
domingo, 7 de agosto de 2011
Bloco na Madeira quer fim de maioria absoluta do PSD

Eles sabem bem…
Governo paga a assessores remuneração de directores-gerais
sábado, 6 de agosto de 2011
Bloco quer divulgação pública do acordo de venda do BPN ao BIC
Ainda na fundamentação do requerimento, o Bloco lembra que o caso BPN tem sido marcado por uma enorme polémica, “não apenas pelo seu carácter judicial ou mediático, mas essencialmente pelo peso que impôs ao erário público ao longo dos últimos 3 anos”.
Em entrevista à Sic Notícias (disponível aqui), o deputado do Bloco afirmou que o Governo não estudou qualquer outra solução para além da entrega do BPN ao BIC, realçando que parece uma “venda de favor” e que não há “racionalidade económica” nesta venda.
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| Requerimento_BPN.pdf | 130.67 KB |
Direitos ou restos?
Ora, o que o Governo exprime neste Plano de Emergência Social é precisamente essa visão que a direita tem da sociedade. Em opções como a da distribuição dos restos dos medicamentos em vésperas de fim de validade (aplicação às farmácias do célebre programa de redistribuição de comida dos restaurantes, tão elogiado por Cavaco Silva), a do arrendamento excepcional de habitações revertidas para a banca ou a do estímulo à contribuição voluntária de empresas a título de “responsabilidade social”, o que se evidencia é, acima de tudo o corte com uma democracia assente em direitos de todos, substituída pelo acesso dos pobres aos restos do bodo dos outros. E isso é insuportável, isso é indigno.
Todo o socorro a quem precisa deve ser feito. É uma quimera irresponsável pensar que se resolve o problema do pobre ensinando-o a pescar ao mesmo tempo que se lhe nega o peixe que lhe dará forças para segurar na cana de pesca e para pensar na melhor estratégia para apanhar o melhor peixe. Ele ficará porventura ensinado mas morrerá faminto entretanto. Uma coisa não vai sem a outra. E o que a direita quer é que vá, que tudo fique no mero socorro sem envolver a mudança de capacidade do pobre. E com a suprema indignidade de cingir aquilo a que chama justiça social à distribuição dos restos que a sociedade já não usa ou já não quer.
Digam-me lá então que isso de esquerda e de direita são conceitos ultrapassados! Pois eu digo-vos: não há esquerda digna dessa designação que não se revolte contra um discurso bonzinho em que os direitos são substituídos por esmolas.
Governo aprova plano de emergência social, CGTP diz que são medidas paliativas
Comentando este plano governamental, a deputada do Bloco de Esquerda Mariana Aiveca declarou que o PES não “esconde os cortes nos apoios sociais e às famílias”, exemplificou com os “aumentos dos transportes, da água e da electricidade”, denunciou que “é a facilitação e embaratecimento dos despedimentos, é o aumento do desemprego já anunciado, que sabemos que nos próximos meses vai aumentar, e é a precariedade” e concluiu: “Sem se taxarem os mais ricos não há possibilidade de um verdadeiro plano que responda às dificuldades das pessoas”.
Para a CGTP, o PES é um conjunto de medidas paliativas para esconder a realidade. Maria do Carmo Tavares, da comissão executiva da central sindical, acrescentou ainda à comunicação social que para apoiar os desempregados é “importante a industrialização do país” e “desenvolver o investimento em áreas que criem verdadeiramente emprego”. A dirigente sindical alertou ainda que “à semelhança de planos anteriores”, esta proposta “pode ser uma pescadinha de rabo na boca”, que leva a “situações de falência em vez de apoiar verdadeiramente os trabalhadores e a criação de emprego”.
Águas de Portugal quase quadruplica lucros
O volume de negócios aumentou 11% para 373,4 milhões de euros, enquanto as despesas com pessoal foram reduzidas. Segundo o relatório do grupo, no primeiro semestre de 2011 houve uma redução de 16,1% “no total dos gastos com pessoal e fornecimentos externos”.
Em entrevista ao “Diário Económico”, o presidente da AdP, Pedro Serra, refere que a redução de custos com pessoal se deveu aos cortes nos salários previstos pelo Orçamento de Estado e a acordos de saídas negociados com trabalhadores.
Pedro Serra afirmou ainda ao jornal que espera que o próximo semestre confirme “estes bons resultados agora apresentados e que o resultado consolidado do Grupo AdP do exercício ultrapasse, pela primeira vez, os 100 milhões de euros”.
Estes resultados tornam ainda mais apetecida, para os grandes grupos económicos privados, nacionais e estrangeiros, a privatização da AdP já prometida, pelo menos a 49%, pelo Governo PSD/CDS-PP.
O Bloco de Esquerda considera que “as águas são um domínio público”, “um bem vital” e um “recurso limitado” e, por isso, propôs a realização de um referendo sobre a privatização da Águas de Portugal, iniciativa anunciada nesta quinta feira pelo líder parlamentar do partido, Luís Fazenda.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Bolsas afundam

As migalhas que sobram da tolha da mesa de um capitalista
Sobre o autor

A vergonha é uma cena que não lhes assiste
Bloco quer referendo sobre privatização da água

Sonae Sierra lucra 13,2 milhões de euros no primeiro semestre de 2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Orçamento Rectificativo "vai cobrir descapitalização da banca"

Requerimento ao Secretário de Estado do Ambiente
Bloco requereu a vinda do Secretário de Estado do Ambiente
à AR para esclarecer funcionamento da ETAR de Alcanena
O deficiente funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, com mais de 20 anos, tem sido extremamente penalizador para a qualidade de vida e saúde pública das populações deste concelho, além de ser responsável pela poluição de recursos hídricos e solos.
Esta ETAR, destinada a tratar os efluentes da indústria de curtumes, foi desde a sua origem mal concebida, a começar por se situar em leito de cheia. Desde então os problemas são conhecidos e persistem: maus cheiros intensos; incumprimento regular dos valores-limite estabelecidos para o azoto e CQO das descargas de efluente tratado em meio hídrico; célula de lamas não estabilizadas, com deficiente selagem e drenagem de lixiviados e biogás; redes de saneamento corroídas, com fugas de efluentes não tratados para o ambiente; saturação da ETAR devido a escoamento das águas pluviais ser feita nas redes de saneamento.
Desde há muito que estes problemas são conhecidos e nada justifica, ainda mais com todo o avanço tecnológico existente ao nível do funcionamento das ETAR, que se chegue ao final de 2010 com esta situação. E pior se compreende quando é o próprio Ministério do Ambiente a constatar que gastou ao longo dos anos cerca de 50 milhões de euros para tentar responder a estes problemas.
Em Junho de 2009 foi assinado um protocolo para a reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena pela ARH Tejo, o INAG, a Câmara Municipal e a AUSTRA (gestora da ETAR), com investimentos na ordem dos 21 milhões de euros de comparticipação comunitária.
Este protocolo inclui cinco projectos, os mais importantes dos quais com prazo final apenas em 2013, o que significa arrastar os principais problemas identificados até esta data. Como os prazos de início dos estudos destes projectos já sofreram uma derrapagem, dúvidas se colocam sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos, ainda mais quando não há certezas sobre a disponibilização de verbas nacionais para co-financiar os projectos, tendo em conta o contexto de contenção actual.
Considerando a gravidade dos problemas causados pela ETAR de Alcanena para as populações e o ambiente, o deputado José Gusmão e a deputada Rita Calvário do Bloco de Esquerda solicitam uma audiência com o Secretário de Estado do Ambiente, com a finalidade de obter esclarecimentos sobre os investimentos previstos para a reabilitação do sistema de tratamento, as soluções escolhidas, o cumprimento de prazos, e as garantias que os mesmos oferecem para resolver o passivo ambiental existente, os focos de contaminação dos recursos hídricos e solo, os maus cheiros e qualidade do ar respirado pelas populações deste concelho. Seria de todo útil que o presidente ou representantes da ARH-Tejo estivessem presentes nesta audiência.
Lisboa, 17 de Dezembro de 2010.
A Deputada
Rita Calvário
Direito a não respirar “podre” – SIM ou NÃO?
Comunicado de Imprensa
Reclamamos o DIREITO A RESPIRAR
Bloco de Esquerda continua na senda de uma solução para o grave problema de poluição ambiental em Alcanena
O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento ao Ministério do Ambiente, aguardando resposta.
Após a reunião com a administração da Austra, realizou-se na Sede do Bloco em Alcanena uma Conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação.
Da auscultação da Austra, ficou claro para o Bloco de Esquerda que a ETAR de Alcanena não reúne as condições minimamente exigíveis, quer do ponto de vista do cumprimento da lei, quer da garantia de índices de qualidade do ar compatíveis com a saúde pública e o bem estar das populações.
A delegação do Bloco de Esquerda obteve do presidente da Austra o compromisso da realização de operações de monitorização da qualidade do ar em Alcanena, a realizar o mais tardar em Janeiro. De qualquer forma, o Bloco de Esquerda envidará esforços para que essa monitorização ocorra de forma imediata.
Embora existam planos para a total requalificação dos sistemas de despoluição, registamos com preocupação a incerteza sobre os financiamentos, quer nacional quer comunitário. O Bloco de Esquerda opor-se-á a que estes investimentos possam ser comprometidos por restrições orçamentais, e exigirá junto do Governo garantias a este respeito.
A participação popular foi e continuará a ser um factor decisivo para o acompanhamento e controlo da efectiva resolução do problema da qualidade do ar em Alcanena.
No âmbito da visita do Deputado do Bloco de Esquerda, José Gusmão, ao Concelho de Alcanena, realizou-se um jantar-convívio no Restaurante Mula Russa em Alcanena, ocasião também aproveitada para dialogar sobre assuntos inerentes ao Concelho. Mais tarde, José Gusmão, conviveu com um grupo de jovens simpatizantes num bar deste concelho.
No sábado, dia treze de Novembro, José Gusmão e outros elementos do Bloco de Esquerda estiveram em Minde, no Mercado Municipal, distribuindo jornais do Bloco, ouvindo e conversando com as pessoas.
Neste mesmo dia, junto ao Intermarché de Alcanena, José Gusmão contactou com as pessoas e entregou jornais do Bloco de Esquerda.
Num almoço realizado em Minde, no Restaurante Vedor, com um grupo de aderentes e simpatizantes do Bloco, houve mais uma vez oportunidade para ouvir opiniões, experiências e expectativas, bem como de exprimir pontos de vista.
O Bloco de Esquerda continuará a luta por um direito que parece ser inerente à própria condição humana, mas que vem sendo negado às pessoas que vivem e trabalham em Alcanena – o direito de respirar ar “respirável” e de não ser posta em causa a sua saúde.
A Coordenadora do Bloco de Esquerda de Alcanena
Poluição em Alcanena: Requerimento à Assembleia da República
Pessoas esclarecidas conhecem o seu direito de respirar ar puro e lutam pela sua reconquista já que alguns até isto usurparam.
O Bloco de Esquerda encetou a luta pela despoluição de Alcanena na legislatura anterior e continuará a manifestar-se e a rebelar-se contra esta desagradável e injusta situação até que no nosso concelho possamos respirar de novo.
Veja aqui Requerimento apresentado pelo BE quanto à questão da poluição em Alcanena
Carta à AUSTRA
INAUGURAÇÃO DA SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA EM ALCANENA
Francisco Louçã falou, como sempre, de forma clara e apelativa, abordando a actual situação crítica do país,apontando as razões, propondo alternativas e caminhos.
Baseando-se no Socialismo Democrático, o Bloco de Esquerda tem sido sempre activo na defesa dos valores da verdadeira Democracia, e propõe-se continuar essa luta. Esta nova Sede é mais um ponto de encontro, de trabalho, de partilha de pontos de vista e de tomada de iniciativas, possibilitando que se ouçam as vozes de todas as pessoas e transmitindo os seus problemas e expectativas.
Trata-se de um pequeno espaço, que representa uma grande vontade de mudança e que espera contar com a presença de todos os que partilhem os ideais de um concelho mais próspero, de uma sociedade mais justa e equilibrada, de um país realmente mais avançado.





