira da Cruz, criticando a nomeação de vários assessores e "as duas caras" da ministra no problema da dívida aos oficiosos. “Quando estava na Ordem, a senhora ministra propôs que os honorários fossem pagos em oito dias e depois de chegar ao Governo mudou o discurso. Isto demonstra uma clara falta de vergonha e um elevado grau de oportunismo por parte da ministra”, acusou o bastonário.

sábado, 24 de setembro de 2011

AR aprova criminalização de enriquecimento ilícito


Projectos do Bloco de Esquerda, do PCP e do PSD/CDS são aprovados na generalidade. PS fica isolado a votar contra, argumentando “inversão do ónus da prova”. Para o Bloco, esse argumento só tem contribuído para a inércia.
A Assembleia da República aprovou esta sexta-feira, na generalidade, os projectos de lei do Bloco de Esquerda, do PCP e do PSD/CDS para criminalizar o enriquecimento ilícito dos titulares de cargos públicos. O Partido Socialista votou contra todos eles, argumentando que são inconstitucionais, afirmando que promovem a inversão do ónus da prova numa lei penal.
Recorde-se que a criação do crime de enriquecimento ilícito foi proposta originalmente pelo ex-deputado João Cravinho, do PS, e que um dos principais objectivos anunciados por António José Seguro ao ser eleito secretário-geral do PS foi o combate à corrupção.
Clareza é o que se impõe
O tema foi agendado pelo Bloco de Esquerda. Para a deputada Cecília Honório, o argumento avançado pelo PS só tem contribuído para a inércia. “Clareza é o que se impõe, e é nela que baseamos as nossas propostas. Os titulares de cargos políticos e públicos que por si ou interposta pessoa estejam na posse de títulos de bens manifestamente superiores aos que declararam incorrem em penas de prisão de um a cinco anos”. A deputada explicou que em caso de ilicitude, estes mesmos bem revertem a favor do Estado.”
Não houve unanimidade na bancada socialista: os deputados Ana Paula Vitorino, Eduardo Cabrita e Idália Serrão abstiveram-se em relação ao projecto da maioria PSD/CDS-PP.
PSD, PCP e BE votaram a favor dos três projectos de lei para criar o crime de enriquecimento ilícito, enquanto o CDS-PP se absteve relativamente aos projectos do PCP e do BE.
Foi também aprovado, na generalidade, com o voto contra do PS e a abstenção do CDS-PP, um segundo projecto do Bloco de Esquerda que altera a lei do controlo público da riqueza dos titulares de cargos políticos.
Por sua vez, o projecto de lei do PS para penalizar a ausência ou a prestação de informações erradas sobre rendimentos e património foi rejeitado com os votos contra do PSD, CDS-PP, PCP e Bloco e a abstenção do PEV.

A mentira de João Galamba (PS) sobre a taxa sobre as transacções financeiras


João Galamba, actual coordenador da bancada do PS para o orçamento e finanças, acusou ontem os eurodeputados do Bloco de Esquerda de terem votado contra a criação de uma taxa sobre as transacções financeiras internacionais. Essa afirmação é uma falsidade.
Aliás, João Galamba, como todos os deputados do PS na Assembleia da República, votaram eles próprios contra sucessivas recomendações ou propostas do Bloco de Esquerda no sentido da criação dessa taxa sobre o capital. Da última vez, votaram contra em Dezembro de 2010, no debate do Orçamento, e foi tão recente que não se devem ter esquecido.
Acontece ainda que, no Parlamento Europeu, os deputados do Bloco não só votaram a favor dessa proposta como foram mesmo os seus autores. Vamos aos factos do debate do Relatório “Investir no futuro: um novo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) para uma Europa competitiva, sustentável e inclusiva”:
1) Emenda 1083 de Miguel Portas e Jurgen Klute
Proposta de resolução
118. Toma nota dos eventuais novos recursos próprios propostos pela Comissão na sua Comunicação sobre a revisão do orçamento e que se devem traduzir numa proposta legislativa até 1 de Julho de 2011; a UE deve tomar a iniciativa de aplicar no seu próprio espaço uma taxa sobre as transacções financeiras, enquanto deve continuar a bater-se pela sua aplicação em escala global; a UE deve ainda actuar exemplarmente sobre os movimentos de capitais em direcção aos paraísos fiscais; os recursos assim obtidos devem reforçar o orçamento da UE, reduzindo as contribuições dos orçamentos nacionais e concentrarem-se no apoio a programas de convergência social e de combate a pobreza a nível mundial e em escala europeia;
Dessa proposta resultou uma redacção de compromisso, que veio a ser aprovada.
2) Intervenção de Miguel Portas no debate deste relatório (minutos antes da sua votação em plenário):
"E uma última observação: nós votaremos favoravelmente a taxa sobre as transacções financeiras, mas entendemos que ela só verá a luz do dia quando a Europa tiver a coragem de a aplicar independentemente dos outros."
4) Intervenção de Miguel Portas, um mês depois da votação, em debate com Durão Barroso dedicado ao "Quadro Financeiro Plurianual":
"(...) A minha segunda observação é sobre as transacções financeiras. Eu quero saudar aqui o facto de a Comissão Europeia ter mudado de posição. Durante anos, movimentos sociais e as esquerdas políticas defenderam, contra o silêncio e até o cinismo, que era necessária uma taxa europeia sobre as transacções financeiras. Durante anos, a União Europeia, e em particular o Doutor Durão Barroso, foram sempre dizendo ou que não, ou então que tinha que ser na escala planetária.
Saúdo claramente a mudança de opinião, mas é preciso que nos entendamos. Eu gostava verdadeiramente de saber poque é que mudou de opinião, porque é importante esta pergunta por uma razão simples, é que eu preciso de saber se é uma nova convicção, se ela é forte e se ela vai convencer os governos que não a querem, porque a unanimidade é necessária em matéria fiscal na União Europeia."
Aqui fica, assim, o registo da posição do Bloco de Esquerda e da mentira do PS.

Fenprof vai pedir investigação à PGR


Professores suspeitam de possível manipulação na bolsa de colocação de professores. “Ou assumem que se tratou de incompetência técnica, ou o que se passou foi que se procurou poupar dinheiro”, diz Mário Nogueira.
Ou se tratou de incompetência técnica ou o que se passou foi o que se procurou poupar dinheiro. Foto de Paulete Matos
A Federação Nacional de Professores (Fenprof) vai pedir à Procuradoria-Geral da República que investigue se houve manipulação na última bolsa de colocação de professores.
“Os dados que temos indiciam manipulação de dados no concurso público, atribuição de responsabilidades a quem não as tinha, neste caso as escolas, e indiciam da parte de uma entidade pública, o Ministério da Educação, falta de verdade”, disse Mário Nogueira, secretário-geral da entidade, aos jornalistas.
Cerca de 300 professores precários manifestaram-se esta sexta-feira frente ao Ministério da Educação, na av. 5 de Outubro, em Lisboa, em protesto contra as irregularidades que levaram a que professores mais bem classificados não fossem colocados por não se terem candidatado a horários temporários.
“Em nossa opinião, ou é assumido que se tratou de uma incompetência técnica ou o que se passou foi o que desconfiamos: que se procurou poupar dinheiro”, criticou Mário Nogueira.
Os professores deslocaram-se depois ao palácio das Laranjeiras, perto de Sete Rios, onde o secretário de Estado da Educação estava reunido com directores de escolas, e procuraram ser ouvidos em audiência.
“Ao que parece, o MEC agora está a dizer que o que ocorreu é culpa dos professores, que não sabem ler o manual da aplicação electrónica”, explicou o professor Miguel Reis ao Esquerda.net. “Ora os professores sabem muito bem usar a aplicação. O que aconteceu foi que os professores que escolheram contratos anuais, para fugir das situações mais precárias e porque sabiam que tinham boas hipóteses de ser admitidos, foram defraudados, porque só havia a opção de contratos mensais. E por isso foram preteridos”, explicou o professor.

Faleceu José Niza


Autor de "E Depois do Adeus", uma das músicas que serviu de senha ao 25 de Abril, foi compositor e produtor, deputado do PS e director de programas da RTP.
José Niza: "E depois do Adeus"
O compositor, produtor e militante socialista José Niza faleceu aos 75 anos em Santarém. Foi o autor de "E Depois do Adeus", canção escrita para a 12.ª edição do Festival RTP, que viria a servir de primeira senha à revolução de 25 de Abril de 1974.
José Manuel Niza Antunes Mendes José nasceu em 1939, em Lisboa. Estudou Medicina e Psiquiatria em Coimbra, cidade onde se iniciou na música. Lá conheceu José Afonso e Adriano Correia de Oliveira e, em 1961, com Proença de Carvalho, Rui Ressurreição e Joaquim Caixeiro, fundou um quarteto de jazz e o Clube de Jazz do Orfeu.
Até 1969, criou música para peças de teatro como "A Exceção e a regra", apresentada no centro paroquial de Águeda, que a polícia política da ditadura do Estado Novo, a PIDE, viria a encerrar.
Foi da sua autoria um dos hinos da greve académica de 1969, a canção "Cantar de Emigrante".
Criou músicas do disco de Adriano Correia de Oliveira "Gente de Aqui e de Agora", que viria a ser lançado em Outubro de 1971.
Também compôs "Fala do Homem Nascido", com base em poemas de António Gedeão, disco que viria a sair em 1972, com arranjos orquestrais de José Calvário e vozes de Tonicha, Carlos Mendes, Duarte Mendes e Samuel.
Quando assumiu a liderança da editora Orfeu, passou a produzir diversos trabalhos de cantores portugueses como Fausto, Carlos Mendes, Paulo de Carvalho, Vitorino, José Afonso e Adriano Correia de Oliveira.
Antes de "E Depois do Adeus" - senha musical para o Movimento das Forças Armadas - José Niza já tinha conquistado o Festival da Canção da RTP, em 1972, com José Calvário e Carlos Mendes, com o tema "A Festa da Vida".
Após o 25 de abril de 1974, filiado no Partido Socialista, José Niza deixou a editora Orfeu e passou a dedicar-se à política, tendo sido eleito deputado à Assembleia da República pelo círculo de Santarém e, em 1977 e 1978, tendo o cargo de director de Programas da RTP.
Em 1983 e 1984 voltou à RTP como administrador ligado à produção e, em 1985, regressou ao Parlamento, onde procurou defender as questões ligadas à música, participando, por exemplo, na elaboração da legislação relativa à obrigatoriedade de passagem de cinquenta por cento de música portuguesa nas estações de rádio do país.
Deixou de ser deputado em 1999, mas manteve-se como assessor do presidente da Assembleia da República, Almeida Santos.
No ano passado, apoiou a candidatura de Manuel Alegre à Presidência.
A biografia completa de José Niza pode ser encontrada aqui.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Trapalhadas no Ministério da Educação


Processo de recrutamento de professores contratados transformou-se num processo vergonhoso. Despacho que define os apoios de acção social escolar é ilegal e desrespeita a legislação aprovada pela AR.
O ministro Nuno Crato entrou na 5 de Outubro anunciando determinado o seu lema. Rigor e exigência para todos, sem excepção, disse o Ministro. Poderia parecer um bom princípio. Acontece que passaram apenas 3 meses desde essa entrada triunfal no ME, e a multiplicação de atrasos, ilegalidades e trapalhadas várias, parece não ter fim.
Hoje, dia 22 de Setembro, há centenas de escolas que ainda não contam com todos os professores de que necessitam, e, portanto, há milhares de alunos que não podem começar a trabalhar nas suas disciplinas.
Aliás o processo de recrutamento de professores contratados transformou-se num processo vergonhoso.
Depois de terem ficado milhares de vagas por preencher nas colocações divulgadas no final de Agosto, veio a público, em finais da última semana que, inexplicavelmente, o mecanismo de contratação disponibilizado pelo ME passaria agora a determinar que mesmo que as escolas necessitem dos professores para todo o ano lectivo só podem contratá-los ao mês. Não se percebia porquê. Se a escola sabia que ia precisar, imaginemos, de um professor de história até ao final do ano lectivo, porque é que só lhe ia fazer contrato até meados de Outubro. Instalada a confusão, o ME veio dizer que os professores seriam contratados durante o tempo que eram necessários à escola. Da primeira vez, admitamos, poderia ser um erro. Mas eis que, depois destas declarações, abriram novas bolsas de recrutamento de professores que continuavam a permitir apenas contratos mensais. À segunda, convenhamos, ou é incompetência ou é mesmo esta a vontade política do ME: contratar os professores ao mês.
Foi então que o ME resolveu sacudir as culpas e dizer que eram as direcções das escolas que não sabiam contratar professores - como se no panorama de redução de efectivos nas escolas públicas que se mantém há anos, as escolas não soubessem fazer contratações. Agora sabe-se que centenas de professores com anos e anos de serviço docente estão ser ultrapassados por candidatos com graduação menor, só porque se candidataram a colocações anuais. Dizia um professor: “tenho mais de 10 anos de serviço, pedi avaliação, tive aulas assistidas e obtive Muito Bom”, e agora “verifico que as vagas às quais concorri anualmente foram transformadas em vagas temporárias até ao fim do ano e ocupadas por professores 2500 números atrás de mim”.
É pois assim que o novo Ministério valoriza o mérito e a experiência. Trapalhada e injustiça, é o saldo actual do processo de colocação de professores. Nestes últimos dias o ME já se disse e desdisse, já tentou lançar culpas para os outros, e mantém uma trapalhada inaceitável que desrespeita o trabalho dos professores e das escolas. Para um Ministro que se anunciou como o paladino do rigor e da exigência, estamos portanto conversados.
Há milhares de professores contratados que todos os anos asseguram o trabalho das escolas públicas com os alunos, que mantêm as suas vidas na instabilidade e na precariedade. É inaceitável – repito – é inaceitável que se façam contratações ao mês de professores. É preciso acabar já com esta trapalhada de humilhação e injustiça em relação aos professores contratados.
Mas se falamos de trapalhadas no ME, há mais.
Também esta semana foi publicado o despacho que define os apoios de acção social escolar para o ensino básico e secundário (ASE).
Estamos perante um despacho ilegal, que desrespeita a legislação aprovada por esta Assembleia, porque faz aplicar indirectamente a condição de recursos do DL 70/2011 aos escalões da ASE.
Como se recordarão, em 2009, o então Governo do PS fez publicar a legislação que faz corresponder os escalões de ASE aos escalões de abono de família. Ou seja, as famílias que estariam no escalão 1 de rendimentos do abono de família teriam escalão A de apoios de ASE; as famílias que estariam no escalão 2 de rendimentos do abono de família teriam o escalão B de apoios de ASE.
Ora, em 2010, o Governo do PS fazia aqui aprovar, recorde-se com o beneplácito da bancada do PSD, a chamada condição de recursos – isto é, um novo modelo, mais restritivo, de contabilização de rendimentos das famílias no que toca aos apoios sociais, inclusive à ASE.
À época, o CDS apresentou um projecto que retirava a ASE da aplicação desta nova condição de recursos. Esse projecto foi aprovado por toda a oposição: PSD, CDS, BE, PCP, e PEV – é hoje a Lei nº 15/2011.
Pois agora, já no Governo, PSD e CDS mantêm a aplicação da condição de recursos – porque mantêm a legislação que faz corresponder escalões de abono de família e escalões de ASE. Ou seja, para o Governo PSD/CDS a condição de recursos aplica-se à ASE, ainda que de forma indirecta, porque se aplica ao abono de família.
Se assim fosse, então a proposta do CDS, que é agora lei da República, seria uma lei absolutamente inútil. E não é. O despacho dos apoios de ASE é que é ilegal, e está a retirar a milhares de famílias o direito a apoio na ASE.
Veja-se. Numa família com um filho no 7º ano de escolaridade, em que o pai ganhe 500 euros, e a mãe ganhe 600 euros – sem a contabilização da nova condição de recursos teriam apoio a 50% da alimentação e de 79,30 euros para a compra de manuais; com a nova condição de recursos não têm qualquer apoio. Nada.
Há duas possibilidades para que a lei 15/2011, da AR tenha sido ignorada. Das duas, uma:
Ou estamos perante mera incompetência do ME – e, portanto, o Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar do CDS desconhece as leis da república que resultaram de iniciativas políticas do CDS. Terá então que corrigir rapidamente esta trapalhada.
Ou então o Sr. Secretário de Estado fará uma interpretação legal que esta lei da AR – que isentou os apoios de ASE da condição de recursos – é inútil. E então o Sr. Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar do CDS admite que esta proposta do CDS era uma fraude política, e a condição de recursos aplica-se à ASE.
O que releva de tudo isto é que o ano lectivo já se iniciou e as confusões criadas pelos novos responsáveis do Ministério da Educação e Ciência já estão a atingir direitos das famílias e dos professores, e a dificultar o trabalho das escolas.
É tempo de dizer ao Sr. Ministro Nuno Crato que aplique o seu lema “rigor e exigência” a si mesmo.
As escolas, os alunos e os professores não precisam que o Sr. Ministro lhes arranje novos problemas.
Declaração Política feita na Assembleia da República a 22 Setembro 2011

Comunicado do Bloco de Esquerda sobre a Escola EB2,3 de Minde

Consulte no link abaixo:

Requerimento ao Secretário de Estado do Ambiente

Bloco requereu a vinda do Secretário de Estado do Ambiente

à AR para esclarecer funcionamento da ETAR de Alcanena

O deficiente funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, com mais de 20 anos, tem sido extremamente penalizador para a qualidade de vida e saúde pública das populações deste concelho, além de ser responsável pela poluição de recursos hídricos e solos.

Esta ETAR, destinada a tratar os efluentes da indústria de curtumes, foi desde a sua origem mal concebida, a começar por se situar em leito de cheia. Desde então os problemas são conhecidos e persistem: maus cheiros intensos; incumprimento regular dos valores-limite estabelecidos para o azoto e CQO das descargas de efluente tratado em meio hídrico; célula de lamas não estabilizadas, com deficiente selagem e drenagem de lixiviados e biogás; redes de saneamento corroídas, com fugas de efluentes não tratados para o ambiente; saturação da ETAR devido a escoamento das águas pluviais ser feita nas redes de saneamento.

Desde há muito que estes problemas são conhecidos e nada justifica, ainda mais com todo o avanço tecnológico existente ao nível do funcionamento das ETAR, que se chegue ao final de 2010 com esta situação. E pior se compreende quando é o próprio Ministério do Ambiente a constatar que gastou ao longo dos anos cerca de 50 milhões de euros para tentar responder a estes problemas.

Em Junho de 2009 foi assinado um protocolo para a reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena pela ARH Tejo, o INAG, a Câmara Municipal e a AUSTRA (gestora da ETAR), com investimentos na ordem dos 21 milhões de euros de comparticipação comunitária.

Este protocolo inclui cinco projectos, os mais importantes dos quais com prazo final apenas em 2013, o que significa arrastar os principais problemas identificados até esta data. Como os prazos de início dos estudos destes projectos já sofreram uma derrapagem, dúvidas se colocam sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos, ainda mais quando não há certezas sobre a disponibilização de verbas nacionais para co-financiar os projectos, tendo em conta o contexto de contenção actual.

Considerando a gravidade dos problemas causados pela ETAR de Alcanena para as populações e o ambiente, o deputado José Gusmão e a deputada Rita Calvário do Bloco de Esquerda solicitam uma audiência com o Secretário de Estado do Ambiente, com a finalidade de obter esclarecimentos sobre os investimentos previstos para a reabilitação do sistema de tratamento, as soluções escolhidas, o cumprimento de prazos, e as garantias que os mesmos oferecem para resolver o passivo ambiental existente, os focos de contaminação dos recursos hídricos e solo, os maus cheiros e qualidade do ar respirado pelas populações deste concelho. Seria de todo útil que o presidente ou representantes da ARH-Tejo estivessem presentes nesta audiência.

Lisboa, 17 de Dezembro de 2010.

A Deputada O Deputado

Rita Calvário José Gusmão

Direito a não respirar “podre” – SIM ou NÃO?





No passado domingo, dia 12 de Dezembro, no Auditório Municipal de Alcanena, realizou-se uma conferência, dinamizada pelo Bloco de Esquerda, sobre a poluição em Alcanena.
Esta sessão reuniu um grupo de ‘preocupados’, que primeiramente ouviram as exposições de especialistas sobre o assunto e, no final, trocaram experiências e pontos de vista, baseados na própria vivência, bem como em conhecimentos técnicos e científicos.
Ficou bem patente que se trata de um grave problema de há muito sentido, mas também desvalorizado, do qual até ao momento não se conhecem as verdadeiras implicações para a saúde pública, mas que transtorna a vida de todos os que vivem e trabalham no concelho, tornando desagradável e doentio o seu dia a dia.
Ficou também claro que o Bloco de Esquerda, aliado desta causa, não abandonará a luta, que será levada até onde os direitos das pessoas o exigirem.

Comunicado de Imprensa

Leia em baixo o Comunicado de Imprensa de 3 de Dezembro do Bloco de Esquerda em Alcanena.

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Reclamamos o DIREITO A RESPIRAR

Bloco de Esquerda continua na senda de uma solução para o grave problema de poluição ambiental em Alcanena



Na passada sexta-feira, dia doze de Novembro, uma delegação, composta pelo Deputado do Bloco de Esquerda pelo Distrito de Santarém, José Gusmão, e mais dois elementos do Bloco, foi recebida pela administração da Austra, no sentido de esclarecer alguns pontos relativos ao funcionamento da ETAR e à poluição que de há muito tem afectado Alcanena, com acrescida intensidade nos últimos tempos.

O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento ao Ministério do Ambiente, aguardando resposta.

Após a reunião com a administração da Austra, realizou-se na Sede do Bloco em Alcanena uma Conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação.

Da auscultação da Austra, ficou claro para o Bloco de Esquerda que a ETAR de Alcanena não reúne as condições minimamente exigíveis, quer do ponto de vista do cumprimento da lei, quer da garantia de índices de qualidade do ar compatíveis com a saúde pública e o bem estar das populações.

A delegação do Bloco de Esquerda obteve do presidente da Austra o compromisso da realização de operações de monitorização da qualidade do ar em Alcanena, a realizar o mais tardar em Janeiro. De qualquer forma, o Bloco de Esquerda envidará esforços para que essa monitorização ocorra de forma imediata.

Embora existam planos para a total requalificação dos sistemas de despoluição, registamos com preocupação a incerteza sobre os financiamentos, quer nacional quer comunitário. O Bloco de Esquerda opor-se-á a que estes investimentos possam ser comprometidos por restrições orçamentais, e exigirá junto do Governo garantias a este respeito.

A participação popular foi e continuará a ser um factor decisivo para o acompanhamento e controlo da efectiva resolução do problema da qualidade do ar em Alcanena.

No âmbito da visita do Deputado do Bloco de Esquerda, José Gusmão, ao Concelho de Alcanena, realizou-se um jantar-convívio no Restaurante Mula Russa em Alcanena, ocasião também aproveitada para dialogar sobre assuntos inerentes ao Concelho. Mais tarde, José Gusmão, conviveu com um grupo de jovens simpatizantes num bar deste concelho.

No sábado, dia treze de Novembro, José Gusmão e outros elementos do Bloco de Esquerda estiveram em Minde, no Mercado Municipal, distribuindo jornais do Bloco, ouvindo e conversando com as pessoas.

Neste mesmo dia, junto ao Intermarché de Alcanena, José Gusmão contactou com as pessoas e entregou jornais do Bloco de Esquerda.

Num almoço realizado em Minde, no Restaurante Vedor, com um grupo de aderentes e simpatizantes do Bloco, houve mais uma vez oportunidade para ouvir opiniões, experiências e expectativas, bem como de exprimir pontos de vista.

O Bloco de Esquerda continuará a luta por um direito que parece ser inerente à própria condição humana, mas que vem sendo negado às pessoas que vivem e trabalham em Alcanena – o direito de respirar ar “respirável” e de não ser posta em causa a sua saúde.


A Coordenadora do Bloco de Esquerda de Alcanena

Poluição em Alcanena: Requerimento à Assembleia da República

Pessoas esclarecidas conhecem o seu direito de respirar ar puro e lutam pela sua reconquista já que alguns até isto usurparam.

O Bloco de Esquerda encetou a luta pela despoluição de Alcanena na legislatura anterior e continuará a manifestar-se e a rebelar-se contra esta desagradável e injusta situação até que no nosso concelho possamos respirar de novo.


Veja aqui Requerimento apresentado pelo BE quanto à questão da poluição em Alcanena

Carta à AUSTRA

Carta entregue pelo grupo de cidadãos "Chega de mau cheiro em Alcanena" ao Presidente da Austra e Presidente da Câmara Municipal de Alcanena

INAUGURAÇÃO DA SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA EM ALCANENA

Francisco Louçã inaugurou no passado domingo, dia 31 de Outubro, a Sede do Bloco de Esquerda em Alcanena. Na inauguração esteve também representada a Coordenação Distrital do Partido; estiveram presentes aderentes e convidados. Esta ocasião especial foi uma oportunidade de convívio, acompanhada de um pequeno beberete.
Francisco Louçã falou, como sempre, de forma clara e apelativa, abordando a actual situação crítica do país,apontando as razões, propondo alternativas e caminhos.
Baseando-se no Socialismo Democrático, o Bloco de Esquerda tem sido sempre activo na defesa dos valores da verdadeira Democracia, e propõe-se continuar essa luta. Esta nova Sede é mais um ponto de encontro, de trabalho, de partilha de pontos de vista e de tomada de iniciativas, possibilitando que se ouçam as vozes de todas as pessoas e transmitindo os seus problemas e expectativas.
Trata-se de um pequeno espaço, que representa uma grande vontade de mudança e que espera contar com a presença de todos os que partilhem os ideais de um concelho mais próspero, de uma sociedade mais justa e equilibrada, de um país realmente mais avançado.